Homem aprendendo como criar um blog

Como criar um blog: tudo que você sempre procurou em um único lugar!

Muitas vezes pensamos em criar um blog, mas logo desistimos por falta de tempo, conhecimento ou de alguém para arrumar o blog e apenas postarmos, não é verdade?

Vivemos em um mundo onde a presença online não é mais a promessa do futuro. É premissa do presente.

É impensável uma empresa que não possui o seu próprio site.

Na verdade, o site sozinho já não é mais suficiente há algum tempo. Numa era onde as pessoas trabalham, compram, vendem e se relacionam online, marcar presença nestas interações é fundamental para ter sucesso.

É neste contexto que os blogs deixaram de ser diários e registros pessoais para se tornarem parte indissociável da cultura online. Seja em veículos oficiais, portais de notícias, entretenimento, hobbies ou nos nichos mais diversos, todo mundo tem um blog favorito, ainda que não o chame por este nome.

É por isto que hoje vou ensinar tudo o que você precisa saber sobre este veículo e quais passos precisa tomar para começar hoje mesmo o seu próprio blog. Você vai ver que é mais fácil do que você imagina!

Nesse post você vai aprender:

Confira!

Afinal, porque blogs são tão importantes?

Para responder esta pergunta, eu quero dar um passo para trás e olhar com você de onde surgiu o fenômeno dos blogs. Prometo que esta explicação vai fazer sentido!

Um pouco de história

O termo “blog” é uma abreviação de “weblog” uma corruptela de “web log’, ou seja um registro ou diário na internet. A palavra só foi usada pela primeira vez em 1997, por Jorn Barger, em seu site Robot Wisdom.

Você pode clicar aqui para ver um snapshot do site, tirado em 1999.

Apesar do estilo decididamente datado, você reconhecerá que a estrutura é reconhecível: posts publicados em sequência de data, cada um sobre um assunto que interessou ao autor na época.

Na época, blogar era trabalhoso. Cada página precisava ser feita à mão, publicada e linkada às demais. Um processo lento e sujeito à falhas. Assim, eram poucos os que se arriscavam no formato.

No amanhecer do ano 2000 haviam menos de 100 blogs catalogados. Para facilitar este trabalho e tornar os blogs mais acessíveis muitas pessoas pularam na oportunidade de desenvolver ferramentas para blogar.

As sementes do Blogger foram plantadas em 1999. O Movable Type teve seu primeiro release em 2001 e já em 2003 o TypePad e nosso queridinho WordPress foram lançados oficialmente.

E não foi só em facilitar a vida do usuário que os empreendedores estavam de olho.

O AdSense do Google nasceu no mesmo 2003, permitindo que os blogueiros gerassem receitas em suas páginas através de anúncios e banners. 2003 também viu o nascimento da Weblogs Inc., uma rede de 90 blogs sobre diversos assuntos, fundada por Jason Calacanis e investida por Mark Cuban.

Apenas dois anos depois, em 2005, a companhia foi comprada pela AOL por 25 milhões de dólares.

Esta transação é considerada um marco importante, pois é um sinal claro do mercado que os blogs já não eram mais uma curiosidade ou evento passageiro, mas uma força definitiva no mundo online.

O cenário atual

Há algumas maneiras diferentes de olhar para o papel dos blogs atualmente, mas todas elas chegam, em última instância, à mesma resposta: criar conexões relevantes.

Nós, seres humanos (você é um ser humano, certo?) somos criaturas sociais por natureza. Buscamos pertencer a grupos, nos relacionarmos com nossos pares e criar conexões relevantes com o que nos faz — e traz — sentido.

É neste caráter social que está a resposta da importância dos blogs.

Eles são uma maneira de alavancar o mundo conectado pela internet para aumentar o alcance da nossa voz, das nossas idéias, sonhos e projetos.

De ouvir e ser ouvido por pessoas que antes estavam simplesmente distantes demais para estabelecer uma conexão significativa.

E isto não é importante apenas de um ponto de vista social, sentimental, ou teórico.

Com esta explicação em mente, veja como isto pode transformar a sua empresa ou marca pessoal:

Como um blog pode me ajudar?

como criar um blog 10

Um blog pode trazer inúmeros benefícios para marcas, empresas, agências, profissionais autônomos, etc.

Agora você vai aprender quais são os principais desses benefícios!

Blogs geram autoridade e ajudam a vender

A maneira mais simples de ser respeitado por alguém é ensinar algo a esta pessoa.

Se o conteúdo do seu blog ajuda o leitor a resolver um problema, tirar uma dúvida ou chegar a um objetivo, ele se lembrará deste aprendizado por muito tempo.

Este impacto não se restringe só ao branding ou conhecimento de marca! Ele é fundamental no processo de vendas.

O consumidor, mesmo antes de saber que ele quer ou precisa de um produto, busca a solução para algo que o incomoda.

Se a sua marca está lá para resolver esta dúvida, ela se põe numa oportunidade única de vencer no Momento Zero Da Verdade, aquele instante onde a conexão entre problema, solução e produto fica clara.

A “eureka” onde o consumidor decide pela sua compra. Se você já conhece o trabalho com o Funil de Vendas, este trecho deve ter soado bastante familiar!

Falando no funil, um blog pode ajudar seus clientes em potencial a navegar por todas as etapas dele.

Usando conteúdo adequado a cada uma, é possível rodar o processo inteiro, desde a alimentação no topo até o momento de entregar o lead para o departamento comercial ou fechar a venda diretamente, dependendo do seu modelo de negócios.

E não é tudo! Os blogs ainda apresentam outros benefícios incríveis.

Blogs te ajudam a ser encontrado (e descoberto)

A lógica aqui é simples: todos os motores de busca tentam entender e responder às dúvidas dos seus usuários indicando a eles uma página com a resposta correta.

Assim, ao publicar, continuamente, conteúdo que ajuda o seu público-alvo, a sua chance de ser indicado pelo buscador como solução aumenta a cada texto.

Para entender isto melhor, vamos imaginar que a sua empresa é especialista em Marketing de Conteúdo.

Ao publicar um site institucional, com seu endereço, horário de funcionamento, missão, valores e talvez uma tabela de preços e serviços, quais são as oportunidades criadas?

Antes de responder, vamos comparar com outra possibilidade. Uma em que seu site traz, além do conteúdo institucional, um blog sobre o assunto que você domina, com materiais educativos para download, artigos bem escritos, cases de sucesso, guias e dicas que facilitam a vida do seu leitor.

É claro que você já percebeu que a segunda opção é melhor.

A minha descrição faz com que você chegue a esta conclusão imediatamente. Mas você consegue explicar o motivo real por trás da resposta?

Te ajudo: estar presente na internet permite que as pessoas te encontrem mais facilmente. O detalhe aqui é que estas pessoas estão procurando algo que elas sabem exatamente o que é.

Talvez seja diretamente o seu nome, seu setor de atuação ou o tipo do seu produto.

Buscas como “Loja de colchões em Belo Horizonte”, “comprar chave de fenda” ou “endereço de gráfica rápida” são alguns exemplos deste tipo de transação.

Ao publicar conteúdo relevante, entretanto, sua marca expande incrivelmente este universo, pois começará a aparecer para buscas de pessoas que ainda não tomaram esta decisão.

Um grupo, portanto, muito mais numeroso. “Como dormir melhor”, “ferramentas mais úteis” e “tipos de impressão” seriam os exemplos equivalentes aqui.

Em vista disto, fica bem mais claro por que a marca que bloga cria mais oportunidades para ser encontrada e criar relacionamentos: ela busca, ativamente, ser descoberta também!

Blogs reduzem o seu risco

Somos todos aversos à correr riscos. É um impulso fundamental, necessário à nossa sobrevivênvia.

Embora toda atividade, como abrir uma nova filial, mudar um fornecedor, contratar um funcionário, ou mesmo começar um blog são todas carregadas de um risco inerente, tomamos esta decisão pesando as chances de dar errado contra os benefícios do sucesso.

Há entretanto algumas influências externas que nos apresentam riscos que são constantes, e não podemos nos eximir deles.

É o caso da entrada de um novo competidor, uma mudança na política econômica ou mesmo catástrofe naturais. Nesta área os blogs trazem um dos seus maiores — e menos apreciados — benefícios.

Começar uma conversa com o seu público-alvo, ser descoberto por ele e entender melhor quem são as pessoas que podem se tornar seus clientes são todos benefícios que te protegem contra estas ameaças que não estão no seu controle.

Quando a sua empresa depende de um fator externo, seja ele uma campanha de anúncios, alcance em redes sociais ou uma posição cômoda em um nicho não explorado, mudanças neste fator podem comprometer a sua operação muito rapidamente!

Assim, cultivar uma base saudável de emails, ganhar posições melhores nas páginas de busca e conseguir se comunicar de forma eficiente e direta com o seu público protege a sua marca destas influências negativas, garantindo sua sobrevivência (e prosperidade) mesmo em cenários inesperados.

Qual o seu objetivo com blog?

A esta altura do campeonato, você já deve ter se dado conta que blogs não são apenas uma ferramenta, mas uma plataforma, um sistema que pode ser usado de diversas maneiras.

Não se acanhe diante da diversidade, entretanto. Vamos te ajudar durante todo o processo.

E o primeiro passo é saber onde você quer chegar!

Os três tópicos acima (vender mais, ser encontrado e reduzir risco) estão diretamente ligados a alguns dos motivos mais comuns. Mas é importante lembrar que existem outros, como:

Tornar sua marca mais conhecida

Sobretudo em mercados de concorrência acirrada, a barreira de entrada para uma nova marca é bastante alta. O seu blog pode ser a estratégia ideal para alcançar (e superar) a popularidade de quem já estava no mercado antes.

Educar o público

Alguns produtos e serviços mais inovadores não tem uma oferta imediatamente clara para o grande público.

Produzir conteúdos que falam à dores do seu futuro cliente é uma estratégia poderosa para se apresentar, no momento certo, como uma solução que ele ainda não conhece.

Gerar leads qualificados

As táticas de marketing de gerar e nutrir leads para fazer contatos mais qualificados, vender mais e melhor são extremamente populares hoje.

O blog é uma das melhores maneiras de gerar os suas próprias leads, sem recorrer à compra de listas e contratação de serviços especializados nisto.

Como bônus, dentro do seu blog você tem controle muito maior sobre o processo, podendo fazer ajustes e melhorias para se adequar melhor ao seu funil de vendas.

Se tornar autoridade

Como falamos, o blog não serve apenas para atrair pessoas.

O conteúdo certo ajuda a demonstrar a sua expertise, mostrando o seu conhecimento da área e também a sua capacidade de entregar valor aos seus clientes.

Peças como white papers, cases de sucesso, artigos técnico-científicos além de templates e calculadoras mostram ao público que você sabe — e bem! — do que está falando.

Isto facilita o processo de decisão de compra, na medida que aumenta a confiança do consumidor na sua marca, além de fazer um bem danado para a sua reputação.

Sentir o prazer de escrever e publicar

Ei, nós não falamos que blog posts precisam ter sempre um objetivo comercial em mente.

O processo de arranjar suas idéias, transformá-las em conteúdo (seja texto, video ou imagem) e compartilhar com o mundo é extremamente prazeroso!

Além disto, escrever traz benefícios psicológicos, ajuda a afinar sua capacidade de comunicação, formular melhor seus pensamentos e até mesmo de aprender coisas novas.

O blog é o meio ideal para praticar isto!

Como criar um blog: tirando o seu blog do zero

 

Homem em dúvida de como criar um blog do zero

Chegando até aqui, eu realmente espero que você esteja super ansioso para começar a blogar. Se não estiver, por favor volte lá em cima e leia outra vez. 😉

Querer blogar é fácil, difícil mesmo é começar! Não é verdade?

Para quem já tomou a maravilhosa decisão de se jogar no mundo dos blogs, vai aqui um passo a passo que vai te levar do zero ao sucesso. Confira!

Passo 1: Escolhendo um endereço (domínio) do seu blog

Pausa rápida para esclarecer um detalhe técnico importante. Apesar de serem usados de forma meio indiscriminada, domínio e endereço não são a mesma coisa!

Um domínio é uma string, quer dizer uma sequência de caracteres, que identifica um site específico. No nosso caso, nosso domínio é marketingdeconteudo.com.

Já o endereço é toda a sequência que aponta para uma página ou recurso específico. No endereço podem constar diretórios e subdomínios, de forma a identificar o elemento buscado.

Dentro do mesmo domínio temos vários endereços, como:

Quer dizer, se você já tem um domínio, como “suaempresa.com.br”, você pode escolher um endereço para o seu blog ali dentro. Talvez “blog.suaempresa.com.br” ou “suaempresa.com.br/blog”. Se você ainda não tem o domínio, é só…

Escolher o domínio

Há algum tempo atrás, o nome do domínio exercicia uma influência relevante sobre o seu potencial de rankeamento. Talvez você já tenha ouvido regrinhas como “sua keyword principal precisa aparecer no seu endereço”.

Felizmente, estes tempos se foram e o Google já não aplica mais peso nenhum ao domínio em si. Isto não quer dizer entretanto, que você não precisa tomar cuidado!

Veja algumas dicas para escolher um domínio legal:

  • Evite palavras confusas, com consoantes em sequência, pulando vogais, difíceis de pronunciar e escrever
  • Busque uma combinação de palavras que faça sentido, seja fácil de lembrar
  • Mantenha o objetivo do blog sempre em vista
  • O domínio do blog e o seu título não precisam ser iguais, mas devem ser relacionados

Lembre-se que nossa meta aqui é conseguir um nome que identifique claramente o seu blog e não confunda o seu leitor.

Assim, se o título do seu blog é “O melhor blog de tango escocês contemporâneo do mundo”, provavelmente “tangoescoces.com.br” seria uma boa opção, por exemplo.

Comprar o domínio

É importante lembrar aqui que cada país tem seu próprio domínio de topo (abreviado ccTLD), e eles são independentes uns dos outros.

Ou seja, comprar o “tangoescoces.com.br” não te dá autoridade alguma sobre o “tangoescoces.com” ou mesmo o “tangoescoces.scot”, que é o ccTLD da Escócia.

Para saber se um domínio está disponível para compra, você precisa consultar uma entidade chamada “registrar(esse é o nome mesmo!), também conhecida como “registrador de domínios”.

É uma empresa credenciada pela ICANN (Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números) para te atribuir a posse de um domínio, por um período específico.

Para comprar um domínio no Brasil, eu recomendo o registro.br. Existem outros registrars, que fazem busca e compra em diversos países simultaneamente.

Fique à vontade para escolher aquele que parecer mais conveniente, mas confira sempre a reputação da empresa na internet, as reclamações apresentadas contra ela e suas respostas.

Afinal, você não quer o seu domínio sendo refém de uma empresa picareta por aí. O processo de cada registrar pode ter algumas peculiaridades, mas segue sempre um roteiro parecido com este:

  1. Busque pelo domínio desejado, para saber se está disponível
  2. Crie uma conta no registrar, usando seu email.
  3. Preencha com cuidado os dados do administrador, com seu CPF e email válidos. Estes dados são usados para recuperar o domínio em caso de problemas.
  4. Se já tiver hospedagem, informe o DNS. Caso contrário, isto pode ser feito depois.
  5. Escolha o seu plano, forma de pagamento e efetue a compra.

Simples, não?

 

 

 

 

 

Passo 2: Hospedagem

Agora que você já tem seu endereço, é hora de construir a sua “casa online”. Para isto, você precisa de um servidor.

É uma máquina (ou conjunto de máquinas) que vai receber o visitante no seu domínio e entregar a ele as páginas e recursos que ele pedir.

O melhor é contratar um serviço especializado para isto. Boas empresas de hospedagem cuidam da parte técnica (que é bastante complicada) e te entregam interfaces amigáveis, fáceis de usar. Assim, você não precisa se preocupar com configurações complexas de servidor e bancos de dados. Um conselho honesto: deixe a parte técnica com os profissionais de TI e contrate um serviço destes. Você não vai se arrepender!

Escolhendo seu CMS

Antes de decidir quem vai hospedar o seu blog, você precisa saber qual a estrutura que o fará funcionar.

Lembra de como falamos que blogar era uma atividade extremamente complicada e, em menos de uma década, algumas tecnologias permitiram que milhões se tornassem blogueiros e leitores?

Aqui entra em cena o CMS.

A sigla significa Content Management System, trocando em miúdos, Sistema de Gerenciamento de Conteúdo.

É a estrutura que funciona nos bastidores do seu blog. O programa que cria páginas, gera links, torna o conteúdo navegável e permite que você gerencie suas páginas, posts, links e comentários.

Blogar sem um CMS, como nos primórdios, é loucura hoje em dia!

Apesar de apresentarmos alguns CMSs, esse guia será focado no WordPress, onde basearemos o nosso passo a passo para tirar o seu blog do zero! Veja alguns dos sistemas mais populares hoje:

WIX

O WIX entrou relativamente tarde no jogo, em 2006. A empresa Israelense viu, entretanto, sua popularidade disparar no mercado brasileiro nos últimos anos.

A principal razão é que ela tem templates já meio prontos para criar lojas virtuais e portfolios, duas demandas em alta. por aqui. Eu não o recomendo, entretanto.

Páginas em WIX até pouco tempo contavam extensivamente com recursos em Flash, já mais antiquados que aquela bermuda vermelha que você adora.

Apesar da atualização na tecnologia, migrando estes recursos para HTML5, as páginas ainda tendem a carregar mais lentamente, o que impacta o ranqueamento pelo Google.

O pior, na minha opinião, são os preços. Você vai gastar no mínimo R$19,00/mês para ter um site pessoal sem propaganda deles. Para algo mais profissional, espere gastar pelo menos R$28,90/mês, ou R$37,00 se for um ecommerce.

Este preço nem inclui templates premium.

Existe uma opção gratuita, mas ela é bancada por propagandas que acabam com qualquer ilusão de profissionalismo, além de carregar elementos adicionais na sua página.

Square Space

O SquareSpace vêm ganhando espaço, sobretudo devido a um posicionamento de marketing muito legal de financiar canais educativos no Youtube.

Kurzgesagt, Science Girl, Scishow e Nerdwriter são alguns dos exemplos que lembro agora. É um CMS que tem a mão muito pesada em elementos visuais e design.

Ele torna fácil para lojas, blogs e sites criar interfaces bonitas e sofisticadas. Se você é um fotógrafo ou designer, por exemplo, certamente gostará dele.

Outra vantagem legal é que ele tem ferramentas bem completas para exportar seu conteúdo.

Ou seja, se quiser migrar para outro CMS, você consegue sem maiores problemas. O ponto negativo é o preço. Um site pessoal começa nos $12/mês. São $18 para negócios e $26 para ecommerce.

Com a taxa de câmbio desfavorável, é um ataque considerável à sua carteira.

Blogger

É o CMS do Google. Até pouco tempo atrás, era chamado Blogspot.

Sendo assim, ele é muito bem integrado com os aplicativos do Google. Na verdade, se você já tem um Gmail, já tem uma conta no Blogger também, é só começar.

A integração com o Google Ads também é incrivelmente simples.

As vantagens do Blogger são que ele indexa muito rapidamente as páginas, (o que não deve ser surpresa alguma, considerando que ele é prata da casa Google) e também é muito fácil de aprender e operar.

As desvantagens são a capacidade limitada de customização e crescimento. Isto realmente limita as suas possibilidades de se desenvolver.

Os blogs oficiais do Google, GMail e Google Maps funcionam nesta plataforma, mas não conte que você vai conseguir chegar a este nível utilizando esta plataforma. Pelo menos ele permite que você exporte seus dados e migre para outro lugar quando chegar a hora. É gratuito para quem usa Google Apps.

Joomla e Drupal

Para desespero dos puristas, vou colocar estes dois CMSs na mesma categoria aqui.

Apesar de terem características distintas, tenho um bom motivo para isto. Eles compartilham traços bem marcantes: são poderosos, escaláveis e difíceis de usar.

Ambos são suportados por uma comunidade bem ativa e dão possibilidades muito legais para quem vai gerenciar um grande número de páginas e acessos.

São bastante customizáveis e versáteis.

Seu calcanhar de aquiles é que são sistemas mais complicados, com uma curva de aprendizado que desencoraja quem está começando. Os dois podem ser hospedados em qualquer servidor que você use, sem pagar pelo CMS em si.

Assim, seus custos vão variar em função dos recursos que o host oferece.

WordPress

O WordPress é o CMS mais usado no mundo. Estima-se que ele tem em torno de 53% do marketshare de CMS!

Isto equivale à algo como 1 de cada 5 sites em toda a internet!

Para comparação, seguem atrás dele o Joomla, com 9% e o Drupal, com 6% dos CMSs. Alguns defendem que ele não é um CMS puro, mas apenas uma plataforma de blog.

Isto não vem ao caso para nós.

Fato é que seu caráter open-source permitiu que se criasse um ecossistema absolutamente fantástico em torno dele.

São milhões de temas, plugins e extensões que transformam o WordPress em praticamente qualquer tipo de site, de redes sociais a ecommerce, passando por portfolios e sites pessoais.

Além da opção hospedada no wordpress.com (que eu não recomendo) é possível hospedar a sua própria instalação de wordpress, no servidor da sua preferência, o que lhe dá completo controle sobre suas informações e páginas.

Existem empresas como a WPEngine que são especializados em hospedar sites wordpress. Outros hosts como Bluehost, Hostgator e GoDaddy dispõe de uma função chamada “one-click install”.

É uma instalação pura de wordpress empacotada.

Ou seja, você clica, preenche alguns campos básicos e o instalador toma conta de criar o banco de dados e deixar tudo prontinho para você começar a blogar.

É por este (e outros motivos) que vamos focar no WordPress — que, caso você não tenha notado, é a minha recomendação! — até o final deste artigo:

Escolhendo seu host

Agora que já demos uma olhada nos principais CMSs do mercado, vamos ver alguns dos principais fornecedores de serviços de hospedagem.

Como disse, vou priorizar os serviços que suportam o WordPress, por ser a nossa ferramenta de escolha aqui na Rock Content.

Dito isso, quais outros fatores são importantes ao escolher um webhost?

Preço

Este ponto é tão óbvio que nem deveria estar aqui, certo? Bom, nem tanto. A lógica não é escolher o mais barato!

O que eu quero é chamar a sua atenção para não priorizar o preço. Antes de fechar sua decisão, dê uma olhada nos fatores abaixo, e só depois traga o custo em consideração:

Suporte

Você está começando. Talvez tenha dúvidas no meio do processo. Pode ser que algo dê errado e você se depare com uma tela de erro enigmática ou comportamento que não consegue explicar no seu site.

Existe alguém para te ajudar? Quais são as formas de contato? Há um comprometimento de responder emails em um tempo razoável?

A pior hora para descobrir que sua hospedagem tem um suporte ruim, é quando você precisa dele.

Avaliação dos consumidores

Vá em sites como o Reclame Aqui (não muito útil para hosts estrangeiros), páginas do Facebook, grupos de discussão e até mesmo no twitter.

Busque uma visão de fora de como o mercado vê aquele host. Se há muitas reclamações sem resposta, por exemplo, não há motivo para pensar que com você será diferente.

Quantidade de domínios, armazenamento e banda disponível

Você está começando um blog pessoal ou é um projeto para representar toda a sua empresa? Há outros projetos para serem colocados no ar?

Saber das suas reais necessidades em relação à hospedagem te ajuda a fazer uma escolha melhor. Na dúvida, busque comparar planos equivalente em função de banda (bandwith) e armazenamento (storage).

Não confie no nomes dos planos (como business, pro e enterprise).

Painel de controle

Este é um daqueles problemas que só se nota quando é tarde demais. No site do host, tente ver como é o painel de control dos sites.

Em dúvida, o modelo cPanel é uma boa referência de tecnologia fácil de usar.

Se o host usa alguma tecnologia obscura e tem interfaces que você não entende, prepare-se para passar horas dependurado no suporte ou lendo documentação técnica. Imagino que você queira evitar essa situação!

Serviços adicionais

Alguns hosts possuem o “one click install” que mencionamos acima, para vários CMSs diferentes. Também possuem assistentes para configurar emails personalizados, por exemplo.

Isto facilita demais a vida para quem está começando e não quer passar horas dependurado em scripts e instalações.

Passo 3: Instalação

Agora que você já escolheu seu CMS (cof, cof, wordpress!) e seu serviço de hospedagem, é hora de colocar seu blog para funcionar.

Se você escolheu um serviço dedicado, como a WPEngine, você pode pular este passo.

Seu WordPress já vem pronto para funcionar. Caso contrário, não se preocupe! A instalação é bem simples e não requer conhecimento técnico avançado.

One click install

Como eu disse, esta é uma baita mão na roda. Basta ir no seu painel de controle do host, clicar em “wordpress” e digitar o seu domínio.

Pronto! A interface vai ser um pouco diferente dependendo do servidor, mas veja este vídeo do bluehost como exemplo:

 

 

 

 

 

A instalação de 5 minutos

Se você não possui a função “one click install” no seu servidor, não se desespere. O WordPress vem empacotado de um jeito muito fácil de instalar!

  1. Baixe a última versão do WordPress, clicando aqui. Você vai receber um arquivo zip, e precisa descompactá-lo em uma pasta qualquer do seu computador.
  2. Crie um banco de dados para o blog. Se seu servidor usa cPanel,  você pode usar o MySQL Database Wizard. Basta clicar em “create a database”, depois em “create database users” e por fim em “add user to database”. Lembre-se de anotar os valores que você preencheu lá para consultar depois.
    • Se você não possui cPanel (que host você contratou???) pode usar o phpMyAdmin ou MySQL Client para fazer isso.
      • Cara, na boa. Você devia ter contratado um host com “one-click install”. Viu que trabalhão?
  3. Faça o upload dos arquivos. Basta subir os arquivos dentro do “zip” do passo um para o diretório onde seu blog vai funcionar. A maneira mais prática é usando um cliente FTP.
  4. Instale o wordpress! Com os arquivos e banco de dados acertados, basta ir ao endereço do install.php. Será algo como www.seudominio.com.br/wp-admin/install.php
  5. Pronto! Quando o setup terminar de rodar, você será recebido por uma tela de “bem-vindo”, onde vai preencher o título do blog, usuário, senha e email. Feito isto, você será direcionado ao….

Passo 4: Dashboard

Uma tela muito parecida com esta vai te recepcionar quando você entrar no seu blog pela primeira vez. Sentiu o cheirinho de blog novo?

Como criar um blog 5

O Painel (Dashboard, para quem instalou em inglês) é bem simples! Vamos passar pelos pontos principais:

Widgets

Esta área central, cinza, é ocupada por estes caixotes chamados “widgets”. Por padrão você já começa com:

  • Bem-vindo (Welcome): Mostra atalhos para algumas ações comuns, como personalizar seu tema, adicionar páginas e ler tutoriais e guias. Recomendo dar uma mexida nele, sobretudo se é sua primeira vez!
  • Agora (At a glance): É um sumário do conteúdo do seu blog. Você pode clicar em qualquer indicador —posts, páginas, comentários— para ir à área correspondente.
  • Atividade (Activity): Mostra suas publicações recentes, assim como as que estão agendadas. O mais útil aqui é o feed de comentários, que já te permite moderar as interações do público diretamente do dashboard.
  • Rascunho rápido (Quick Draft): Está com uma ideia fresquinha na cabeça? Anote rapidamente neste widget e salve como rascunho para editar e publicar depois!
  • Novidades do WordPress (WordPress News): É simplesmente o feed de notícias do Blog Oficial do WordPress.

Novos widgets podem ser adicionados por plugins, temas, ou mesmo pela personalização do seu webhost. Não estranhe se a sua instalação, mesmo novinha em folha, tiver uma ou duas caixas a mais.

Se você não tiver interesse nelas, pode simplesmente clicar em “Opções de tela” (Screen Options) e desativar qualquer um dos widgets, veja só:

Como criar um blog no wordpress

Administração (menu esquerdo)

É através destes botões que você controla todos os detalhes relacionados ao seu blog.

Vamos dar uma visão geral sobre eles:

  • Painel (Dashboard): Vai para a tela inicial, que descrevemos acima. Tem também um atalho para “Atualizações” (Updates). Neste menu você pode consultar se há versões novas do seu tema, instalação e plugins.
  • Posts: O post é o bloco de construção fundamental em um blog! É através deles que você vai compartilhar seu conteúdo. Além de adicionar um novo post ou consultar os existentes, você pode gerenciar também as categorias e tags do seu blog por aqui.
  • Mídia (Media): Todas as suas imagens, fotos, vídeos e audios são mídias. Através deste menu você pode fazer o upload de arquivos que pretende utilizar nas suas postagens e também conferir a biblioteca com tudo o que você já subiu. Também é possível acessar estas funções direto da tela de edição de post, então não se preocupe muito neste momento.
  • Páginas (Pages): Não confunda páginas e posts. Páginas são estáticas, não sendo atualizadas constantemente. Páginas de “sobre” e “contato” são bons exemplos. Você pode escolher o nome e a URL de todas as suas páginas através deste menu.
  • Comentários (Comments): Por padrão, todo comentário feito em seus posts vai aparecer aqui. Aprove as interações relevantes, responda às dúvidas dos seus leitores e busque interações legais. Delete o que for tóxico e marque como SPAM aquelas propagandas ridículas que não tem nada a ver. Don’t feed the trolls!
  • Aparência (Appearence): Os menus aqui afetam apenas o visual do seu site, mas não afetam o seu conteúdo. Você pode escolher —e também customizar!— o seu tema por aqui, além de definir o que vai mostrar nos seus menus, widgets, cabeçalho e rodapé da página.
  • Plugins: Plugins são mini-programas, que rodam por cima do seu WordPress, adicionando funcionalidades. Por aqui você pode buscar por plugins legais, gerenciar os que estão instalados, suas configurações e atualizações. Vamos dar alguns exemplos de plugins legais para usar logo no próximo capítulo! 😉
  • Usuários (Users): O seu blog pode ter múltiplos usuários, cada um papéis e permissões diferentes. Cada um terá seu próprio login e senha, e vai ter acesso apenas às funcionalidades relacionadas à sua função! Fantástico, não? Por aqui você pode convidar redatores, editores e até mesmo outros administradores para seu blog.
  • Ferramentas (Tools): As funcionalidades aqui são de controle e otimização. Por aqui você pode importar bancos de dados, exportar seu site para migração. Se você não está migrando de outra plataforma, provavelmente não tem muito o que fazer por aqui agora.
  • Configurações (Settings): Por aqui se faz o ajuste fino de como o seu blog se comporta, tanto para você quanto para o usuário final. Dê uma passada por todos os links deste menu, pois é nele que você vai definir seu fuso horário, formato de data e hora, e também o tipo de links permanentes.

É possível que sua instalação tenha algum botão não listado aqui. É normal que temas e plugins criem áreas com suas próprias configurações e funcionalidades. Na maioria das vezes, não é nada para se preocupar!

Passo 5: Alguns plugins interessantes

É claro que neste momento você já está louco para adicionar funcionalidades para o seu blog, né?

Antes de instalar tudo o que você vê pela frente, um lembrete amigável: Quanto mais funções e códigos seu blog tiver, mais tempo ele demora para carregar. Isto prejudica a experiência do usuário e, em consequência, seu ranqueamento.

Não existe uma lista absolutamente correta dos melhores ou piores plugins. Isto depende muito do seu objetivo com o blog.

Nós mesmos, do Marketing de Conteúdo, já publicamos duas listas bem legais com alguns dos favoritos por aqui. Mas como este post é meu, quero aproveitar para deixar algumas recomendações:

Insert Headers and Footers

A funcionalidade aqui é extremamente simples: o plugin permite que você adicione código dentro de wp_head e wp_footer, respectivamente o cabeçalho e rodapé da sua página.

Esta é a minha forma favorita de instalar o Google Analytics! Apenas colo o texto fornecido pelo Google no header e… pronto! Nada de configurações complicadas, nem de editar o código-fonte.

Usando o TagManager então, fica ainda melhor!

Para setups mais sofisticados talvez isto não seja o suficiente. Mas se você estivesse preocupado com isto, não leria este guia. Então manda ver que este esquema é ótimo!

reCAPTCHA

Esta é uma das maneiras mais fantásticas de proteger seu site contra ataques de força bruta e SPAM.

O reCAPTCHA é uma tecnologia do Google, de uso gratuito, que usa algoritmos sofisticados para saber se a interação vem de um ser humano ou de um robô, e mostra um teste de acordo.

Para os seus usuários regulares, em geral vai ser apenas um botão escrito “eu não sou um robô”. Infinitamente melhor do que aqueles pesadelos de letras e números tortos para serem decifrados!

Como criar um blog no wordpress

Captcha do registro.br

Como criar um blog - gif

reCAPTCHA Você pode implantá-lo na sua tela de login, com este plugin e também proteger seus formulários e até mesmo ecommerce, com este ou este outro.

Disqus

O Disqus (lê-se como em “discuss”, de discussão) é minha recomendação para sistema de comentários. Há quem prefira usar o Facebook, claro.

O próprio MarketingDeConteudo, que você está lendo agora, possui este recurso. E tem um guia de como fazer o setup neste link.

Mas, de novo, este post é meu, e eu recomendo o Disqus. Explico minha posição pelo seguinte:

  1. Não necessariamente um usuário quer revelar seu perfil ao interagir em um comentário. Em alguns nichos, isto é um fator BEM importante.
  2. Comments do Disqus são indexáveis e podem ajudar no seu SEO.
  3. Permite avisar o leitor por email quando você responde a um comentário, que ajuda a conversa a continuar.
  4. Permite logins por redes sociais, mas não obriga a fazer isto.

SumoMe

O SumoMe é gratuito (com versões premium disponíveis), fácil de usar e uma solução excelente para captar emails e construir sua lista.

Ele também vem pronto com CTAs para Twitter e Facebook.

Muito, mas muito prático! O serviço possui vários templates prontos para personalizar e também comportamentos diferentes para cada um deles.

Conta a favor dele o fato de ser o plugin adotado pelo Tim Urban, no WaitButWhy, um dos meus sites favoritos. 😉

TablePress

Eu gosto de tabelas. O TablePress me ajuda a formatar melhor os dados e tornar minhas planilhas mais apresentáveis.

Ele possui algumas extensões legais para filtro por coluna, que permite ao leitor interagir e entender melhor os dados.

Outras funções legais são busca, customização e paginação disponíveis para as planilhas. Se você nunca tentou fazer isto “na raça”, não tem ideia de quanto o TablePress é útil!

Se você é uma pessoa de números, precisa deste plugin.

Passo 6: Escolhendo o design do seu blog

Você pode sempre começar o seu próprio layout do zero, desenhando o wireframe, fazendo todo o processo de design e programando depois.

Mas vamos ser francos…. Isto é um baita desperdício!

Minha recomendação (e a de qualquer pessoa sensata) é simples: escolha um tema (theme) legal e vá com ele, apenas adicionando seus toques pessoais, como cores, logos e fontes.

Existem milhões de templates otimizados para todo tipo de uso, pagos e gratuitos. Alguns dos melhores lugares para buscar são o Theme Forest, Elegant Themes e a Galeria do WordPress.

O processo de escolha não é muito complicado! Seu principal critério aqui é adequação ao uso.

Se você for um fotógrafo, por exemplo, vai querer temas que privilegiem imagens maiores, com poucas postagens por páginas.

Se você pretende atualizar poucas vezes por mês, deve evitar carrosséis que fiquem circulando as novidades.

Se quer um espaço mais autoral, para escrever ensaios e disponibilizar seus contatos, pode optar por um template com uma home page estática.

De novo: adequação ao uso. Faça um shortlist, com os 4 ou 5 que você mais gostou pensando nisso. Daí, para o desempate, considere os seguintes fatores:

  • O template é responsivo (carrega bem em celulares e tablets)? Se não, corte da lista. Já era.
  • Quais são as avaliações dadas por outros usuários? Se avaliações negativas dominarem, corte da lista.
  • Existe suporte à customização ou você vai precisar editar o código “na unha”? Se precisar, corte da lista.

Agora que você deve ter poucas opções, escolha em função do preço, funções adicionais (como suporte à mídias sociais integrado) ou mesmo no uni-duni-tê.

É importante estar satisfeito com o visual do seu blog, claro.

Mas, dado que ele funcione bem e seja adequado ao seu uso, o uso do Tema “A” ou “B” são um fator pouco importante para o seu sucesso.

Qual fator é importante então?

Passo 7: Conteúdo

Não há fator que impacte mais na capacidade do seu blog de atrair tráfego que o conteúdo que você publica.

Sem textos que capturem a atenção do seu leitor e o mantenham querendo sempre mais, você está quebrado!

Não importa o quão bom seja seu design, SEO ou suas manhas de blackhat.

Vamos dar uma olhada então em como os conteúdos são adicionados ao seu blog:

Adicionando um post

Ao clicar em “Posts” > “Adicionar post”, você vai ver esta tela:

Aprenda como criar um blog

O primeiro campo acima, é para colocar o texto do post. Eu sei, escrever um título campeão não é fácil. Tem algumas dicas aqui pra te ajudar.

De qualquer maneira, este é um dos pontos mais importantes do blog post. Sem um título atraente, as pessoas não clicam no conteúdo, não lêem, você não tem acessos e todo mundo fica triste.

O campo do meio é, obviamente, para o conteúdo principal. As ferramentas de edição ali são muito parecidas com as que você está acostumado em qualquer editor de texto.

Você vai reparar, entretanto, que não há botão para escolher a fonte! Quem decide as suas fontes e tamanhos é o tema, então não se preocupe com isso.

Nesta barra é importante chamar a atenção para um recurso fundamental:

Como criar um blog no Wp

Este é o seletor de tipo de texto. Em inglês, os cabeçalhos são chamados headers.

Por que se importar com cabeçalhos

Os cabeçalhos são marcadores que dizem ao navegador a hierarquia do texto a ser mostrado.

Neste texto que você está lendo neste minuto, usamos H2 (Cabeçalho 2) nas perguntas principais e nos passos numerados.

Nas subetapas, ou itens de lista, usamos o H3 (Cabeçalho 3), que indica a qual H2 os subitens pertencem.

Bem simples!

O pulo do gato é que os buscadores usam esta marcação para saber como o seu texto está estruturado e usam esta informação (entre outras) para definir o ranking de busca.

Na ausência deles, fica parecendo que seu blog é uma grande parede de texto, difícil de ler e consultar.

Uma estrutura que abra os seus tópicos principais em subtópicos relevantes deixa seu texto escaneável e melhora suas chances de subir na página de busca.

Outras otimizações de post

Como criar um blog no WordPress

Sempre escolha uma imagem de destaque para o seu blog post. Elas são usadas pela maior parte dos temas para construir a miniatura que ilustra o post na landing page.

Como criar um blog no wordpress

Alguns temas suportam diversos formatos de post, adaptando o layout para dar mais destaque à determinados elementos em cada um deles.

Escolha o formato mais adequado ao seu post, e experimente com os diversos formatos para dar variedade ao seu blog.

Como criar um blog no wordpress

Tags e categorias ajudam o seu conteúdo a ser encontrado! Escolha uma estrutura simples de categorias, com no máximo 4 ou 5 diferentes, usando subcategorias se for necessário.

Use apenas uma categoria por post!

Para as tags não há a necessidade de hierarquia. Apenas coloque dois ou três termos mais relevantes do post.

Apesar das tags ajudarem o conteúdo a ser encontrado, não recomendamos o seu uso. Por uma perspectiva de SEO, as tags podem ser prejudiciais, porque atrapalham a arquitetura de informação do blog.

Como criar um blog wordpress

Uma dica: se você clicar em “editar” após “publicar imediatamente” você pode agendar o post para ir ao ar em um horário determinado.

Terminou de revisar o post na madrugada? Agende o lançamento para a próxima manhã, que o post vai sair mesmo enquanto você dorme o sono dos justos.

Dica extra: otimizando sua URL permanente!

Você vai notar que ao salvar um rascunho para seu blog post, o WordPress vai sugerir automaticamente uma URL para ele, veja só:

Como criar um blog - Wp

Você consegue dizer o que deveria ser mudado nesta URL de exemplo?

Vou te deixar pensar….

Opa! Isso mesmo! É uma péssima ideia ter este “10 motivos” nela.

Afinal, se eu quiser dar um tapinha no post mais adiante, remover ou adicionar motivos desta lista, a URL vai mudar, e vou perder qualquer posicionamento orgânico que eu tivesse conseguido.

Neste caso, melhor trocar a URL para “motivos-clicar-post-fantástico” por exemplo. Ou então utilizar a palavra-chave principal, que já estará no título do conteúdo.

Pense sempre na sua URL antes de fazer sua publicação.

Ela é fácil de ler? Deixa entender o assunto principal do texto? Se não, faça os ajustes. São cinco minutinhos que fazem uma diferença grande no resultado.

Blog pronto, e agora?

Agora que você já sabe como construir seu blog e como preparar suas publicações, é hora de começar a publicar, promover e colher os frutos do seu trabalho.

Preparei algumas dicas de como tocar seus primeiros meses de trabalho, de forma a garantir bons resultados no médio e longo prazo.

Calendário editorial

Um calendário editorial é uma forma de se organizar, e garantir que seu blog não vai sofrer com as indas e vindas da rotina que qualquer pessoa está sujeita na vida.

O calendário, além de dar uma visão mais ampla do seu planejamento, te ajuda a se manter em dia, preparando seus materiais a tempo de de publicar e promover corretamente.

A minha sugestão é fazer planejamentos trimestrais. Esta etapa de planejamento vai ser trabalhosa, mas garante que, ao longo dos próximos três meses, a produção de cada post já começa bem orientada, sem precisar “começar do zero” toda vez.

É de grande ajuda para garantir uma regularidade nas postagens e uma proteção importante contra imprevistos que vão naturalmente acontecer.

Promoção de posts

Se você publicar certinho, sempre no dia e hora marcados, mas deixar os seus textos largados no blog, vai ser bem difícil que as pessoas fiquem sabendo dele, concorda?

Isto é ainda mais importante nos primeiros estágios da vida do seu blog, quando as pessoas ainda não conhecem seu trabalho.

Temos aqui um guia, pra você aprender em detalhes como promover o seu conteúdo e alcançar um público cada vez maior.

O mais importante agora é entender que será necessário espalhar o conhecimento sobre seu blog.

Use as redes sociais, seus contatos, busque parceiros em potencial e lance mão até de anúncios e posts impulsionados.

Os resultados tendem a ser menores no começo, mas com o tempo eles compõe sobre os números anteriores e você será capaz de construir uma audiência fiel!

Criação de listas

Lembra, ali em cima, quando eu falei que blogs são ótimos para gerar leads?

Mesmo que você não tenha uma intenção de vender alguma coisa logo de cara, leads são importantes para alavancar o conhecimento sobre o seu blog e criar uma audiência recorrente.

Quando uma pessoa aceita te dar o endereço de email dela, ela te dá autorização para contactá-la diretamente, sem intermediários. É uma grande responsabilidade ser portador desta permissão, portanto faça o melhor uso dela!

Separe conteúdo interessante, escreva com cuidado os seus emails e você perceberá que aquele visitante eventual se torna frequentador, eventualmente ajudando a espalhar seu conteúdo para amigos e colegas.

E tudo bem se você não sabe como fazer newsletters, temos um Guia para Iniciantes bem aqui!

Evolua no SEO

Como você está começando com seu blog, ainda não tem que se preocupar demais com SEO. Foque em manter suas publicações com qualidade, de forma constante.

Isto é 90% do seu sucesso!

Mas como eu não vou ficar escondendo os outros 10% de você, seguem aqui alguns recursos para que você — com o tempo — se torne um mestre do SEO e possa brigar frente a frente com os grandes pelo topo, em palavras-chave competitivas:

Backlinks

Se você leu os artigos que te recomendei acima, já sabe disso. Mas sejamos francos, você ainda não leu!

Decidi acrescentar um ponto a mais para os backlinks pelos seguintes motivos:

  1. É mais importante que você pensa
  2. Dá mais trabalho do que você gostaria.

Sobreviveu ao choque de realidade?

Vamos lá: Backlinks são referências de outros domínios para o seu blogpost.

Aos olhos do Google, quer dizer, dos buscadores, um backlink é como uma recomendação, uma indicação de alguém que o conteúdo linkado ali vale a pena ser lido.

Isto conta muito para o rankeamento!

Trabalhar ativamente para conseguir links de volta significa que você está fazendo contatos na sua área atrás destas recomendações (o que expande a sua rede e aumenta sua chance de fazer parcerias) e também que está tendo contato com outros publishers, empresas e marcas.

Quer dizer: independemente de quantos backlinks você conseguiu no final das contas, o exercício de buscá-los é muito enriquecedor!

Como bônus, você ainda expande sua audiência e consegue subir mais algumas posições no ranking.

É win-win situation!

LET’S DO THIS!

Ei, meus parachoques!

Você sobreviveu à (até o momento) quase oito mil palavras de dicas, guias e orientações de como começar.

Sei que parece uma quantidade imensa de coisas para aprender, mas — e preciso que você acredite em mim nessa — fica muito mais fácil com o tempo e prática.

É mais ou menos como ir à academia.

No começo você não sabe o que fazer, e fica até meio dolorido, já que está todo enferrujado e meio torto. Mas na medida que começa a ver resultados, as dores diminuem, seu domínio sobre os exercícios aumenta e você tem um desempenho cada vez melhor.

Talvez você se vicie em blogar, queira atingir audiências de milhões e não descanse enquanto não tiver exercitado no dia.

Talvez você só mantenha aquela rotina por saúde mesmo. Para fazer um bem pra si mesmo e relaxar do dia puxado.

Em qualquer caso, happy blogging!


Se você leu este guia inteiro e vai colocar seu blog no ar, por favor, me avise nos comentários, dizendo sobre o que vai blogar. Quando o blog tiver sua primeira postagem publicada, volte aqui e responda seu comentário anterior, deixando o link para o seu post. Eu sei que você vai conseguir! Prometo ler todos e deixar um comentário lá. 🙂

 

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Autor(a)

Escrito por: Fabiano Cancela Co-founder Rock Content. Especialista em Marketing de Conteúdo e Customer Success.Sempre dependurado em planilhas, análises, números, projetos e ideias malucas. Um pé no escritório, outro na oficina. Câmera sempre no pescoço.



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