como criar um logotipo

Como criar um logotipo: o guia completo

Chamado de logo, logotipo, marca e até mesmo do polêmico – e equivocado – termo ¨logomarca¨, aquele desenho que representa uma marca é parte importantíssima de qualquer estratégia de marketing.

O logotipo é um signo de identificação. É através dele que o público vai identificar o seu produto e/ou serviço em meio a tantos outros.

Acho que não preciso me alongar tanto para deixar claro que cuidado na criação de um logotipo é imprescindível, não é?

O que poucos sabem (ou dão importância) é que, por trás da criação de um logo, existe um trabalho extenso de pesquisa, um desenvolvimento que parte de pressupostos teóricos do design e da psicologia, envolvendo semiótica, cor, composição, conceito, etc.

Para isso, um designer leva um bom tempo para chegar ao símbolo ideal, que seja bonito e funcional para a necessidade específica do cliente.

Entretanto, se o custo desse profissional excede o seu orçamento, daremos aqui algumas dicas para ajudar você a criar um logo que seja eficiente e resolva o seu problema em um primeiro momento.

Essas dicas podem servir também para entender como é o processo de criação de um logo.

Às vezes contratamos um designer e não fazemos ideia de como um logo é concebido, e saber desses passos pode inclusive ajudar você a ser mais claro e alinhar melhor as suas ideias com as do profissional, tendo um resultado muito mais satisfatório.

É importante lembrar que não existe uma “receita de bolo” para se criar um logotipo, Cada designer tem o seu método. Daremos aqui então um panorama geral sobre como criar um logotipo.

Seja simples

Primeiramente, devemos entender que o logo deve ser simples.

O logotipo é uma representação gráfica da sua empresa e isso deve ser sintetizado de forma que ele seja facilmente identificado, sem informações desnecessárias.

Logotipos muito enfeitados, cheios de elementos e efeitos transmitem uma sensação de desorganização.

Você não quer que a imagem da sua empresa seja essa, certo?

Como pode ser visto melhor nesse artigo, logotipo é quando unimos o ícone que dá a cara da sua marca ao título/nome da mesma.

Isso significa que o seu logotipo é metade “desenho” e a outra metade texto.

E algumas vezes, além do nome da sua marca, algum texto de apoio ou slogan é adicionado. Sendo assim, essa simplicidade também deve ser mantida na escola da fonte que vai escrever esse texto.

Perceba que “fonte” foi citado no singular. Usar mais de uma fonte em um logo não é recomendável.

Uma tipografia uniforme no seu logotipo gera conformidade visual, as coisas combinam melhor e você grava na memória visual do seu cliente o nome da sua marca escrita naquela fonte específica.

E isso faz toda a diferença.

Pense por exemplo na Coca-cola, Adidas, Disney… Todas os logos dessas marcas tem em comum uma tipografia que nos faz identificar de pronto o produto.

Até quando a fonte é usada para escrever outra coisa.

como criar um logotipo

Fonte: http://bit.ly/2ccXEcJ

Muitas fontes misturadas confundem. Mantenha-se simples!

Pesquisa

Parte importantíssima da criação de um bom logotipo, a pesquisa é primeiro passo.

Já ouviu dizer que “nada se cria, tudo se copia”?

Não é exatamente assim que as coisas são, mas ter boas referências é essencial para criar um logotipo interessante.

Primeiro, pense nos logos que você mais gosta. Aqueles logos que você bate o olho e sabe exatamente do que se trata.

Exemplos como Nike, Coca-Cola e Apple são sempre citados uma vez que é indiscutível que essas marcas são líderes de mercado em seus segmentos e facilmente reconhecidas pelos seus logotipos, certo?

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Vamos tomar por base o logo da Coca-Cola. Veja abaixo uma comparação entre a evolução do logotipo dessa marca e de sua principal concorrente através dos anos.

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Nota-se que há inclusive uma certa semelhança entre o primeiro logo da Pepsi (de 1898) e o primeiro logo impresso em um rótulo de Coca-Cola (em 1900).

Mas percebam que o logo da Coca-Cola passou apenas por breves ajudes e manteve-se quase o mesmo por todos estes anos — salvo a estratégia maluca de 1985 em que a empresa mudou completamente a sua marca em uma estratégia que muitos dizem ter sido toda feita por envolver uma alteração na famosa fórmula do refrigerante.

Enquanto isso, a Pepsi adotou as suas famosas cores — vermelha e azul — 50 anos após a criação do primeiro logotipo, que foi modificado diversas vezes.

Quem é a líder de mercado? A Coca-Cola.

Porém, esses exemplos são extremos. Marcas famosas que atingiram a excelência através de muitos anos de mercado. Sendo assim, pesquise também outras referências.

Pesquise os seus concorrentes

Existem empresas/marcas que oferecem o mesmo (ou quase o mesmo) que você? Quais são os benchmarks?

Tenha o logotipo dessas empresas como referência.

Não os copie, mas analise os elementos usados, as cores, e tente criar algo que faça com que o seu logotipo se diferencie, chame mais atenção e seja mais bem resolvido que os concorrentes.

Conheça a sua persona

Públicos diferentes demandam logos diferentes. Faça uma análise detalhada sobre o tipo de persona que a sua marca deseja atingir.

Pesquise os logotipos das marcas que a sua pesona mais se identifica. Você pode fazer isso com uma pesquisa verbal, conversando com amigos que se enquadram no perfil da sua persona, perguntando nas suas redes sociais, criando formulários.

Colete esses dados para direcionar melhor o resultado final do seu logotipo.

Não sabe o que é persona? Temos esse artigo explicando em detalhes o que é!

E se você preferir outra forma de conteúdo, o Peçanha gravou o vídeo a seguir explicando tudo o que você precisa saber sobre esse conceito:

Já sabe o que é persona mas tem dificuldade em criá-la? Clique aqui e use a ferramenta gratuita Gerador de Personas para criar a da sua empresa!

Pesquise tendências

Após ficar por dentro do que os seus concorrentes estão fazendo, se atualize sobre o que tem sido feito em relação ao design. Design é algo que está em constante modificação.

O que era feito nos anos 90 é completamente diferente do que foi feito nos anos 2000, que é diferente do que é feito hoje.

Logo, pesquisar logotipos feitos hoje em dia e tomá-los como referência previne que você crie algo antiquado ou muito fora dos padrões atuais.

Pode parecer uma boa ideia fazer algo fora dos padrões para se destacar facilmente, mas dessa forma você associa a sua marca a algo muito antiquado ou “brega”, sem cuidado com a identidade visual, o que é péssimo.

Lembrando também que não há apenas “uma tendência” vigente. Tendências coexistem, se mesclam, se dividem.

Aposto que você vai encontrar o melhor estilo para representar a sua marca. Pense no que tem mais a ver com o que você quer passar para o seu público sobre você mesmo.

Separei alguns bons sites para buscar referências de belos designs de logo para você conferir:

Lembrando que alguns destes sites são especializados em logotipos, mas outros são de referências de design em geral.

Se você souber mais algum site legal de referências, não deixe de contar para a gente nos comentários!

Conceito

Com todo esses dados recolhidos durante a pesquisa, é hora de conceituar o seu logo. O que raios é isso?

Conceituação nada mais é do que determinar o que o seu logo vai passar através de suas formas.

Isso pode parece muito subjetivo, mas ter um conceito fechado pode resultar em um logotipo que expresse – mesmo que sutilmente – o serviço prestado.

Um bom exemplo de logo com um conceito muito bem pensado é o logo da empresa americana FedEx.

O conceito da sua marca deveria remeter ao seu serviço de entrega de correspondências e encomendas. Veja:

como criar um logotipo

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Poucos notam que existe uma seta no espaço em branco entre as letras “E” e “X”.

Essa seta representa que as coisas saem de um lugar e vão para outro, além de representar dinamismo e agilidade.

Outro detalhe importante desse logotipo é que todas as letras estão conectadas. Perceba que não há espaço entre elas, nem mesmo entre o “d” e o “E” de cores diferentes.

Isso mostra que o conceito da empresa é o de conectar pessoas através do seus serviços.

Parece até que foi por acaso, mas acredite, não foi. Algumas vezes o acaso ajuda, mas quando se pensa antes nesses detalhes, o trabalho fica muito mais fácil.

Esboço

Pesquisa feita, conceito fechado. É hora de encarar a folha de papel em branco.

Sim, isso mesmo que você adivinhou, vamos desenhar o nosso logotipo!

“Mas eu não sei desenhar!” você deve estar pensando em desespero. Calma, amigo!

Não é necessário ser o Leonardo DaVinci para se ter um bom logo. Mas rabiscar um pedaço de papel para organizar as ideias é uma técnica muito eficiente.

Nem os designers mais experientes pulam essa etapa e já vão direto para o computador. A distância mais curta entre o seu cérebro e o papel é usar um lápis ou caneta.

E mesmo que os seus esboços sejam só garranchos, eles ajudam na finalização do logotipo.

Veja os exemplos:

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Por mais que o processo de esboço deva ser livre e fluido, tudo o que foi pontuado durante a pesquisa deve ser levado em conta.

Deixe que o conceito sirva de inspiração. Pense nele como um ponto de partida e deixe as ideias surgirem no papel.

Digitalização

Enfim, é chegada a hora de sentar no computador e transformar as ideias que você tem no papel em um arquivo dentro do seu computador que possa ser utilizado em todos os seus materiais.

Esse processo de digitalização na hora de criar um logotipo também pode ser chamado de vetorização.

O termo logo em curvas também é muito utilizado para se referir a um logo em vetor.

Para essa etapa, uma noção de computação gráfica e saber utilizar softwares gráficos é essencial.

Se esse não for o caso, na internet você consegue encontrar algumas ferramentas que podem quebrar o galho.

Elas são bastante limitadas mas podem ser uma boa solução para quem não faz ideia de como manipular vetores em um software como Illustrator ou CorelDRAW.

Alguns sites que criam logotipos gratuitamente são:

Todos eles são em inglês.

Embora exista esse tipo de facilidade, o ideal mesmo é criar isso em um software apropriado.

Existem diversos softwares gráficos no mercado (os mais famoso são o Photoshop e o CorelDRAW), porém recomendamos que você crie o seu logo em um software de vetores.

Por quê? Por que como já foi visto aqui, vetores são infinitamente escaláveis! 😀

Isso significa que não importa se você vai usar o seu logo em um cartão de visita de 9x5cm ou se você vai mandar adesivar um navio cargueiro com um comprimento equivalente a 4 campos e meio de futebol: o seu logotipo ficará perfeito na arte final!

Entendido isso, vamos ver agora os softwares mais indicados para a digitalização do seu logo.

Inkscape

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O Inkscape é um software gratuito e de código aberto para a manipulação de vetores.

Você pode encontrar diversos tutoriais na internet ensinando os básicos sobre esse programa, confira um deles abaixo!

Você pode fazer o download deste software visitando o site oficial da desenvolvedora clicando aqui.

Illustrator

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Este é o programa líder de mercado no que se refere a imagens vetoriais. Possivelmente é também o mais robusto e eficiente.

É sempre a minha primeira indicação para quem deseja trabalhar com vetores.

É desenvolvido pela poderosa Adobe (líder de mercado em softwares gráficos) e, assim sendo, apresenta uma integração maravilhosa entre seus outros programas (que trabalham com imagens bitmap, edição de vídeo, animações, web design, etc).

O problema desse programa é que ele é pago, mas você pode usá-lo gratuitamente por 30 dias fazendo o download de sua versão de avaliação clicando aqui.

Você encontra diversos vídeos tutoriais sobre o Illustrator também, como esse abaixo:

CorelDRAW

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Esse software foi o líder de mercado por muitos e muitos anos, mas hoje em dia não passa de um patinho feio entre profissionais da área.

Suas múltiplas funções foram a sua ruína pois, tentando suprir todas as necessidades do designer em uma só ferramenta, tornou-se instável e não muito confiável.

Queimou o seu próprio filme, uma vez que fazia profissionais perderem horas de trabalho devido aos seus erros de funcionamento.

Não é um software ruim, mas não é visto com bons olhos.

Se mesmo assim, por algum motivo, você preferir usar este software, a nossa maior recomendação é: jamais envie seu logo com a extensão nativa do programa que é CDR.

Poucos profissionais possuem o “Corel” e não conseguirão abrir ou trabalhar esse arquivo.

Salve como EPS ou PDF para evitar transtornos.

Caso você não se dê bem com esses programas ou com as ferramentas online, um designer se fará necessário.

Mas conhecendo como o processo funciona, você saberá transmitir ao profissional com muito mais propriedade e exatidão o que é que você precisa.

Certamente o resultado será um logotipo incrível!

Tipografia

Pronto, você está com uma tela em branco aberta na sua frente, alguns rascunhos desenhados num pedaço de papel e alumas ideias na cabeça.

Vamos então começar com a parte escrita do seu logo.

Possivelmente você não pensou exatamente em que tipo de letra (fonte) vai usar no seu logo, certo?

Pois bem, tipografia é uma ciência que demanda bastante estudo, mas vamos tentar deixar as coisas o mais simples possíveis aqui.

Existem diversos tipos de fontes, mas sem dúvida uma característica que separa as fontes em dois grandes grupos é a serifa. O que é a serifa?

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Serifa são esses prolongamentos nos cantos da letra. Logo, fontes podem ser serifadas, ou não.

Sobre a serifa, siga essas duas regras simples:

  • Serifas fazem mais sentido em logotipos sérios e/ou clássicos;
  • Use fonte sem serifa em logotipos descontraídos e/ou modernos.

Temos ainda diversos tipos de fontes, mas explicações aprofundadas ficam para um próximo artigo.

Na escolha da fonte para o seu logo, uma lei que não pode ser desconsiderada de forma alguma é: legibilidade.

Não escolha fontes muito enfeitadas. Ninguém vai entender o nome da sua marca.

Confira aqui diversos sites para fazer o download de fontes grátis.

Para ajudar você nessa difícil escolha, fica aqui três dicas que podem já eliminar de cara algumas das muitas opções:

  • Nunca use: Comic Sans, ZapFino, Papyrus, Chiller, Monotype Corsiva.
  • Não recomenda-se: Arial, CooperPlate, Myriad, Impact.
  • Use sem medo: Helvetica, Bebas, Grotesk, Gotham, Museo, Raleway, Soho, Roboto, Geomanist, Din, Bodoni, ChunkFive, Cocogoose, Futura, Lato.

Lembrando que isso não é exatamente uma regra. Gosto é discutível e sempre há quem encontre boas aplicações para determinadas fontes.

Mas seguir essas dicas já ajuda a evitar que a sua marca seja genérica, sem personalidade, e/ou motivo de chacotas.

Veja abaixo o consagrado logo da marca Chanel e a sua réplica usando uma fonte considerada “ruim”:

como criar um logotipo

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Conseguiu ver a diferença?

Não é uma tarefa fácil decidir qual é a melhor fonte para o seu logo. Para isso, escreva o nome da sua marca, faça várias cópias e aplique diferentes fontes em cada uma.

Mas deixemos a tipografia de lado por hora e vamos para a criação do nosso ícone/símbolo!

Talvez a fonte certa só apareça depois disso, pois será a que se encaixa melhor com o desenho.

O Símbolo

Pegue todos aqueles rabiscos que você fez e reproduza no software gráfico de sua escolha.

Se você sabe lidar com os programas, sabe que existe uma ferramenta que adiciona pontos e os manipula formando elementos sólidos. Geralmente essa é a maneira mais fácil de transformar os seus rabiscos em um logo.

Para fazer isso com mais precisão, escaneie ou tire uma foto dos seus desenhos e jogue isso dentro do programa de vetores. Você estará então vetorizando o seu logo.

Esse é um processo que pode envolver muita paciência se os seus desenhos tiverem formas muito complexas. Mas a prática gera a perfeição. Tente manipular os vetores até que a forma final te deixe de fato satisfeito.

É nessa etapa em que o conhecimento técnico e a precisão de um designer experiente torna-se extremamente desejável.

Separar parte do orçamento para contratar um bom designer deve ser sempre uma opção a se considerar, mas se não houver como, treine bastante e tente deixar o seu logo com a precisão desejada.

Procurar materiais em alguns dos sites previamente listados — Squarespace, Logo Garden e Graphic Spring, principalmente — ou buscar por ícones gratuitos em sites como o FreePic ou o Noun Project podem ser boas saídas também.

Você consegue encontrar ícones sofisticados e extremamente bem executados para usar no seu futuro logotipo. O problema é que, por serem sites grátis, outras pessoas podem usar os mesmos ícones.

Uma opção intermediária seria a de fazer o download desses ícones grátis e modificá-los nos softwares gráficos.

Customização é sempre uma boa alternativa e, trabalhando com arquivos já pronto você consegue aprender bastante sobre como eles foram feitos.

Grid, guias e alinhamento

Desde muito pequenos temos contato com alinhamentos.

Quando estamos sendo alfabetizados usamos cadernos de caligrafia para treinar a escrita, deixando as letras proporcionais e com espaçamentos adequados.

No ensino fundamental temos contato com cadernos pautados, dos quais usamos as linhas para deixar todo o conteúdo mais organizado e legíveis.

Nas aulas de geometria ou desenho geométrico temos contato com réguas, esquadros, compassos, transferidores e, principalmente, com as folhas quadriculadas.

A preocupação com alinhamentos, posicionamento e distribuição é praticada por todos desde muito tempo, mas no design — principalmente durante a criação de um logo — isso é quase uma obrigatoriedade.

Os elementos de um logotipo precisam coexistir e se complementarem de forma harmônica. E a melhor forma de atingir essa harmonia é estar sempre atento aos alinhamentos.

Logo, os grids e linhas guia existe para auxiliar nisso. Veja o exemplo abaixo:

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Podemos perceber nessa imagem um grid simples, que traz ao logotipo um belo equilíbrio.

Basicamente, trabalhou-se com duas distâncias diferentes que foram aplicadas em todo o logo.

Nesse segundo exemplo, formas circulares foram utilizadas para manter a fluidez e simplicidade das formas. Veja:

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As guias circulares também foram utilizadas no logo do Twitter:como criar um logotipo

E no exemplo abaixo da Lotus Logo Design:

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Um outro bom exemplo é o logo da Shell, que foi desenvolvido nos anos 70 quando todo o processo de criação de logos era manual.

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Podemos notar no exemplo que foi usada uma folha quadriculada e que todas as linhas partem de um mesmo ponto. Parece só um detalhe mas faz muita diferença para a força do logo.

Mais um exemplo de logo desenvolvido nos primórdios do design gráfico, o logo da Braun foi feio nos anos 60.

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Um grid simples auxiliado por formas circulares formam um logo imponente. Note também a preocupação com a simetria.

O McDonald’s usa seu famoso M amarelo há muitos anos. Note como as distâncias X e Y se repetem no logotipo, dando equilíbrio.

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Veja também como as formas do logo do Gmail se baseiam em formas sobrepostas que servem como guias, gerando um ícone marcante e extremamente equilibrado.

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Agora observe o grid da tipografia do Uber:

como criar um logotipo

Alguns logos não apresentam ícone e esse é um exemplo.

Mostrando esses logos com o grid, parece que o símbolo foi criado a partir do grid, mas isso, na verdade, é bastante raro.

O mais comum é que o “rabisco” inicial seja aprimorado e ganhe harmonia, simetria e fluidez a partir de um grid criado em cima do desenho inicial.

E não se esqueça, um símbolo não precisa se basear 100% em um grid.

Existem muitos designs incríveis de logo que não utilizam grid algum, mas há certamente há uma preocupação em relação aos alinhamentos e espaçamentos entre os elementos.

Cores

Tendo finalizado o  desenho do seu logotipo, é hora de aplicar cores.

É muito importante pensar primeiro no seu logotipo em uma versão monocromática (preto e branco).

Se ele funcionar em preto e branco — o que seria a sua versão mais simples nos casos em que o seu logotipo será aplicado em alguma mídia que não suporta a utilização de mais de uma cor — ele vai funcionar com várias cores também.

A escolha de cores para um logotipo é um assunto delicado.

Envolve gosto pessoal, conhecimento de sua persona, do seu mercado, do seu próprio produto… mas uma forma de se decidir é utilizar conhecimentos relacionados a teoria e a psicologia das cores.

Clique aqui para saber mais sobre Psicologia das Cores se você não for familiarizado ao assunto.

Coletando Feedback

Tendo finalizado algumas opções para o seu logotipo (é muito importante fazer mais de uma opção), é hora de fazer alguns testes.

Chame pessoas diferentes, mas que se encaixem no perfil da sua persona. Mostre o seu logotipo e deixe que elas deem suas impressões sobre o que estão vendo.

Analise os diferentes argumentos e escolha o logotipo que você considerar mais bem avaliado.

Esse passo é essencial para você não acabar com um logo que te agrade mas que não converse com seus cliente e sua persona, ou seja, quem vai comprar de você.

Aplicações

Tendo escolhido a opção vencedora, hora de fazer alguns testes básicos para determinar as melhores formas de aplicá-lo.

É de muita importância que você pense nas perguntas abaixo:

O seu logo funciona vertical e horizontalmente?

A maioria dos logotipos possuem suas versões horizontais e verticais.

Nunca se sabe quando o seu logo precisará ser usado em pé ou deitado, por isso tenha o cuidado de se certificar que seu logo funcione nas duas posições.

Veja, por exemplo, o logo da NBC em suas versões vertical, horizontal e apenas o ícone:

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Qual é o tamanho mínimo para que o seu logotipo seja aplicado com legibilidade?

No seu software gráfico de preferência, posicione o seu logotipo sequencialmente em tamanhos diferentes, diminuindo bastante.

Imprima essa página e analise qual é o menor tamanho em que você consiga identificar todos os elementos e ler todas as palavras.

Meça com uma régua a opção que se encaixa nessa descrição e assuma esta medida como o tamanho mínimo para o seu logotipo.

E não esqueça de especificar esse tamanho no seu manual de marca!

O seu logotipo funciona aplicado a todo tipo de fundo?

Primeiramente, teste o seu logotipo em fundo branco e em fundo preto. Se for necessário, inverta as cores do logo.

Depois, teste em fundos coloridos. E depois aplique o seu logo sobre fotos.

Se houver algum caso em que o seu logotipo fica completamente ilegível, especifique em seu manual de marca que aquela aplicação não é recomendável.

Designers sérios costumar seguir as regras de um manual de marca a risca e isso vai garantir que o seu logotipo esteja sempre legível.

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E já que mencionamos duas vezes o Manual da Marca, está na hora de explicar o que é isso e qual a importância. Acompanhe!

Manual de Marca

Como o nome já diz, o Manual da Marca é uma cartilha referente ao seu logo, que vai garantir que ele seja sempre apresentado seguindo um padrão.

O que é extremamente importante para o fortalecimento de qualquer marca.

Este documento reúne — além do seu logotipo — todas as variações do logo, todas as aplicações, todas as suas peculiaridades pontuadas e explicadas, todas as regras de aplicação.

E agora que você já sabe sobre a importância do Manual da Marca, vamos explicar também o que é o Briefing e o que isso tem a ver com seu logo.

Briefing

Se você está lendo esse artigo e é designer, possivelmente acha que esse item está fora de ordem, uma vez que o briefing é a primeira coisa a ser feita no processo de criação de um logo.

Mas calma, vou explicar!

Briefing vem da palavra inglesa brief, que significa breve.

Na linguagem do design, briefing nada mais é do que um documento inicial, antes da criação de qualquer conceito ou forma, sobre o que o projeto vai consistir.

O briefing é o que transmite ao designer o que é que o cliente quer e espera do seu logotipo (ou qualquer outra peça de design).

Assim sendo, se você não é designer, leu até aqui e aprendeu mais sobre o processo de criação de logo, mas não se considera tecnicamente apto a executá-lo, tenho certeza de que o seu briefing para o designer será bem mais detalhado e esclarecedor.

Briefings feitos por pessoas completamente leigas no assunto geralmente são muito vagos, cheios de contradições e isso resulta em uma quantidade de trabalho e retrabalho enorme para um designer.

Sabendo de todos os passos explicados nesse artigo, tenho certeza de que o resultado final do seu logotipo refletirá o conhecimento que você adquiriu agora!

Vale lembrar também que quem orienta o cliente em relação ao briefing é o designer.

Geralmente o briefing tem um formato de formulário, com perguntas que o designer considera serem pertinentes para a compreensão da tarefa a ser executada.

Mas isso pode variar e cada profissional possui o seu próprio método.

Uma conclusão e ressalvas

Criação de logotipos é um assunto extremamente complexo.

Tentei dar um panorama geral sobre o assunto para pessoas que não conhecem o mundo do design, mas quem conhece sabe que muitos pontos não foram devidamente destrinchados ou sequer foram citados.

É importante frisar que a criação de um logotipo é um trabalho muito específico dentro do design e que, até mesmo designers experientes — e extremamente competentes em outras áreas dentro do próprio design — enfrentam dificuldades em desenvolver logotipos.

E não se esqueça: nem todos vão gostar do seu logotipo! Aceite isso e seja feliz!

O importante não é que todos achem que o seu logo é bonito. O importante é que ele represente a sua marca e dê a ela o devido destaque.

Gostou do conteúdo? Conte para a gente nos comentários, seu feedback é muito importante!

E se quer saber ainda mais sobre design gráfico aplicado ao marketing, confira outro artigo que escrevi aqui para o blog falando sobre esse assunto!

Até a próxima!

 
Autor(a)

Escrito por: Zuk Chagas Analista de Marketing e Designer Gráfico na Rock Content. Faz três coisas desde que nasceu (e certamente continuará fazendo até o fim dos tempos): desenha, toca guitarra e torce pro São Paulo. É nerd desde quando ser nerd não era tão legal assim.



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