Como fazer uma introdução

Você sabe como fazer uma introdução boa de verdade?

Vamos ser sinceros: escrever está longe de ser uma tarefa fácil para todo mundo.

Embora muitas pessoas tenham uma habilidade que parece natural (e não é!), a maioria concorda que a parte mais difícil de elaborar um texto é começar.

E, pensando no Marketing de Conteúdo, produzir textos é quase que uma tarefa diária.

Afinal, você precisa nutrir a sua persona de conteúdo relevante, bem escrito e coerente para que ela passe por todos os estágios do funil e, enfim, se torne um novo cliente!

E ainda pensando nesse aspecto, a introdução é uma parte fundamental.

Depois do título, ela é o primeiro contato que vai (ou não) levar o seu leitor a continuar a leitura do seu conteúdo.

Se a introdução está ruim, ele possivelmente não vai continuar. Se ela não tiver a ver com o tema, também. Se ela for prolixa, cansativa e nada objetiva então… tchau leitor.

Então vamos pensar por partes para facilitar o processo de elaboração das suas introduções para que você consiga, além de escrevê-las sem grandes dificuldades, também fazer com que elas realmente fisguem o leitor, para que ele continue até o final do seu texto.

E é importante lembrar que todas essas considerações valem tanto para textos escritos quando para a introdução de roteiros de vídeos, palestras ou conversas.

As regras de conversação apenas devem considerar, obviamente, os diferentes contextos. Mas vamos falar disso daqui a pouco.

O que é uma introdução

Introdução, como o próprio nome diz, é a parte do texto que introduz o assunto que vai ser tratado. Pode parecer óbvio, mas na prática muitas vezes não é. Quer ver?

Vamos listar o que não é uma introdução:

  • Um resumo do texto: Afinal, você quer que o leitor vá até o final. Se tudo que alguém precisa saber estiver na introdução, para que ela continuaria lendo o texto?
  • Um contexto sobre a humanidade: A não ser que o seu texto seja sobre a origem da humanidade, você não precisa começar com “Desde os primórdios…”. É chato!
  • Uma mera repetição do título: A pessoa já leu o título. Ela quer saber mais sobre o assunto.
  • “Era uma vez…”: Uma introdução não é, definitivamente, um espaço pra você contar uma história gigantesca, sem contexto e encher linguiça, a não ser que você esteja produzindo contos para a Disney (e nem ela usa mais esse método).

Agora, vamos pensar na função e no que você deve fazer na sua introdução:

  • Contextualize o leitor: Afinal, de um mesmo título você pode fazer diversas abordagens a respeito de um assunto. Por isso, a introdução é um ótimo lugar para contextualizar o leitor sobre qual o caminho que você pretende seguir ao longo do texto.
  • Traga alguma informação relevante: Afinal, você quer que aquele texto gere valor para o seu leitor. Se não, ele vai embora.
  • Instigue: Mas, como dito anteriormente, você não quer que ele leia a introdução e se contente com o seu texto. Por isso, desperte a curiosidade dele, deixando alguma pergunta ou uma promessa (que, é claro, deve ser cumprida no texto).
  • Seja breve: Se a sua introdução tem 5 parágrafos de 12 linhas, eu possivelmente não vou ler o seu texto. Você também não leria.
  • Revele os benefícios de continuar a leitura: Ao ler um texto, as pessoas querem saber o que elas ganham com isso, ou por que aprender sobre aquilo é importante. Essas informações são ótimas para uma boa introdução.
  • Torne o texto escaneável: Ou seja, permita que o leitor faça uma leitura dinâmica da introdução, e que a partir dela ele se interesse pelo conteúdo. Isso pode ser feito colocando a informação mais importante em negrito ou trazendo links relevantes.

Você deve estar pensando “Puts, como eu vou fazer isso tudo num texto de 2 ou 3 parágrafos curtos?” Calma, tem jeito.

Como fazer uma introdução realmente boa

Embora não exista uma fórmula para escrever uma boa introdução (e ainda bem, por que isso possivelmente ia tornar os textos monótonos, mecânicos e sem relevância), existem alguns pontos que devem ser pensados na hora de começar um texto.

Persona

Todo texto é escrito para alguém. No nosso caso, sua persona.

Então, quem é e quais os objetivos da sua persona? Qual problema ela espera resolver com a leitura desse conteúdo? O problema dela deve ser evidenciado na introdução e você deve mostrar que tem a solução, e que essa solução estará ao longo do texto.

Tema

Não se esqueça nem por um minuto do seu tema.

Caso isso aconteça, você possivelmente vai dar uma viajada e quando voltar o leitor já foi embora.

O tema é o motivo pelo qual a sua introdução existe e por isso todo o texto deve estar em torno dele.

Linguagem

O tom do seu texto começa na introdução. E é a linguagem que gera a primeira empatia com o leitor e auxilia no engajamento.

Por isso, para evitar ter que adequar toda a linguagem do conteúdo ao final, já comece utilizando o mesmo padrão desde a introdução.

Mais uma vez, a linguagem tem que estar focada na persona: com quem eu falo determinará o tom que eu devo utilizar.

Contexto

Se você está dando uma palestra, fazendo um vídeo para seu site ou escrevendo um post para seu blog, essas introduções podem conter as mesmas informações mas serem passadas de forma diferente.

Por isso, jamais ignore o contexto de fala na hora de elaborar um texto.

Objetivo do texto

Obviamente, todo bom texto informa. Porém, cada texto possui um objetivo específico dentro do seu contexto.

Por exemplo, um post no seu blog: quer levar o seu leitor a outro estágio do funil? Quer convencê-lo de que seu produto é uma boa opção?

Onde o seu leitor vai chegar com a leitura do conteúdo deve estar claro para ele na introdução.

E, se você não sabe onde quer chegar antes de começar o texto, possivelmente sua introdução será genérica e não irá gerar o engajamento necessário.

Basta imaginar uma viagem. O primeiro passo é uma passagem, ou no mínimo pegar uma estrada.

Se eu não sei para onde vou, o início do meu trajeto vai ser confuso, cansativo e cheio de buracos (mesmo).

Tamanho do que está sendo produzido

Quanto menor o texto, menor a introdução. Por isso, se em um post de 500 palavras a sua introdução utiliza 250 delas, tem alguma coisa errada com o seu texto.

Você deve utilizar a menor quantidade de palavras possível para introduzir o assunto, e isso só será possível se você for objetivo.

Um bom exemplo

Vamos imaginar um tema. Você precisa escrever um texto sobre “As vantagens do churros do carrinho do tio da esquina”.

Sua persona é a Flávia, de 26 anos que é publicitária, apaixonada por doces, mas que sempre fica em dúvida entre as opções gourmet e as tradicionais, como do bom e velho tio que vende churros na esquina.

Para ajudar a Flávia a resolver o problema dela, você está elaborando um post de 1000 palavras. E, baseado em todas essas informações que vão determinar todo o andamento do seu texto, essa seria uma boa introdução:

“Quem não ama churros? Afinal, a ideia de uma massa quentinha, crocante por fora, macia por dentro e recheada de um maravilhoso doce de leite que escorre pelas pontas é tentadora!

Mas muitas vezes você questionou se deveria comprar os churros do tradicional tio da esquina, ou se deve apelar para as versões gourmet  e cheias de complementos do foodtruck da pracinha.

Por isso nós vamos te ajudar a entender as diversas vantagens do churros de carrinho do tio da esquina que, acredite, vão muito além do preço e da proximidade!

Vamos fazer um checklist para ver se esta introdução atendeu a todos os pontos apresentados anteriormente.

  • Texto breve: Essa introdução tem 91 palavras.. Menos de 10% do que terá o texto.
  • Linguagem: informal e direta, apropriada a persona, para gerar identificação e engajamento.
  • Tema e objetivo: Não precisamos falar de 200 tipos de doce, o foco está na escolha do melhor churros.
  • Escanebilidade: destaque para a informação mais importante, que deve despertar a curiosidade do leitor.
  • Contexto: uma breve explicação sobre o que é um churro, para aguçar a necessidade do leitor e mostrar conhecimento sobre o assunto.
  • Informação relevante e que instiga o leitor, sem entregar o ouro: “vão muito além do preço e da proximidade” – o texto vai levá-lo a conhecer informações que fogem do óbvio

Viu? Não é tão difícil. Imagine sempre que entre você e o leitor está acontecendo um diálogo e você terá mais facilidade de começar uma introdução.

Um péssimo exemplo

Vamos imaginar o mesmo contexto, mas agora com uma péssima introdução.

Desde o início da humanidade as pessoas se alimentam. E, dentro os diversos tipos de alimentos existentes, uma classe destes aguça o paladar de muitos e possui verdadeiros fãs e seguidores: os doces.

Segundo o dicionário Aurélio, doces são é o nome genérico dado aos alimentos feitos com açúcar e mel, prioritariamente. Dado esse fato, é de conhecimento de todos que existe uma grande variação de produtos classificados como doces, desde os que contém frutas e vegetais até os com base de massas, leite, ovos e derivados.

Uma opção muito famosa dentre o público brasileiro são os churros. Churro é uma massa de formato cilíndrico de aproximadamente 15 centímetros, frita em óleo quente, coberta com açúcar refinado e canela e recheada com vários tipos de doces pastosos, sendo mais comum o doce de leite.

Mas, não bastasse as variações de sabores, existem ainda outros fatores determinantes na hora de escolher um churros. Como por exemplo, optar pela sua versão tradicional ou ainda pela versão adaptada, mais conhecida como “gourmet”, que além do recheio possui opções de cobertura.  Por isso, entenda qual é a melhor opção.”

Possivelmente você ficou com preguiça de terminar a leitura desse trecho, se terminou.

Se a introdução está assim, imagine o conteúdo? Dentre os vários erros, os que merecem atenção (para que você nunca cometa, são:

  • Há várias informações que o leitor já sabe e dispensa;
  • A contextualização do assunto é em um nível absurdamente macro e desnecessário (só fala de churros no 3º parágrafo);
  • Usa uma linguagem cansativa e que não dialoga com a persona;
  • Não dá nenhuma novidade que já não seja conhecimento prévio ou informação do título;
  • Não instiga o leitor a continuar lendo;
  • Não tem elementos de escaneabilidade. E mesmo se tivesse!

E você possivelmente já viu em algum outro lugar uma introdução como essa: longa, massante e desnecessária.

E a sensação que você tem a respeito dela é exatamente a mesma sensação que sua persona teria diante de um texto assim.

Por isso uma introdução bem feita é tão importante: ela vai determinar quem continua e quem não continua lendo o seu conteúdo.

Se você falha nesse aspecto, além de perder o leitor naquele momento, você poderá marcar a sua imagem com ele para sempre!

Se depois de todas essas dicas e do exemplo, você ainda não está convencido de que é capaz de escrever uma boa introdução, você tem algumas opções.

Uma delas é treinar. Algumas coisas são aprendidas fazendo e, como dissemos no início, escrever não tem nada a ver com dom, mas sim com prática!
Se ainda assim você não estiver convencido, uma outra opção é Contratar um gerente de Conteúdo para planejar, analisar e executar as melhores medidas, principalmente se for preciso terceirizar a produção de conteúdo. Leia o nosso post com todas as informações que você precisa para contratar um!

 

 
Autor(a)

Escrito por: Laís Bolina É cristã, faz faculdade de Letras, mas é publicitária de coração. Ama escrever, Foo Fighters, séries e troca pessoas por Pizza ou Nutella.



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