Como fazer um site de vendas

Descubra como montar um site de vendas em 5 passos

Você já pensou em montar um site de vendas? Pois saiba que criar um site é mais simples do que parece. Muitas pessoas e empresas poderiam começar a vender produtos na internet, porém, o medo e possíveis dificuldades atrapalham.

O acesso à internet, aliado à praticidade dessas compras, movimentaram R$ 44 bilhões em 2016. Isso significa que, caso ainda não tenha uma loja virtual, você está perdendo uma parte desse bolo.

Neste post, você verá como montar um site de vendas, entenderá quais são as principais opções e conhecerá os 5 principais passos que devem ser tomados para criá-la. Acompanhe:

Quais são os tipos de site de vendas

Veja quais são as 3 principais formas de vender pela internet.

Solicitação de orçamentos

Nesse tipo de página, não há venda direta de nenhum produto ou serviço. Porém, o foco continua a ser a aquisição.

Diferentemente dos outros métodos, os produtos são adquiridos de forma presencial ou a partir de consulta prévia.

Há também a possibilidade dos produtos incluírem os preços, parecendo-se com uma loja virtual tradicional. A principal diferença está na ausência de carrinho de compras.

Nesse caso, os visitantes podem ver os produtos e os respectivos valores, mas não podem adquiri-los.

A maior parte dos negócios que utilizam essa prática são aqueles que precisam de dados muito complexos para fazer um orçamento — como produtos que têm materiais com preços flutuantes — ou por causa da escolha do próprio vendedor.

Nessa última possibilidade, os empresários não desejam divulgar o valor dos seus produtos e dos seus serviços por questões particulares, que pode envolver o medo de disputa por preços baixos. Isso acontece quando outras empresas baixam o valor do seu catálogo após verificar outra loja.

Já no caso das vitrines, o problema normalmente é tecnológico. Ocorre quando as empresas ou as pessoas não possuem informação suficiente para montar sua loja virtual.

Ainda que essa possa ser uma alternativa válida, quanto mais informações são fornecidas para os clientes, maior a chance de ele se interessar pelo negócio.

O principal ponto positivo está na facilidade de criação e de manutenção.

E-commerce

O e-commerce são as lojas virtuais tradicionais que conhecemos. Além de terem vitrines de produtos, estão capacitadas com ferramentas completas de vendas.

Nelas, o usuário pode ver todos os produtos oferecidos, escolher os modelos e as cores que deseja, fazer o seu cadastro e finalizar a compra com o pagamento.

A principal vantagem desse modelo é a pouca intervenção durante a aquisição. Assim, todo o processo de escolha e de pagamento pode ser feito diretamente no site, sem intervenções.

Dessa forma, os clientes não precisam perder tempo esperando contato da empresa e podem comprar 24 horas por dia. Além disso, a empresa não perde tempo para fazer cobranças e processar pagamentos.

Marketplaces

Já popular em outros países, o marketplace chegou ao Brasil em 2012 em grandes redes de e-commerce do país.

Essas empresas incluem em seu catálogo os produtos de lojas de outras empresas ou pessoas. Caso o item já esteja à venda, o sistema mostra aquele cujo preço é menor e fornece as demais opções para o consumidor.

Outras possibilidades de marketplace são vendas de aplicativos, cursos on-line, entre outros. Apenas a criatividade pode limitar o negócio.

Nesse sistema, o sistema recebe os valores do cliente, retém parte do investimento e repassa o restante para as lojas ou para os profissionais cadastrados.

Assim, criar marketplace pode ser um bom negócio caso existam pessoas interessadas em fornecer os seus serviços e os seus produtos.

Agora que você sabe os tipos de lojas virtuais existentes, é hora de colocar a mão na massa. Vamos lá?

Colocar o projeto em prática

Veja os 5 passos essenciais com tudo o que você precisa para fazer o seu site de vendas:

1. Seleção de plataforma

A 1ª escolha que você deve fazer é a plataforma da loja. A sua escolha dependerá do tamanho da loja, das pretensões iniciais e da complexidade desejada.

Se você desejar fazer apenas uma vitrine (sem os processos de um e-commerce), quase qualquer plataforma satisfará os seus desejos.

Para os outros casos, indicamos 2 sistemas que auxiliarão você na criação da sua loja:

WordPress

Com a plataforma, você poderá fazer vitrines, e-commerces completos e até os marketplaces.

Um dos plugins mais utilizados para vender no WordPress é o WooComerce. Com ele, você pode escolher qualquer uma das 3 opções de loja. Além delas, é possível oferecer cursos por assinatura, com pagamentos recorrentes.

Para os marketplaces, você pode utilizar o WC MarketPlace, que é interligado ao WooComerce.

Magento

Soluções como o Magento são mais robustas e indicada para grandes lojas. Foram criadas exclusivamente para e-commerce e, assim, possuem maiores opções.

Além disso, elas têm um visual mais próximo de loja virtual do que os temas de WordPress.

Porém, utilizar a ferramenta é mais complicado e requer mais informações. Por esse motivo, os profissionais normalmente cobram mais caro para eventuais manutenções.

Existem muitos plugins para tornar a loja mais efetiva e ajudá-lo a cumprir as suas metas, e, dentre elas, módulos para marketplace.

2. Escolha de servidor

Após escolher a plataforma utilizada, está na hora de escolher os melhores servidores para colocar os seus arquivos.

Como no passo anterior, a sua escolha dependerá do tamanho da loja e das expectativas iniciais.

Caso o seu investimento na loja seja grande e você espera uma quantidade considerável de pessoas mas não consegue mensurar, contrate servidores que se adaptem facilmente ao número de visitantes, como a Amazon.

Caso o tamanho da loja for menor, você pode pesquisar opções de menor valor. Porém, lembre-se sempre que a tecnologia e a segurança são fatores importantes para o sucesso da sua loja.

3. Cadastro de produtos

O 3º passo é cadastrar os seus produtos. Embora seja trabalhoso configurar todos os atributos, fotos e descrições, o processo normalmente é bem simples.

Escolha imagens que demonstrem o produto em todos os ângulos possíveis. Além disso, preze pela qualidade das fotos. Caso não seja possível enviar boas fotos, prefira esperar mais um pouco para cadastrar o produto.

Lembre-se de incluir o máximo de informações possível. É a partir delas que os seus clientes decidirão se o produto satisfaz as suas necessidades. Caso não as encontre, ele procurará em outros sites e poderá finalizar a sua compra neles.

Inclua também todos os preços: para pagamento à vista ou parcelado no cartão de crédito (caso exista diferença). Quanto mais transparente você for, mais segurança o seu usuário sentirá.

4. Seleção de forma de pagamento

Outra fase importante é a seleção dos meios de pagamento aceitos. Você aceitará cartão de crédito e boleto bancário? Há algumas lojas que aceitam somente depósito bancário.

Porém, essa prática limita os usuários e faz com que a desistência seja grande. Além disso, os clientes não se sentem muito confiantes em fazer esse tipo de pagamento, uma vez que não possuem garantia de recebimento.

Outra decisão que deve ser feita é quanto às plataformas que serão utilizadas para recebê-los e processá-los.

As possibilidades são muitas. Você pode entrar em contato com o seu banco que o auxiliará a escolher as principais empresas — como a Rede, Cielo e Santander.

Caso você não queira se cadastrar com essas empresas, é possível escolher opções em que não há pagamento de mensalidade. Você pagará apenas taxas por venda.

As opções mais conhecidas são PagSeguro, MercadoPago e Paypal. Porém, existem diversas outras disponíveis. Confira as principais taxas antes de escolher.

5. Definição da estratégia de marketing

Por fim, escolher qual a estratégia de marketing a ser seguida é fundamental. Essencialmente, existem 2 opções:

Antes, porém, defina quais são seus objetivos. As suas campanhas iniciais planejam criar um relacionamento e uma autoridade com os seus futuros clientes ou deseja focar nas vendas?

Como em todas as escolhas anteriores, essa também deverá levar em conta o seu perfil empresarial. Caso você já possua lojas físicas, inicialmente, você pode incluir o endereço da loja virtual nas campanhas que já são feitas.

Se não, você pode escolher estratégias tradicionais (divulgação em revistas, rádio, TV etc.) para receber muito público em um espaço pequeno de tempo.

Há também o marketing de atração (criação de relacionamento), cujos resultados podem ser um pouco mais lentos, mas são mais duradouros.

Lembramos, porém, que não é necessário escolher uma ou outra estratégia. Você deve planejar a pequeno, médio e longo prazo quais são as suas ações esperadas e qual percentual será destinado para cada tipo de campanha.

Para tomar as melhores decisões, certifique-se de entender ambas as estratégias e a importância de cada uma para seus objetivos.

Entender como montar um site de vendas é o 1ª passo para obter lucro na internet.

As pessoas também podem utilizá-lo para se encaminharem diretamente à sua loja física e adquirir produtos. Dessa maneira, a sua página é transformada em uma grande vitrine de produtos.

Seja como for, o mais importante é estar presente nesse mercado que cresce mesmo em períodos de crise intensa.

Você gostou deste post? Então continue o aprendizado lendo o texto “6 coisas que não podem falar em sua loja virtual“!