Google Search Console: O Webmaster Tools mudou de nome, mas continua o mesmo! 1

Google Search Console: o guia definitivo

Se você possui um blog, página de empresa ou está pensando em começar a investir em alguma estratégia de Marketing Digital, certamente já ouviu falar das ferramentas gratuitas do Google. Especialmente o Google Webmaster Tools (GWT). Há mais de dez anos esta ferramenta é o braço direito de marketeiros que buscam mais informações sobre acessos, buscas e SEO.

Hoje falaremos sobre todas as funcionalidades da ferramenta e abordaremos uma mudança que há algum tempo vem sido aguardada por diversos usuários (webmasters) que usam o Google Search Console. Esse é um post longo, mas essencial para que você domine a ferramenta.

“Search quem?”

Calma, vamos explicar agora o motivo da mudança do nome.

Google Search Console = Google Webmaster Tools

Não precisa se assustar. O nome pode ter mudado, mas todas as funcionalidades continuam as mesmas.

O motivo por trás do rebranding do Webmaster Tools é simples: o principal objetivo dessa alteração é dar a impressão de que a ferramenta é mais abrangente para os usuários. Ao invés de apenas webmasters, o Google Search Console tem como público alvo todas as pessoas que se preocupam com buscas.


google search console

Sem mudanças (por enquanto)

Fazemos questão de deixar claro que, por enquanto, o Google Search Console não sofreu quaisquer atualizações de funcionalidade. Apenas a mudança de nome. Isso pode mudar rapidamente.

A última grande novidade na ferramenta foi a inclusão do Search Analytics. Ainda em fase beta de testes, a nova funcionalidade chegou para substituir o Search Queries (Consultas de pesquisa). O novo Search Analytics permite que destrinchar os dados de pesquisa do seu site e filtrá-las de muitas maneiras diferentes, a fim de analisá-lo com mais precisão.

Para ficar por dentro da ferramenta, basta acompanhar de perto e não deixar de conferir o site do Google Search Engine!

Aprenda mais sobre a ferramenta

Se você deseja aprender como lidar com o Google Search Console, mas ainda não possui experiência na ferramenta, nós preparamos um guia definitivo incrível com alguns conteúdos essenciais. Está pronto para aprender?

Vamos lá!

Aqui você vai aprender:

  • História do Google Search Console
  • Instalação e configuração
  • Princípios básicos do Search Console
  • Todas as ferramentas do Search Console
  • Métricas para serem acompanhadas mensalmente

Google Search Console: o guia definitivo

Todo site é como um carro velho abaixo do seu potencial.

Inclusive o seu?

Principalmente o seu.

Mas não se preocupe. Com as ferramentas do Google Search Console, você pode deixar seu site tinindo. Vai melhorar a velocidade com que as páginas carregam, conseguirá entender melhor de onde vem o tráfego, identificará defeitos na pintura do HTML, recauchutará a lataria dos links, turbinará a linkagem interna e também poderá acelerar o SEO, melhorando o ranqueamento de suas páginas.

Seu site vai aparecer mais, ser mais clicado, ter mais visitantes, gerar mais clientes e fechar mais downloads, conversões e vendas. Você só precisa aprender a usar as ferramentas certas. O Google Search Console é uma caixa de ferramentas grátis.

O que faltava para você era um Guia ensinando a usá-las.

Pois bem, você está lendo o Guia agora.

Boa leitura.

A história do Google Search Console

Em junho de 2005 o Google apresentou uma nova ferramenta chamada Google Sitemaps. Eram dois os objetivos: manter o Google informado sobre novas web pages e atualizações e aumentar a cobertura das páginas por parte do índice do Google, ou seja, a vasta quantidade de páginas vasculhadas constantemente pelos seus “robôs” de busca.

O nome não durou muito. Já em meados de 2006 o Google Sitemaps foi rebatizado de Google Webmaster Tools – que sofreu novamente uma alteração em 2015 e hoje é conhecido Search Console. O novo nome é mais adequado por causa do crescente número de ferramentas novas, como o diagnóstico automático de problemas e a capacidade de pedir ao Google para tratar dois sites de endereços parecidos como a mesma página, entre muitas outras utilidades que você verá a seguir.

Instalação e Configuração

Se você pesquisar, encontrará muitos manuais ensinando as várias formas de instalar o Google Search Console. Seremos mais práticos e vamos ensinar uma forma só: a mais fácil.

1. Crie uma conta aqui. Se você já tiver uma conta no Gmail, isso pode levar frações de segundo.

2. Agora você precisa adicionar o seu site e provar que é dono dele. Primeiro, clique no botão vermelho “Add a site” e digite ou dê ctrl+V da URL, ou seja, www.seusite.com ou .com.br, etc.

3. Na página seguinte, clique na aba “Alternate methods” por ela conter o método mais fácil. Selecione “HTML tag”

4. O Google vai te fornecer um código HTML que você precisa colar na home page do seu site. Se você é como a maioria, usa o WordPress. Para acessar o HTML da sua home no WordPress, clique em “Aparência” e depois em “Editor”. Se você usa outra ferramenta, deve encontrar a forma de acessar o HTML da home. De uma forma ou de outra, uma mesma vez lá, encontre a parte onde se lê e dê ctrl+V no código fornecido pelo Google.

Vai ficar mais ou menos assim:

<head>

<meta http-equiv=”Content-Type” content=”text/html; charset=utf-8” />
<meta name=”viewport” content=”width=device-width, initial-scale=1”>

<meta name=”google-site-verification”content=”cr8XA3UxlgK2zCJXa46YeGFQoC5IUVdPCwltvq04” />

5. Salve as modificações (no WordPress, “Atualizar arquivo”), aguarde alguns segundos e volte ao Search Console. Clique no botão vermelho “Verify”.

6. Pronto! Você já pode começar.

Princípios básicos do Google Search Console

O SC é um conjunto básico de ferramentas, que informam ao webmaster se existem problemas com a indexação das páginas pelo Google, alertam se o site foi hackeado ou tem malware, sugerem melhorias nas tags e outros elementos do HTML, e mostram como é o tráfego ao site de forma geral. Seus quatro menus principais respondem às seguintes perguntas:

» Search Appearance

Como o Google está lendo cada parte das páginas – títulos, descrições, imagens, etc.?

» Search Traffic

O que as pessoas estão procurando no Google que as leva a clicarem (ou não) no seu site?

» Google Index

Como está o desempenho do Google em indexar as páginas do seu site e identificar as palavras-chave que mais aparecem?

» Crawl

Quais dificuldades os robôs do Google estão tendo na hora de vasculharem as páginas do seu site em busca de conteúdo relevante?

Todas as ferramentas do Google Search Console

Esta é a parte principal deste guia. Vamos mostrar cada um dos menus e submenus do Search Console e explicar para que servem. Também vamos fornecer alguns exemplos práticos. Para isso utilizamos um site de verdade, o Marketing de Conteúdo, o blog que você lê agora.

Chegando ao menu principal

É um pouco contra-intuitiva a forma de chegar ao menu mais importante no Search Console. Em vez de clicar no dashboard à esquerda, você deve clicar diretamente no link do seu site, como mostra a imagem.

google search console

Note que a partir deste menu você pode gerenciar vários sites de uma só vez. Isto é uma mão na roda para o empresário que tem duas marcas ou para o profissional de marketing com vários clientes.

Repare também que na imagem aparecem dois sites quase idênticos: marketingdeconteudo.com. Do ponto de vista do Google, eles na verdade não são o mesmo site. Você deve analisar as métricas e os resultados dos dois para ver se vale a pena gerenciar ambos. No nosso caso, o site sem o “www” recebe uma quantidade de tráfego muito menor.

Site Dashboard – Painel do Site

O Site Dashboard é a “home” do Search Console. Depois de escolher o site que você vai gerenciar, você sempre começa aqui. Esta parte exibe notícias importantes, avisa se o Google encontrou erros na hora de vasculhar seu site, mostra um gráfico com as pesquisas e cliques que levaram ao seu site nos últimos 30 dias e no canto direito dispõe um gráfico de barras indicando a proporção de páginas do seu site que foram indexadas pelo Google. Normalmente, quanto maior a proporção (inclusive 100%) melhor, a menos que exista conteúdo que você não queira indexado. Falaremos mais sobre isso adiante.

Todas as informações que você vê a partir do Site Dashboard são acessíveis de outras formas, pelos outros menus e submenus. Ele é na verdade uma espécie de atalho para mostrar a você rapidamente as poucas informações mais importantes.

Atenção: depois que o Google verificar que você é dono do site, pode demorar algumas horas para as informações começarem a aparecer no Dashboard.

Site Messages – Mensagens do Site

Esta é a forma de o Search Console se comunicar automaticamente com você sobre mudanças ou alertas muito importantes. O Google vai te informar aqui sobre a presença de malware ou de links não naturais. Ou seja, se seu site for hackeado ou se houver um esquema de links pagos com o objetivo de inflar artificialmente a audiência do seu site, pode ser que o Google fique sabendo antes de você.

Você também vai receber aqui mensagens sobre algumas ações que você tenha tomado com o Webmaster Tools, como mudar o alvo geográfico do seu site (por exemplo, de Estados Unidos para Brasil) ou o domínio preferencial (por exemplo, de http://site.com para www.site.com).

Search Appearance – Aspecto da pesquisa

Como o seu site aparece nos resultados de busca? Será que o texto é atraente o bastante para alguém clicar nele? Neste menu você encontrará formas de identificar e modificar como as páginas do seu site aparecem para um ser humano que pesquisa no Google (ao contrário de outras funções do Search Console, voltadas para os robôs de busca).

Se você clicar no “i” dentro de uma bolinha ao lado da palavra “Appearance”, vai aparecer uma imagem explicativa de cada um dos termos do Google e como melhorar cada aspecto do seu site na hora de aparecer nas buscas. Vamos falar sobre alguns deles e o que fazer em cada caso.

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» Título

É o texto maior em azul. Title tags em HTML relevantes para cada página são a melhor forma de fazer aparecer bons títulos.

» URL

É o endereço do site, em verde. URLs lógicas, organizadas em um site map e curtas são melhores do que URLs longas que ninguém vai ler até o fim.

» Snippet

É a descrição em até duas linhas, em preto, do que tem naquela página. É influenciada pelo conteúdo da página e pela meta description tag.

» Sitelinks

São links para páginas dentro do site, gerados automaticamente pelo Google para sites relevantes. Falaremos mais sobre eles logo abaixo.

» Search within a site

Uma ferramenta de busca dentro do seu site. Se ela vai aparecer ou não, é o algoritmo do Google quem decide, baseado, claro, na qualidade e relevância do seu site.

Agora que você entende melhor a anatomia de um resultado de busca, vamos explorar os submenus do Search Appearance.

Structured Data – Dados estruturados

Este menu ajuda a verificar o markup do seu site para saber se o Google consegue extrair os dados estruturados das páginas.

Se você não clicar em mais nada, o Structured Data exibirá apenas um gráfico, com possíveis erros no HTML das duas páginas. Mas esta parte esconde uma função ainda mais útil.

Clique em “Help” (no canto superior direito) depois em “Structured data testing tool” e depois em “structured data testing tool” novamente, desta vez com uma setinha. Você também pode acessar a ferramenta diretamente aqui.

Aqui você pode digitar URLs do seu site e ver como elas aparecem para quem busca por palavras-chave relacionadas no Google. Você também pode acessar o Structured Data Markup Helper, ou Assistente de marcação de dados estruturados, mas uma forma bem mais fácil de fazer praticamente a mesma coisa é o Data Highlighter, sobre o qual falaremos logo a seguir.

Você também pode usar o /richsnippets para conferir quais dados estruturados o Google está lendo: coisas como nome do autor de cada post, resenhas de produtos, nomes de músicas, notas e avaliações, e outros microdados.

Data Highlighter – Marcador de dados

Esta é uma das poderosas ferramentas do Search Console que você vai querer usar assim que começar. É uma forma de ajudar manualmente o Google a entender como é o seu site – onde em cada página está o título, a data, o nome do autor, a imagem, etc. É evidente que os robôs de busca do Google são excelentes para esse tipo de tarefa, mas, com uma ferramenta grátis na mão que garante ao Google ser você o dono do site, não faz mal dar a eles alguma orientação.

Nesta parte você vai selecionar algumas páginas do seu site e repetir um mesmo exercício várias vezes: marcar, arrastando o mouse (como se usasse uma caneta marca-texto) o que é título, o que é data, e assim por diante. Você não precisa preencher todos os campos, mas faz bem em preencher os mesmos campos para cada grupo de páginas.

Depois de alguns exemplos, se der tudo certo, os robôs vão aprender a fazer o mesmo procedimento automaticamente para todas as outras páginas no mesmo formato. Se você usar o Assistente de marcação de dados estruturados disponível em google.com/webmasters/tools/richsnippets e entender de HTML, pode programar essa orientação de uma forma mais sofisticada.

HTML Improvements – Melhorias de HTML

Esta é uma das várias e importantes ferramentas “passivas” do Search Console: ela apenas te informa erros e dificuldades, e cabe a você corrigí-los no próprio administrador do seu site (como o WordPress).

Entre os erros possíveis estão: title tags muito longas ou muito curtas, title tags ausentes ou pouco informativas, title tags duplicadas (ou seja, páginas com o mesmo título, o que não é bom), conteúdo não indexável pelo Google e problemas com as meta descriptions. A grande maioria destes erros é bem fácil de resolver. Você só terá dificuldades se o seu site for grande e tiver muitas páginas com erros: mesmo assim, corrigí-los é só uma questão de tempo.

Um dos erros mais comuns que podem aparecer aqui é mesmo o site com muitas páginas com títulos iguais. Isto pode acontecer porque uma nova versão de uma página foi carregada sem deletar a outra, ou por pura falta de imaginação, como quando muitas páginas de um e-commerce tem uma title tag do tipo “os melhores produtos do Brasil!”.

Pode parecer besteira, mas não é. O Google recompensa conteúdo original e penaliza o conteúdo repetido, especialmente aquele que parece ser plagiado ou produzido automaticamente (por programas). Por isso, title tags duplicadas podem prejudicar bastante o SEO do seu site. Se os erros forem muitos e corrigí-los for muito trabalhoso, você pode exportar a lista de erros em formato .csv ou Google Docs e enviá-los para o webmaster ou outro profissional, que irá visualizá-los em uma bonita (e longa) planilha.

Sitelinks – Links para o site

Esta é uma das funções mais contra-intuitivas do Search Console: por isso, apesar de bem simples, seu uso exige muito cuidado. Isso porque se trata de uma ferramenta negativa: indicar ao Google o que você NÃO quer que apareça nos resultados, e não o contrário.

Como vimos antes na seção “Search Appearance”, os sitelinks são gerados automaticamente pelo Google para sites grandes e relevantes. É uma forma de o usuário chegar mais rapidamente à página que interessa em vez de perder tempo navegando na homepage.

Você não pode controlar se, quando nem quais sitelinks aparecem nas buscas, mas pode definir quais NÃO aparecem – ou quase. Basta digitar aqui as URLs que você não quer que tenham destaque como sitelinks. Observe porém que o Google não garante nada – “Google doesn’t guarantee that demoted URLs will never appear as a sitelink, but we do consider a demotion a strong hint that we’ll try to honor when generating sitelinks”. Quer dizer, eles vão levar em conta a sua sugestão com muito carinho.

Search Traffic – Tráfego de pesquisa

Este menu contém a ferramenta mais popular do Search Console, fornece a melhor forma de medir a popularidade do seu site, ajuda sua página a ser encontrada com mais facilidade no país da sua preferência e ainda vasculha páginas que não ficam bem quando vistas em um smartphone. Vamos lá!

Search Queries – Consulta de pesquisa

A melhor e mais popular ferramenta do Search Console responde à pergunta imemorial: “como as pessoas chegam ao meu site?”. Aqui você vai descobrir quais palavras-chave as pessoas estão digitando no Google, em quais páginas do seu site elas clicam, e como anda a audiência do seu site.

O uso desta ferramenta especificamente no Search Console ganhou importância por causa de uma mudança no Google Analytics. Desde 2011, cresce a cada dia o número de palavras-chave substituídas pelo texto “(not provided)” nos resultados do Analytics. É uma forma de proteger a confidencialidade de quem está fazendo uma navegação segura – o que inclui todo mundo que pesquisa no Google enquanto está logado no Gmail, por exemplo. Ao mesmo tempo, é uma forma de os webmasters ficarem às cegas na hora de analisar os resultados de buscas orgânicas.

Felizmente, o (not provided) não chegou ao Search Console. Portanto, quem está sentindo falta de ver as verdadeiras palavras-chave nos search queries no Analytics (ou seja, todo mundo) pode recorrer ao Search Console e conferir a “real”. Para quem quiser entender melhor a polêmica do (not provided), recomendamos esse site.

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Voltando aos Search Queries: por padrão, este submenu vai te mostrar as buscas feitas nos últimos 30 dias, mas você pode alterar esse período com os botões no canto superior direito. A linha azul do gráfico mostra o número de impressões: quantas vezes uma página do seu site foi “oferecida” nos resultados de busca; já a linha vermelha mostra o tráfego real via Google, ou seja, a quantidade de cliques.

Quanto mais próxima estiver a linha vermelha da azul, melhor: mais interessantes, instigantes ou relevantes estão os resumos das suas páginas no Google. A proporção entre uma coisa e outra está indicada no CTR de cada página, logo abaixo do gráfico. CTR significa “Click-through rate”. As suas páginas com CTR mais alto têm o melhor desempenho: quem leu a descrição no Google, clicou. Páginas com baixo CTR indicam que, para aquelas palavras-chave, o usuário preferiu clicar em outros sites.

Note que as suas melhores páginas – as que estão trazendo mais visitas – são aquelas com mais cliques, e não as que têm mais impressões. Sobre estas, por sua vez, vale traçar um “plano de marketing” específico. As páginas com mais impressões são as que têm maior potencial de atrair tráfego, mas, por alguma razão, o CTR delas deixa a desejar. Como isso pode ser melhorado? Talvez a meta description seja confusa ou o título muito genérico. Uma “nova embalagem” no Google pode ser a solução para melhorar a CTR das campeãs de impressões.

Como em uma planilha, clicar em qualquer critério – impressões, cliques, CTR – faz com que os resultados sejam ordenados por aquele critério. Assim você descobre rapidamente e sem dúvida quais páginas suas têm melhor desempenho no Google e o que leva as pessoas ao seu site.

Os resultados na aba “Top Pages” podem surpreender muita gente. Talvez o principal fator que leva as pessoas ao seu site seja um conteúdo despretensioso ao qual você dá pouca atenção.

Uma última nota sobre os Search Queries. Eles são reativos: indicam as pesquisas e conteúdo mais popular nos últimos 30 dias ou em outro período passado. Mas não podem prever os grandes sucessos do futuro. Como muito bem sabia Steve Jobs, o trunfo está com quem oferece às pessoas coisas que elas nem imaginavam que queriam.

Links to Your Site – Links para seu site

Esta é a verdadeira e melhor forma de medir a popularidade do seu site. Ter uma alta quantidade de tráfego e de cliques é ótimo, mas será que alguém recomenda o seu conteúdo? Sites influentes e blogs de especialistas no assunto estão linkando para o que você produz? Seus posts são polêmicos e influentes? Seus produtos são recomendados por fãs, praticantes do hobby ou clientes satisfeitos? E assim por diante.

Você não pode ver as páginas específicas que linkam para seu conteúdo, mas apenas o domínio delas. No caso de páginas do tipo “wordpress.com” e “blogspot.com”, isto não ajuda muito, dada a grande fartura de sites e blogs com esse domínio.

Porém, se existe algum domínio influente na sua área, você confere aqui se esse site linka para o seu. Receber links de outros sites é muito importante. Levar a quantidade de links em consideração na hora de exibir resultados de busca foi o “pulo do gato” do Google, a razão para ele se destacar dos vários outros buscadores que já existiam em 1998, quando ele foi lançado.

Se você tiver curiosidade de descobrir em quais páginas dentro dos domínios está o link para o seu site, você pode recorrer ao Google usando o operador site:. Vamos supôr que o domínio www.exemplo.com linke para o seu site. Então digite no Google o comando “nome do seu site” site:www.exemplo.com.

Repare que não pode haver espaço entre o : e o www. Este recursos pode ser importante se você desconfiar que, apesar do link, a menção é negativa. Por exemplo, alguém está linkando sua página como exemplo de um design malfeito, ou recomendando aos leitores que se sentiram lesados pelo seu produto que reclamem no Procon.

Este submenu mostra a você também o seu conteúdo mais linkado (um indício de popularidade) e as palavras-chave usadas para linkar para as páginas. São palavras positivas? Têm a ver com o conteúdo do site? A página mais linkada é a homepage, ou alguma outra? Responder a essas perguntas te informará muito sobre como seu site é visto pelo resto da internet.

Internal Links – Links internos

Aqui você vê o outro lado da moeda: os links internos, ou seja, links dentro do seu site para outras páginas também dentro do site. Você pode identificar rapidamente quais páginas recebem mais links e, clicando nelas, descobrir de onde partem os links. Os links internos são muito importantes. Eles ajudam o Google a identificar quais são as páginas mais importantes do seu site. Se você considera que é a página “sobre” ou “contato”, por exemplo, essas páginas precisam ter a maior quantidade de links internos.

Sites com poucos links internos ou com páginas órfãs têm o SEO prejudicado. Página “órfã” é aquele que não recebe nenhum link interno, ou seja, não é possível chegar a ela apenas navegando pelo site.

Na direção contrária, um site com um bom emaranhado de links internos está (teoricamente) cheio de conteúdo relevante, e uma coisa leva à outra naturalmente. Essa é uma razão para adotar ferramentas que automaticamente geram links do tipo “artigos relacionados”, “você vai gostar de ler também…”, etc.

Manual Actions – Ações manuais

Se o seu site foi hackeado ou se você estiver fazendo alguma coisa muito errada, pode receber uma ação manual – quando o Google, em vez de confiar nos algoritmos e robôs, usa um funcionário humano para pôr a mão na massa e rebaixar ou remover das buscas um site que está fazendo o que não deve, como gerar spam.

Se isso acontecer, você vai ficar sabendo aqui.

International Targeting – Segmentação Internacional

Se o domínio do seu site for .com (sem o .br), o Google trata a sua origem como “neutra”. Mas se seu site for escrito em português e voltado para brasileiros residentes no Brasil, é uma boa ideia clicar na aba “Country” e selecionar “Brazil”. Este targeting só funciona para sites do tipo .com ou .org: se seu site já tem o .br, não é possível fazê-lo. Ele vai afetar as pesquisas somente dos usuários que preferem restringir suas buscas a resultados em certo país.

Se seu negócio for realmente internacional, o targeting pode não valer a pena. Mas se o site for de um negócio local – como um restaurante, por exemplo – pode ser uma boa ideia adicionar o elemento geográfico para ajudar os clientes a te encontrar.

Mobile Usabilty – Facilidade de uso em dispositivos móveis

Esta ferramenta detecta quais páginas têm problemas graves de exibição em dispositivos móveis. Como a navegação via smartphone só faz crescer a cada ano, ignore os avisos aqui por sua própria conta e risco

Infelizmente, este submenu pode apenas apontar erros graves de navegabilidade, mas não mostrar como seu site fica em um smartphone ou apontar outras orientações. Para isso, recomendamos você ir diretamente aqui e fornecer uma URL do seu site.

Google Index – Índice do Google

Aprenda neste menu sobre onde os robôs do Google conseguem ou não conseguem chegar no seu site e quais palavras eles associam ao seu conteúdo.

Index Status – Status do Índice

Este gráfico mostra a proporção e quantidade de páginas do seu site indexadas pelo Google. Idealmente, ele cresce à medida em que a quantidade de páginas no seu site cresce. Uma queda brusca e sustentada pode indicar algum problema com o robots.txt do seu site, a queda do seu servidor, ou que o Google de alguma forma está com dificuldades de chegar ao seu conteúdo. Uma quantidade muito grande ou ascensão súbita de URLs indexadas, por sua vez, pode apontar problemas com redirecionamento, segurança, duplicação de conteúdo, páginas geradas automaticamente e assim por diante.

Content Keywords – Palavras-chave do conteúdo

Esta é a lista de palavras-chave usadas com mais frequência no seu site – no entendimento do Google. Juntamente com os Search Queries do menu Search Traffic, é uma forma de interpretar como os robôs do Google estão lendo seu site. São excluídas da lista palavras comuns, como artigos e preposições.

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Remove URLs – Remover URLs

Utilize esta ferramenta para remover dos resultados do Google informações ou páginas desatualizadas. Observe que mesmo se você deletar ou alterar uma página, o conteúdo velho pode demorar a sumir do Google ou mesmo aparecer em lugares como o cache.

A falta de cuidado com a indexação do Google pode causar resultados embaraçosos. Em 2011, o site do jornal ‘Estado de Minas’ preparou o obituário do ex-vice-presidente José Alencar, que estava muito doente. A página não foi publicada antes da hora nem a notícia dada antes, mas o obituário foi indexado pelo Google.

Alguns usuários, pesquisando por termos como “josé alencar”, acabaram achando a página, e o jornal ficou com a reputação de ter dado a má notícia antes de ela acontecer. Se você tiver conteúdo do tipo que você não quer indexado pelo Google – por ser experimental, inacabado ou acessível apenas a certos usuários – faça os pedidos de remoção aqui. No submenu “robots.txt Tester”, que está no menu seguinte, Crawl, você pode testar se uma página está realmente bloqueada para os robôs do Google.

Crawl – Rastreamento

Entenda como os robôs do Google vasculham seu site e quais as principais dificuldades eles estão enfrentando.

Crawl Errors – Erros de Rastreamento

O Webmaster Tools avisa aqui sobre páginas não encontradas (o famoso erro 404), erros de servidor (erro 500), páginas cujo acesso foi negado por requererem autorização e assim por diante. Note que os erros de navegação em smartphones aparecem em outra aba.

Crawl Stats – Estatísticas de Rastreamento

Aqui você confere a atividade dos robôs do Google no vasculhamento diário do seu site. Você verá as páginas vasculhadas por dia, a quantidade de kilobytes vasculhados por dia e o tempo que os servidores do Google demora nessa atividade. Com a ferramenta PageSpeed Insights, presente no menu “Other Resources”, você vai aprender o que fazer para reduzir esse tempo. Falaremos sobre ela mais adiante neste Guia.

Fetch as Google – Buscar como o Google

Use esta ferramenta para ver como os robôs do Google “enxergam” uma página específica. Este recurso é útil se você tem dúvidas sobre a “legibilidade” de elementos como Flash ou Javascript. Se o seu fetch estiver OK, você pode usar o botão “Submit to Google” para indicar que a página está pronta para ser (re) vasculhada pelos robôs do Google. É uma forma de acelerar a indexação de uma página que você ou o webmaster acabaram de corrigir.

robots.txt Tester – Testar robots .txt

Use esta ferramenta para testar seu robots.txt, arquivo que orienta aos robôs sobre o que NÃO considerar na hora de exibir resultados de buscas. Você pode verificar aqui se certo conteúdo seria bloqueado com sucesso ou não.

Você só precisa de um robots.txt se seu site tiver uma ou mais páginas ou conteúdo que você não queira indexado pelo Google.

Assim como acontece com as instruções de Sitelinks que mostramos no menu “Search Appearance”, o robots.txt fornece uma orientação, mas não tem resultados garantidos.

Não use o robots.txt para tentar impedir o Google de visualizar conteúdo duplicado ou repetido, num esforço de melhorar seu SEO. Se você achar necessário – como um e-commerce que tem muitos produtos com descrições idênticas ou quase idênticas – use a meta tag noindex no HTML do seu site.

Sitemaps

A presença de um bom mapa do site é um dos critérios de SEO do Google. É uma forma de mostrar que o site é sério e organizado e também ajuda a orientar os robôs de busca. Utilize este menu para verificar erros na indexação de páginas e imagens e também para enviar novos sitemaps.

URL Parameters – Parâmetros de URL

Esta é uma opção avançada do Search Console. Ela pode ser necessária para lojas virtuais nas quais o consumidor vê resultados diferentes dependendo dos (adivinha) parâmetros, por exemplo, cor, faixa de preço, etc.

É preciso muito cuidado com o uso de parâmetros porque eles podem deixar, sem que você queira, certas partes do seu site invisíveis para o Google. Se você estiver começando com o Search Console e/ou se o site não for um e-commerce, deixe para aprender esta mais tarde.

Security Issues – Problemas de segurança

Este menu aqui detalha eventuais problemas graves com seu site, como se ele passou a conter malware ou foi hackeado. Se o Google te avisar desses problemas, você pode visitar este menu DEPOIS de resolvê- los para pedir para ser reindexado.

Other Resources – Outros recursos

O último menu do Search Console é uma espécie de Google Labs. Aqui você encontra uma série de ferramentas – mais ou menos experimentais – para melhorar o SEO do seu site e outros resultados do seu negócio.

Structured Data Testing Tool – Ferramenta de teste de dados estruturados

Jogue a URL ou o código-fonte de uma página para verificar se os robôs do Google conseguem lê-la corretamente. Os erros aparecem facilmente (mas consertá-los provavelmente exige algum treinamento em HTML).

Structured Data Markup Helper – Assistente de marcação de dados estruturados

É como o Data Highlighter do menu Search Appearance, mas para usuários mais avançados. Pode ser usado para “embedar” (inserir) dados estruturados diretamente nas páginas.

Email Markup Tester

Serve para testar um e-mail em HTML (por exemplo, aqueles que são enviados automaticamente para quem baixou um e-book no seu site).

Google Places

Como muitas ferramentas do Google, mudou de nome: já é “Google My Business”. Útil para informar ao Google o endereço físico da sua loja ou escritório. Pode ajudar, por exemplo, o cliente que acha seu site no smartphone e quer telefonar para sua empresa.

Google Merchant Center

Para você carregar informações sobre seus produtos (e torná-los mais fáceis de serem encontrados por futuros clientes).

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PageSpeed Insights

Ferramenta fundamental, deveria estar no menu básico do Search Console.

Fornece a você muitas informações detalhadas de como tornar seu site mais rápido de carregar – tornando-o mais ágil para os visitantes e aumentando seu SEO para os robôs. Observe como nosso blog pode melhorar e muito seu desempenho no quesito velocidade.

Custom Search – Pesquisa personalizada

Use esta ferramenta para criar seu próprio buscador. Ela gera um código que você pode inserir no seu site depois. Você pode gerar um buscador que procura apenas páginas dentro do seu domínio ou até mesmo tentar faturar uns trocados com o AdSense for Search.

Métricas para serem acompanhadas mensalmente

Ufa! Agora que você conhece todos os menus e submenus do Google Search Console, chegou a hora de fazer uma preleção. O que é realmente importante?

Tudo vai depender do plano de marketing, dos objetivos do momento, e da atual situação do seu site. Se ele estiver com problemas de saúde – como malware, conteúdo duplicado e páginas geradas automaticamente – é evidente que saná-los é a única prioridade.

Um site fundamentado em conteúdo (atrair visitantes e anúncios) funciona de forma diferente daquele que busca vender produtos. E a cada mês – com eventos, promoções, concursos, campanhas de crowdfunding, lançamentos – tudo pode mudar. De uma forma ou de outra, preste sempre atenção nas seguintes seis métricas:

1. Search Queries

Como está o volume de buscas por palavras-chave que seu site oferece, e como estão os cliques? Seu site aparece de forma frequente (impressões) e interessante (CTR) no Google? Quais palavraschave estão levando tráfego para seu site?

2. HTML Improvements

Você tem feito todo o possível para não haver problemas com o design do seu site?

3. Index Status

Suas páginas estão sendo indexadas pelo Google de forma estável?

4. Content Keywords

Quais palavras-chave o Google associa ao conteúdo do seu site? A lista está melhor do que no mês passado?

5. Crawl Errors

Os robôs do Google estão tendo dificuldade onde não deveriam?

6. PageSpeed Insights

Você tem conseguido entregar um site que carrega mais rápido do que no mês anterior?

Existem muitas outras métricas importantes para acompanhar – mas boa parte delas só pode ser vista em ferramentas como Google Analytics ou HubSpot. Isso fica para nosso próximo artigo, combinado?

BÔNUS: vídeo

Ainda tem alguma dúvida? Preparamos um vídeo incrível para você entender a ferramenta:

Conclusão

O Google Search Console é uma ferramenta relativamente fácil de usar mesmo para usuários iniciantes, embora contenha também ferramentas avançadas. Um de seus maiores méritos é detectar problemas automaticamente – mesmo que você não consiga resolvê-los, o diagnóstico já está feito e você pode entregar a um webmaster informações em uma planilha gerada automaticamente, por exemplo. Além disso, o SC ainda não entrou no lance do “(not provided)” e fornece algumas informações fiéis sobre search queries que você não encontra no Analytics. E ainda por cima é de graça.

Vale a pena explorar o Search Console e aos poucos aprender na prática a usar cada ferramenta para melhorar o desempenho do seu site. Bom trabalho!

 

 
Autor(a)

Escrito por: Renato Mesquita Jornalista apaixonado por Marketing de Conteúdo, futebol americano e paçoca.



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