Guia de Estilo

Quer fazer um guia de estilo para a sua empresa? Contamos, passo a passo, como fizemos o nosso

Se sua empresa tem um blog, site, mídias sociais (ou qualquer outro canal) chega um momento em que você precisa definir, com clareza, qual linguagem será utilizada em cada um deles.

Especialmente se você lida com diversos produtores de conteúdo — quanto mais pessoas entrarem em contato com seu conteúdo, maior a chance de surgirem inconsistências de linguagem.

É aí que entra o papel do guia de estilo: ele é um documento que padroniza a linguagem e tom de voz da sua empresa, garantindo que ela seja adotada da maneira correta nos seus canais de comunicação.

“Nossa, mas será que eu realmente preciso fazer um guia de estilo? Isso não seria perda de tempo?”

Obviamente essa é uma decisão da sua empresa. Um guia de estilo pode ser longo, complicado de fazer e levará tempo e dedicação da sua equipe.

Mas será que não vale a pena fazer esse investimento e otimizar seu tempo no futuro? Afinal, sem um manual de boas práticas de linguagem e escrita, você demorará bastante tempo corrigindo todos os conteúdos que passam por você e garantindo que eles estejam adequados à proposta da sua empresa.

Por isso, neste conteúdo, vamos explicar o processo de produção do nosso próprio guia de estilo e daremos dicas para você construir um para a sua empresa.

Vamos lá?

Coisas para saber antes de começar

Antes de começarmos, é importante que você defina o que quer abordar no seu guia de estilo. Nós escolhemos por fazer um guia mais completo, explicando com detalhes a linguagem e tom de voz de cada um de nossos canais, mas isso não quer dizer que você precisa fazer a mesma coisa no seu.

O guia de estilo do MailChimp (que nos inspirou muito na produção do nosso!), por exemplo, é bem mais sucinto: eles escolheram abordar apenas padrões textuais.

No nosso caso, como temos muitos canais, muitas pessoas envolvidas e muito conteúdo sendo produzido em todos eles, para nós é essencial falar das boas práticas não apenas textuais, mas também imagéticas, de cada um deles.

Porém, é importante ter em mente que seu guia PRECISA conter:

  • Tom de voz da sua marca
  • Linguagem
  • Detalhes e definições de como utilizar certos termos (nós decidimos, por exemplo, que escrevemos email assim, sem hífen).

Estrutura de um guia de estilo

Como estruturar o seu guia de estilo? Aqui, vamos mostrar como estruturamos o nosso e como você pode estruturar o seu. Lembre-se de que o que vamos colocar aqui são sugestões, não regras.

Adapte-as de acordo com as necessidades da sua empresa 🙂

Seção 1: Tom e Voz da empresa

Essa deve ser a seção introdutória do seu guia. Nela, é importante falar sobre suas escolhas emocionais de linguagem.

Quem você quer ser

Quem sua empresa quer ser? O que ela quer passar para as pessoas que entram em contato com qualquer conteúdo da sua marca? Aqui, nós fizemos a decisão de que queremos ser autoridade e referência quando se fala de Marketing de Conteúdo no Brasil e educar sem enrolações.

Isso já diz muito para alguém que vai ler os nossos textos ou escrever para os nossos blogs. Queremos educar sendo objetivos e diretos ao ponto.

Definir estilos gerais de tom e voz

Na seção 1, também é interessante definir os estilos gerais de tom e voz. Os valores da sua empresa podem guiar muito você na produção dessa parte. Veja as nossas definições como exemplo:

A voz da Rock Content

Nossa voz é empolgada, amigável, informal e objetiva. Nós somos:

  • Informais, sem perder a autoridade;
  • Divertidos, sem perder a objetividade, seriedade e profissionalismo;
  • Didáticos! Adoramos ensinar;
  • Confiantes, mas não arrogantes;
  • Amigáveis, sem ultrapassar os limites do bom senso;
  • Provocativos, querendo levar o leitor a tomar um próximo passo;
  • Claros como a água (David Allen estaria orgulhoso!);
  • Sempre abertos a novas sugestões.

Seja objetivo na definição do seu tom de voz! Não expanda muito. Pense que, se seu guia de estilo for longo, poucas pessoas lerão tudo até o final, mas o tom de voz é essencial que seja lido por qualquer pessoa que for produzir conteúdo para a sua empresa, então seja breve.

Seção 2: Detalhamento por canais

Seção 2! É aqui que as coisas podem ficar um pouco mais complicadas, caso você tenha muitos canais (como é o nosso caso). Porém, independente da quantidade de canais importantes que você possui, é legal seguir a seguinte estrutura para apresentá-los no seu guia de estilo:

O que é o canal

Explique o que é o canal e qual é a sua principal função. Se for um blog, por exemplo, fale sobre o objetivo dos conteúdos do blog.

Tipos de conteúdo

Incluir os tipos de conteúdo é opcional, porém extremamente interessante, caso você tenha freelancers produzindo conteúdo para você, por exemplo.

Com os tipos de conteúdo detalhados no seu guia de estilo, eles conseguirão visualizar com mais clareza o objetivo de cada pauta ou projeto que estão trabalhando.

Boas práticas

As boas práticas não podem faltar! Nessa parte, dê dicas de produção de conteúdo. Por exemplo: o redator deve usar parágrafos curtos? Como ele deve incluir links no texto?

E o uso de imagens, quais padrões deve seguir? Pense com calma no que é essencial em um conteúdo da sua empresa e inclua tudo nas boas práticas do seu guia de estilo.

Não esqueça de nada importante, hein?

Como fizemos no nosso guia de estilo

A parte de canais, provavelmente, será a mais extensa do seu guia de estilo. Nós optamos por estruturá-la da seguinte forma:

guia de estilo

Detalhamos, primeiro, a linguagem e características dos nossos três blogs. Depois disso, falamos sobre os nossos canais de mídias sociais e passamos rapidamente sobre nossos outros canais (como a Universidade Rock Content ou o Rock Jobs).

Seção 3: Outras coisas importantes

A seção 3, “outras coisas importantes”, é completamente opcional! Só para você entender melhor o que colocar nesta seção, isso é o que escolhemos colocar no nosso guia de estilo:

guia de estilo

Decidimos falar sobre a linguagem das nossas ofertas, emails, landing pages e oferecer alguns detalhes sobre como conversar com nossos leads.

Isso tudo é muito importante para os nossos funcionários e parceiros de co-marketing entenderem como funciona a mecânica da comunicação do nosso processo de geração de leads.  

Também decidimos inserir:

  • Elementos Web;
  • Manual da marca;
  • Dicionário de termos mais usados no nosso dia a dia.

Percebemos que, ao ter o uso de marca, elementos web e termos mais importantes registrados, muito tempo é salvo e otimizado ao conversar com potenciais parceiros que precisam utilizar nossa identidade visual ou até clientes que querem entender os termos que usamos em nossas conversas.

Ah, não se esqueça: independente de decidir ou não incluir a seção 3 no seu guia de estilo, não se esqueça de fazer uma breve conclusão sobre tudo que você escolheu inserir nele, tudo bem?

Outros guias de estilo para servir de inspiração

Cada empresa tem seu próprio estilo (óbvio!) ao fazer seu guia. Por isso, antes de fazer o seu, é bacana que você reúna o máximo possível de referências para entender como cada marca escolheu registrar sua linguagem e tom de voz.

Aqui na Rock Content nós usamos os seguintes guias como referência:

Onde usar o seu guia de estilo?

Criar o seu guia de estilo não garante que as pessoas lerão o que você colocou ali.

Mas não custa nada tentar, não é mesmo? Divulgue seu guia entre seus colaboradores, parceiros, freelancers e clientes (se assim achar necessário). Lembre-se de usá-lo sempre que qualquer dúvida sobre sua linguagem surgir 🙂

Não se esqueça de ler o nosso guia de estilo, hein? E nos conte o que você achou sobre ele! Você também pretende criar ou já tem um guia de estilo na sua empresa? Vamos conversar!