marketing digital para pequenas empresas

Guia prático de marketing digital para pequenas empresas



Os proprietários de pequenas empresas enfrentam uma situação bem especial na gestão do negócio: já que a equipe é enxuta, você precisa se envolver em todas as atividades da empresa.

Todas mesmo. Inclusive, é claro, o marketing.

Por isso, estes pequenos empresários – como você – precisam de informação completa e confiável sobre vários assuntos.

E é isso que nós queremos trazer com esse guia. Ele vai ser o seu material de referência para entender melhor os conceitos e a prática do marketing digital.

Vamos falar sobre as principais estratégias e sobre ferramentas que você precisa conhecer. Para completar, você verá exemplos de como aplicar todo este conhecimento à sua pequena empresa e mensurar os resultados.

Está preparado?

Estratégias

O marketing digital é composto de diferentes estratégias, que utilizam seus próprios recursos e técnicas para atingir objetivos distintos. É importante que você conheça ao menos as quatro principais.

Blogging

Você já ouviu falar em Marketing de Conteúdo? Aqui no nosso blog, esse é uma ferramenta muito importante — como você pode ver no próprio nome do domínio!—, e nós acreditamos que é uma forma poderosa de aumentar suas vendas.

Por que estamos falando sobre isso? Bem, os blogs são a ferramenta principal para desenvolver uma estratégia de Marketing de Conteúdo.

Através de um blog, você pode criar conteúdo atualizado e relevantes de maneira consistente ao longo do tempo e, assim, conquistar novos clientes.

O blog não é a mesma coisa que o website da sua empresa, embora eles possam ser integrados.

Até mesmo visualmente, ele é um pouco diferente de um website, pois precisa facilitar a navegação do visitante entre os diversos conteúdos que você publicar.

Quando você trabalha com um blog, é importante pensar na frequência com que vai publicar novos conteúdos. Um blog que é pouco atualizado, ou que não é atualizado regularmente, vai perder visibilidade, visitantes e inscritos.

Por isso, é importante que você crie um calendário para organizar as atualizações do seu blog. Esse é o seu calendário editorial.

Então, quantas vezes por mês você deve atualizar o blog de sua empresa?

Pesquisas já demonstraram que as pequenas empresas conseguem um grande aumento no tráfego—ou seja, no número de visitantes—ao publicar 11 conteúdos ou mais por mês. Isso é o equivalente a, pelo menos, um novo conteúdo a cada três dias.

E o mais interessante é que, embora publicar conteúdo novo seja muito importante, é o conteúdo antigo que vai gerar mais tráfego e leads (ou “prospectos”) para sua empresa.

Conforme um post fica mais antigo, ele ganha mais “reputação” e atrai mais visitantes interessados.

Posts novos não são o seu maior trunfo no Marketing de Conteúdo—mas, conforme o tempo passa, eles se tornam mais importantes para o sucesso do seu blog.

Cuidado com os principais erros que as pequenas empresas cometem ao criar um blog!

Um dos erros mais comuns é não planejar o conteúdo em alinhamento com os objetivos da empresa.

Se o blog é uma ferramenta para ajudar o negócio a obter bons resultados, então ele precisa ser desenvolvido levando em consideração a estratégia, as circunstâncias e as necessidades do negócio.

Isso vale para cada novo conteúdo a ser publicado.

Por isso, é importante que haja comunicação entre as pessoas responsáveis por desenvolver o blog e o restante da sua empresa. Procurem identificar quais são os assuntos e as perguntas que geram mais interesse entre os seus clientes. Esse é um bom ponto de partida para encontrar temas para os conteúdos.

Outro erro que empresas cometem ao criar um blog é a maneira como o conteúdo é escrito. Lembre-se de que seus leitores e clientes são pessoas em busca de informações. Eles não são parte de um comitê, julgando um artigo científico!

Por isso, sua escrita não precisa (e, na maioria dos casos, nem deve) ser excessivamente formal ou técnica.

Quando você deixa seus conteúdos muito “duros” na forma, você perde um dos pontos mais positivos do blog, que é o potencial para criar uma relação mais próxima entre sua empresa e os clientes.

Em vez disso, a melhor maneira de escrever é simplesmente da maneira como você fala. Mas, é claro, sem erros de português!

E-mail marketing

O e-mail é a forma de comunicação mais usada atualmente, até mesmo entre empresas e seus clientes.

Então, o que é e-mail marketing? Bem, qualquer campanha em que uma mensagem é enviada a vários contatos, tentando promover reconhecimento de marca, promover um produto ou fidelizar os clientes, pode ser considerada e-mail marketing.

Perceba que esses podem ser objetivos de médio ou longo prazo, já que uma campanha de e-mail marketing é frequentemente composta de vários passos. A curto prazo, o e-mail marketing é mais uma forma de se manter em contato com seus clientes.

Embora também seja um tipo de conteúdo, o e-mail marketing traz suas próprias preocupações. Por exemplo, neste caso, o campo “Assunto” é muito importante, porque ele é o primeiro fator que determina se os clientes vão—ou não – abrir seu e-mail.

Além disso, ao contrário do que acontece com o conteúdo de um blog, o e-mail marketing traz melhores resultados quando é mais curto, conciso.

Preste atenção aos principais erros que as empresas cometem em suas campanhas de e-mail marketing!

Um dos piores erros é não obter permissão do lead para incluí-lo na sua lista de e-mail marketing.

Por exemplo, se você pegou o contato de um cliente durante uma venda, isso não significa que ele está te dando permissão para incluí-lo na sua lista.

É por isso que a maioria dos sites de e-commerce colocam, na tela do cadastro do cliente, uma opção especificamente para que a pessoa diga se aceita (ou não) receber e-mails.

Quando você inclui contatos na sua lista sem permissão, além de criar uma imagem negativa para sua empresa, ainda tem alta probabilidade de perder muitos inscritos.

Ou seja, você vai ter todo o trabalho de criar uma campanha, simplesmente para obter, como resultado, a insatisfação dos leads e a “canibalização” da sua lista.

O segundo erro, porém, é praticamente o oposto. Ele acontece quando você não coloca, no seu website, oportunidades bem claras para que o visitante possa se inscrever na sua lista. Novamente, vale a pena repetir.

Essas oportunidades têm que ser bem claras! Aquela caixinha discreta no fundo da página, com um botão de “Inscreva-se na nossa newsletter” que quase não dá para ver…. Isso não vai funcionar.

Pense nos pop-ups que a maioria dos websites mostram quando você passa algum tempo na página. Se o visitante gastou cinco ou dez minutos vendo seu conteúdo, há boas chances de que ele queira saber mais, e essa é a melhor oportunidade para incluí-lo na sua lista.

Social

E, por social, nós estamos falando – é claro – de redes sociais e mídias sociais. Aliás, existe uma pequena diferença entre esses dois termos, você sabia?

Redes sociais são voltadas para a criação de uma conexão entre pessoas, ou empresas. Já as mídias sociais são focadas no compartilhamento de conteúdo em diversas formas, como texto, imagens, vídeos e áudios.

A distinção nem sempre é muito clara, já que muitas redes sociais incorporam, cada vez mais, ferramentas para o compartilhamento de conteúdo.

Dentro do universo do Marketing Digital, as mídias (e redes) sociais são a estratégia que causa mais dúvidas nos gestores e empreendedores.

O motivo é que estamos acostumados a usá-las como pessoas, mas não sabemos como usá-las enquanto empresa, mantendo uma imagem de confiabilidade e autoridade ao mesmo tempo em que nos aproximamos dos consumidores.

Felizmente, existem alguns “fatores de sucesso” para incorporar o Social à sua estratégia de Marketing Digital.

Estes fatores são:

  • Estabelecimento de objetivos;
  • Criação de um plano;
  • Definição dos conteúdos e das técnicas para engajamento;
  • Atualização constante;
  • Ouvir e gerenciar feedback ativamente.

Não vamos falar muito sobre os dois primeiros fatores agora, mas alguns pontos dos demais merecem atenção.

A definição dos conteúdos é um pouco diferente do que acontece no caso do blog e do e-mail marketing porque, no caso das mídias sociais, o engajamento é muito mais importante.

O que isso significa? Basicamente, que você quer um retorno das pessoas em relação ao conteúdo publicado, seja na forma de comentários, curtidas, compartilhamentos.

O objetivo da mídia social é criar o que chamamos de “buzz”, um burburinho, com toda a sua audiência comentando e espalhando seu conteúdo – como acontece com uma boa fofoca.

Para atingir este objetivo, é preciso de técnicas específicas, que vão desde a escolha do melhor horário para publicar um conteúdo até o uso estratégico de certas palavras ou imagens.

Otimização constante, outro fator de sucesso para o marketing digital nas mídias sociais, está relacionado a aprender com as melhores práticas.

Muito do que é feito nessa área acontece na base da tentativa e erro, porque cada persona responde melhor a um determinado conjunto de fatores que é único.

Deu certo? Então replique! Mas lembre-se de que até mesmo entre diferentes mídias sociais – como Facebook, Twitter, Instagram ou Snapchat – as melhores práticas vão ser diferentes.

E o foco em ouvir, o último fator de sucesso, talvez seja o mais importante. Muitas empresas cometem um erro, tratando as mídias sociais como uma via de mão única.

Uma forma de enviar conteúdo à sua audiência. Mas os seus clientes também estão lá, publicando e divulgando opiniões, o tempo todo.

No meio de tudo o que eles falam, pode haver importantes críticas (positivas ou negativas) à sua empresa.

Críticas, aliás, que você deve usar para melhorar seu atendimento, seu produto, sua estratégia de marketing.

Por isso, monitorar as mídias sociais, identificar estes feedbacks e responder a eles é absolutamente indispensável.

Ads

Finalmente, chegamos ao último item entre as quatro principais estratégias de marketing digital. E talvez você olhe para este item e pense “Ah, disso eu entendo”, porque ele nos faz lembrar de um equivalente no marketing tradicional.

Mas não se engane! Existem diferenças importantes entre os anúncios que você faz em uma revista, jornal ou TV e os Ads, os anúncios virtuais.

Os Ads, muitas vezes também chamados de “links patrocinados”, são anúncios que você pode fazer em diferentes plataformas online.

Os mais usados atualmente são Google Adwords e Facebook Ads, embora também haja versões similares, por exemplo, no Twitter e LinkedIn.

Porque esses Ads são diferentes dos anúncios tradicionais? Bem, em primeiro lugar, porque seu principal propósito não é vender. Em vez disso, eles servem como catalisadores de tráfego, levando pessoas até o seu site.

Para isso, os Ads não precisam falar nada sobre o seu produto! Você pode criar Ads promovendo os seus conteúdos mais visitados. Isso vai atrair várias pessoas que podem ou não ter qualquer potencial de compra.

Mas você não tem que se preocupar com isso. Lembre-se de que, depois que os Ads levarem essas pessoas até o seu website, o funil de vendas vai cuidar de filtrar os leads mais qualificados.

Outro ponto interessante que é bem específico dos Ads é o fato de que você pode fazer uma pré-filtragem de quem vai visualizá-los.

Quando você está criando a campanha, você pode determinar fatores como idade, sexo, localização e até interesses. A profundidade dessa filtragem vai depender um pouco da plataforma que você está usando para criar os Ads.

Vale a pena explicar que, em muitos casos, o anúncio é pago a cada mil visualizações. Por esse motivo, direcionar bem quem vai visualizar seus Ads é uma forma de obter melhor custo-benefício.

Finalmente, também temos que falar sobre palavras-chave.

Esse conceito, na verdade, é útil em todo o Marketing de Conteúdo – por exemplo, para quem utiliza um blog, é indispensável entendê-lo bem.

Palavras-chave são termos relacionados a um certo assunto; uma pessoa pesquisando sobre este assunto na internet pode usar esses termos.

Quando uma pessoa busca “como aprender espanhol”, e o seu conteúdo apresenta a frase “como usar espanhol”, as chances de que essa pessoa chegue ao seu website aumentam. É claro que muitos fatores interferem, como:

  • A quantidade de vezes que o seu conteúdo traz a palavra-chave
  • O posicionamento da palavra-chave ao longo do conteúdo
  • O tamanho e qualidade do seu conteúdo
  • A concorrência de outros sites pela mesma palavra-chave

Por que estamos falando sobre isso? Bem, acontece os Ads são a melhor maneira de vencer a concorrência por uma palavra-chave. Os Ads são apresentados no topo da página de resultados, ou seja, são vistos primeiro.

Se o seu conteúdo tem muita concorrência nas buscas do Google, criar uma campanha de Ads vai permitir que você apareça primeiro nas buscas, mesmo enquanto seu website ainda não tem um posicionamento orgânico muito alto.

Assim, você gera mais tráfego – o que, com o tempo, aumenta seu ranking. Por isso, o uso de Ads pode ser uma estratégia temporária muito eficiente para o SEO do seu website.

Ferramentas

Agora que nós falamos sobre as quatro principais estratégias de marketing digital, você já tem um pouco mais de conhecimento teórico sobre como isso funciona. Que tal levarmos esse guia para uma “pegada” mais prática?

Vamos apresentar as principais ferramentas de marketing digital disponíveis no mercado, as mais usadas. Sua tarefa é explorar essas ferramentas para se familiarizar com cada uma delas.

WordPress

O WordPress é a plataforma de blog mais usada no mundo. Muitas pessoas confundem, no começo, o WordPress.com e o WordPress.org.

A principal diferença entre eles é que o WordPress.com oferece hospedagem própria e não exige nenhuma habilidade específica. A instalação é muito simples e ele traz várias opções de templates prontos. Existem planos básicos gratuitos e planos profissionais pagos.

Enquanto isso, o WordPress.org não oferece a hospedagem e você precisa montar seu blog a partir do zero. Mas sua vantagem é que a oferta de temas é muito maior, já que desenvolvedores do mundo inteiro trabalham com o WordPress.org.

Por isso, se você quiser algo mais profissional e personalizado, sua empresa precisa trabalhar com o WordPress.org.

MailChimp

Existem várias ferramentas de e-mail marketing, mas o MailChimp continua sendo o serviço mais usado. Especialmente para as pequenas empresas, ele é uma alternativa muito interessante.

Com todas as suas funcionalidades, ele oferece planos bem acessíveis. Se você tiver uma lista com até 2 mil contatos, e enviar no máximo 12 mil e-mails por mês, pode começar a usá-lo gratuitamente.

Com o MailChimp, você pode criar campanhas de e-mail marketing usando modelos prontos ou um editor simples, do tipo “clique e arraste”. Ele cria vários relatórios, permitindo que você entenda, por exemplo, quais são as taxas de abertura e cliques nos seus e-mails.

E o melhor é que você consegue integrar o MailChimp com seu website ou blog. Assim, sempre que alguém se inscrever para receber suas mensagens, o contato é automaticamente adicionado à sua lista.

Google Adwords: Keyword Tools

Nós falamos um pouco sobre palavras-chave neste guia. Se você estiver curioso para aprender mais na prática, precisa usar as ferramentas de Keywords (palavras-chave, em Inglês) do Google Adwords.

Nesse site, você consegue testar diferentes palavras-chave para saber qual é a quantidade de buscas e o nível de concorrência. O próprio Google também sugere outros termos relacionados. Ainda é possível descobrir qual seria o custo para criar uma campanha de Ads com a palavra-chave que você quiser.

No final, salve suas buscas e use-as para criar campanhas no futuro.

Como mensurar

Você sabe por que muitas empresas ainda não querem investir em Marketing Digital? Bem, acredite ou não, o motivo é uma falsa crença de que você não consegue mensurar o Retorno Sobre Investimento (ROI). Ou seja, muitos gestores acreditam que não é possível saber com certeza se os investimentos em Marketing Digital estão dando resultados.

No entanto, existem ferramentas desenvolvidas especificamente para determinar se uma estratégia de Marketing Digital está tendo sucesso ou não. Conforme os resultados mensurados, é possível ajustar o curso ou até mesmo abandonar a estratégia. Um exemplo destas ferramentas é o Google Analytics.

Com o Google Analytics, você consegue acompanhar informações detalhadas, como:

  • O volume de visitas por dia no seu website
  • Os tipos e origens de tráfego
  • O tempo que as pessoas passam no website
  • O número de visitantes ativos a qualquer momento

Estes são apenas alguns exemplos de relatórios padrão, mas você pode criar vários outros relatórios personalizados. O melhor de tudo é que o Google Analytics é bem fácil de usar. Basta fazer login com uma conta Google e inscrever-se. Então, você deve copiar o código que será fornecido e colocá-lo no código-fonte do seu website. Pronto!

O Google Analytics é tão completo que permite acompanhar, além do desempenho do seu website, também as redes sociais, a publicidade, a conversão em vendas e até o impacto dos dispositivos móveis na sua estratégia de marketing digital. Se você quiser aprender a aproveitar todos estes recursos, confira nosso Guia de Analytics!

Além do Google Analytics, que já é uma ferramenta bem consolidada para que os profissionais de marketing possam mensurar resultados, temos uma outra dica. É quase um segredo, pois ainda está em versão Beta, ou seja, em testes.

Trata-se do Google Data Studio, que permite criar relatórios mais fáceis e agradáveis de ler, com infográficos muito bonitos. Você pode saber mais sobre esta nova ferramenta lendo nosso artigo completo sobre o Google Data Studio.

Conclusão

Neste guia, você aprendeu mais sobre as quatro estratégias fundamentais do Marketing Digital para pequenas empresas: blogging, e-mail marketing, social e Ads.

Discutimos conceitos, melhores práticas e também os erros que você precisa evitar. Apresentamos três ferramentas básicas, muito usadas para desenvolver essas estratégias. E ainda falamos sobre como mensurar seus resultados.

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Autor(a)

Escrito por: Renato Mesquita Jornalista apaixonado por Marketing de Conteúdo, futebol americano e paçoca.



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