homem conectado vendo vídeos de marketing viral

Marketing Viral: tudo que você precisa saber sobre o assunto

Já reparou como algumas propagandas se popularizam de forma assustadora?

Principalmente quem faz uso das redes sociais acaba vendo conteúdos que são compartilhados, curtidos e que, de certa forma, grudam na cabeça, seja pelo uso de uma piada, de uma música, frase de efeito ou até misturando duas ou mais dessas coisas.

E, acredite, não é por simples coincidência que isso acontece.

Na verdade, há um forte planejamento que envolve todo o processo para que ele aconteça.

É o famoso Marketing Viral.

Tudo bem, o nome pode remeter a algo pouco desejável – afinal, quem quer um vírus em sua vida? – mas vamos provar hoje, nesse artigo, que esse vírus em particular é uma exceção à regra, sendo cobiçado pelas marcas e profissionais de marketing mais poderosos do mundo.

Então, que tal diminuir a sua imunidade ao vírus desse tipo de marketing, para poder aprender tudo o que você precisa para fazer uma campanha memorável e que se popularize de forma assustadora? É só seguir a leitura!

Índice: Tudo o que você vai aprender nesse post!

O que é marketing viral

pessoal vendo marketing viral

Antes de mais nada, vamos entender de forma de-fi-ni-ti-va o que é marketing viral.

Na verdade é todo material de cunho publicitário cuja estratégia envolve o encorajamento para que as pessoas passem essa mensagem adiante.

Ainda não entendeu? Sem problemas, é complicado mesmo. Vamos exemplificar com um dos cases mais clássicos do universo da internet: o Hotmail.

Afinal, quem nunca ouviu falar desse serviço de e-mail gratuito?

Ele é tão popular que não é incomum ver nomes, no mínimo, muito esquisitos de usuários. Afinal, é preciso ter uma identidade única e com milhões de usuários, fica muito difícil (!!!!) existir nomes simples que ainda estejam disponíveis.

Só que quando tudo isso começou?

“Get your private, free email at http://www.hotmail.com”.

Com uma única frase, um convite feito no rodapé de cada mensagem enviada.

Bom, vamos imaginar que você não tem – ou não está satisfeito com o seu serviço atual de emails. O convite é tentador, não? Agora imagina que uma pessoa envia dez mensagens por dia.

Dez novos clientes em potencial. Se apenas dois morderem a isca, já temos mais duas contas @hotmail.com enviando também dez emails por dia, com convites no rodapé… e assim o ciclo aumenta.

Só que não basta fazer um convite.

Afinal, o público espera algo de qualidade para que ele se sinta tentado a fazer parte do ciclo.

Então, marketing viral só funciona quando o produto ou serviço atende às expectativas. E mais do que de graça, ou pago, é preciso que o público-alvo perceba o valor do que é oferecido pela marca como algo de interesse para o seu investimento (dinheiro, tempo etc.).

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Por que você deveria investir em marketing viral?

Então por que a sua marca deveria investir no marketing viral?

Oras, a resposta é simples!

A partir do momento em que se conquista o status viral para a sua ação ou campanha, as chances de popularização do seu produto/serviço crescem exponencialmente.

E a reboque vêm também as oportunidades de aumentar as suas vendas e conquistar novos clientes.

É bom deixar claro: nem todas as suas campanhas vão viralizar, mas a partir dessa busca por formatos e conteúdos que fomentem a vontade no público de passar adiante a sua mensagem de marketing, você já vai ajudar – e muito! – na conquista de mercado.

E se vamos falar sobre a importância desse investimento, é preciso entender o que ele tem de tão especial.

Já reparou como o nosso mercado deixou de ter barreiras? A pequena loja situada no interior do estado pode vender para qualquer lugar do país e do mundo.

E essa facilidade faz com que todas as empresas tenham que lutar para conseguir o seu espaço, fortalecer a sua marca, já que a competição é feroz, envolvendo grandes e pequenos.

Sabe aquele momento de olhar na prateleira e ficar angustiado com o número de diferentes marcas para um mesmo produto?

O marketing viral faz com que a sua empresa consiga o destaque entre os demais, criando laços com o público-alvo que o ajudem na hora de escolher a sua marca entre todas as disponíveis.

Quer um exemplo que marcou – e ainda marca – a mente de muitas pessoas? Olhe o vídeo abaixo:

A versão é em inglês, mas fica impossível não reconhecer…

A bebida energética apostou em propagandas com animação de linhas simples (bem próximas às charges do New Yorker e da Playboy), com piadas com sacadas voltadas, de alguma forma, ao público adulto e seu universo, ligando especificamente a necessidade e o desejo que podem ser respondidos – mesmo que apenas na ficção – ao se ingerir a bebida que “te dá asas”.

Ao ver o produto nas prateleiras, é esperado que o possível cliente olhe para o produto, lembre do vídeo, sorria ao lembrar da piada e da frase de efeito e acaba querendo também ter asas para enfrentar o seu dia – ou noite com mais disposição.

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Como fazer marketing viral: as 8 melhores dicas

marketing viral no celular

Então, vamos botar a mão na massa e criar um marketing viral?

Calma, não vamos apenas lançar o desafio e te colocar no fogo para cumprir, sozinho, essa grandiosa tarefa.

Separamos cinco dicas preciosas para você não fazer feio:

1. Focar no ciclo de vendas do seu produto ou serviço

A pior propaganda é aquela que não vende a realidade.

E não estamos falando aqui de utilizar recursos lúdicos e metáforas, mas da verdade nua e crua sobre o que sua empresa oferece.

Investir em marketing significa potencializar tudo de bom que o seu produto ou serviço tem para oferecer ao público, respondendo as suas necessidades e desejos de forma direta.

Quer um exemplo bem básico?

Se você vende um carro e faz uma campanha com um veículo de cor vermelha, é de se esperar que essa cor exista para ser vendida, certo? Porque se não for o caso, o consumidor vai se sentir, no mínimo, lesado ao ver que aquilo que foi alardeado só existe ali, na propaganda.

E também não adianta propor uma venda se a empresa não vai conseguir atender à demanda, impedindo o acesso àquilo que ele deseja consumir. Portanto, atenção à distribuição!

E, por fim, as suas equipes de atendimento e vendas devem estar mais do que prontas a atender os clientes, resolver dúvidas e saber todas as funcionalidades do que vai ser vendido.

Isso além daquelas regras básicas de bom atendimento, como educação, cordialidade e respeito.

2. Fazer algo de fácil absorção e repasse

Não dificulte o acesso ao seu material.

Aqui não é o momento de criar formulários para a conquista de leads. Na verdade, quanto mais fácil a visualização e repasse dessa mensagem, melhor!

É exatamente por isso que muitos investem na criação de materiais audiovisuais, que já são de mais fácil absorção por parte do público em diversas mídias populares, entre TV e internet, bem como acaba servindo de base para a produção de outros materiais (áudios para rádios, propagandas para revistas e jornais).

Aliás, o investimento pesado em vídeo também cresce também por conta do crescente uso de dispositivos móveis (smartphones e tablets).

Acaba sendo muito mais fácil baixar materiais nesse formato para a visualização do que peças gráficas que exigem um espaço maior para a leitura e o entendimento.

3. Produzir algo inesperado

Não basta fazer uma boa tirada com humor. É preciso que ele seja inesperado, ou seja, que ele ofereça ao público algo que ele não tem nem ideia de que vai acontecer – mas que seja, de alguma forma, muito bem-vindo.

Uma risada, um depoimento, uma visão diferente sobre algo já conhecido. O objetivo é surpreender.

E isso dá trabalho, não se engane.

É preciso sair dos padrões que normalmente iriam nortear suas campanhas de marketing para poder surpreender.

Quer um exemplo delicioso? A cervejaria belga Stella Artois, que vem conquistando o paladar brasileiro, criou a série de propagandas “Receber é uma arte”:

Assim, a cerveja, nesse caso, fugiu à regra das mulheres com pouca roupa para se tornar um elemento para a confraternização e de uma ótima recepção para os amigos.

Tudo com muita finesse. E basta olhar o canal da empresa no Youtube para ver que o investimento tem rendido uma verdadeira série de vídeos que fortalecem a imagem da marca junto a um público que não aprecia – somente – futebol e cerveja, para querer conquistar adeptos de outras áreas correlatas, porém muito pouco desenvolvidas, como a gastronomia.

4. Utilizar canais de massa

Aliás, quando falamos acima da campanha da Stella Artois, você provavelmente nem percebeu a facilidade com que teve acesso ao conteúdo da empresa, a apenas um ou dois cliques de distância.

Só que isso é fundamental.

O Youtube se tornou um queridinho exatamente por permitir às massas a visualização fácil de material.

E, mais importante ainda, ele tem botões fantásticos, logo abaixo da tela que fazem com que você possa compartilhar esse material diretamente no seu perfil nas principais redes sociais (Facebook, Twitter, Google+, LinkedIn, hi5…), além de poder curtir e comentar dentro da própria página do Youtube.

A utilização de canais em massa é um ponto decisivo para quem deseja fazer o marketing viral.

Falamos anteriormente que é preciso que suas campanhas sejam de fácil acesso e aqui as redes sociais vêm como uma resposta quase perfeita aos anseios de uma marca.

O ‘quase’ existe exatamente pela facilidade de se multiplicar qualquer conteúdo, o que aumenta muito a concorrência.

5. Não planejar para ser viral

Essa última dica pode parecer um pouco estranha.

Como assim? Explicamos.

Nada pode garantir que uma campanha vai viralizar.

Afinal de contas, ela vai sempre depender de um fator externo e desconhecido: o público. É ele quem, no final das contas, vai decidir o que merece – em sua opinião – ser compartilhado e visto.

Alguns podem até dizer que é possível fazer isso através da compra de espaço, de perfis fake… mas não é. Forçar o viral pode até dar um empurrão inicial, mas quando ele não é abraçado pelo público, não vai adiantar de muita coisa.

Um exemplo é a propaganda de 1996 – quase vinte anos atrás – da Parmalat, com crianças vestidas de bichinhos:

Uma musiquinha simples, letra cativante, a espontaneidade e fofura dos pequenos e uma frase final  – “Tomô?” – fizeram com que a propaganda ficasse na mente das pessoas por anos a fio com uma continuação, no mínimo, inusitada:

Os bichinhos cresceram e se desenvolveram! E provaram os diversos benefícios sempre tão alardeados pelo produto.

Como planejar essa popularização das frases, das figuras que viraram fantasias de carnaval de tal forma a garantir que uma década depois fosse interessante fazer um novo comercial? Impossível calcular.

6.Ser relevante

Não importa se a sua campanha é baseada em um modismo, em assuntos populares num determinado momento ou coisas que são parte do imaginário popular. Abordar temas ou pessoas famosas não significa que o seu marketing vai viralizar.

Quer um exemplo? A atriz Susana Vieira (bastante popular pelas participações em novelas e pelo seu jeito espevitado) protagoniza duas propagandas veiculadas na televisão  para duas marcas muito distintas: enquanto o comercial feito para as Havaianas é curtido e compartilhado, o outro, para o remédio Calcitran acaba sendo ignorado pelas massas.

Mesmo que a ‘voz’ de ambas as marcas seja a mesma, o enfoque da marca de calçados é muito mais marcante e relevante – menos óbvio – do que o do remédio que ajuda a prevenir osteoporose.

Você pode até pensar que é mais fácil falar de chinelos do que remédios, mas aí a gente devolve com a questão: será que é isso mesmo ou as Havaianas conseguiram criar campanhas tão bem desenvolvidas e executadas que acabam fazendo parecer ser fácil?

7.Entender que o viral não será sobre o seu produto ou serviço

Na primeira dica nós falamos que é preciso vender em suas campanhas o que sua empresa vai oferecer na realidade. Mas isso não significa, de forma alguma, que o marketing viral é algum tipo de manual ou apresentação do seu produto ou serviço.

Na verdade, a sacada está justamente na presença da marca de uma forma natural.

Ou seja: é preciso pensar que quem está vendo a sua propaganda vai ficar tão animado com a história que está sendo contada ou com o formato adotado, que ela nem vai se dar conta (ou nem vai se importar) daquilo ser um comercial.

Isso significa apostar mais no universo das funcionalidades dos seus produtos e nas respostas que eles podem oferecer ao público. E aí a criação pode se valer de tiradas cômicas, emotivas, formatos inusitados, porque o conceito estará muito bem delineado.

8.Entender as razões pelas quais as pessoas compartilham

Nem tudo o que você vê nas suas redes sociais você curte, comenta ou compartilha. Já reparou nisso? A questão é que, mesmo sem nos darmos conta, fazemos constantemente uma seleção de material.

E a seleção, principalmente quando falamos das redes sociais, não são apenas resultados do “gosto” ou “não gosto”. É bem mais sutil.

Elas dizem respeito ao que pode emocionar, entreter e informar, não só a eles, como ao seu grupo social. É por isso que muitas vezes os materiais com sentimentos mais básicos costumam se fortalecer.

Eles são comuns a maioria esmagadora das pessoas e fica fácil para elas se enxergarem e/ou compreenderem a mensagem.

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Os maiores erros que você pode cometer no marketing viral

erros no marketing viral

Agora o que todo marketing viral tem em comum é a vontade inegável de fazer o melhor para conquistar a atenção do público!

Só que existem alguns erros dos quais você deve fugir para não jogar por terra os seus esforços. Listamos aqui os maiores para que você conheça, conserte (caso necessário) e evite. São eles:

Abordar assuntos complicados 

Infelizmente vivemos em um mundo recheado de questões sensíveis – muitas causadas por nós mesmos.

É o caso de diferenças (e intolerâncias) religiosas, fatos históricos que causam mal-estar e quaisquer outros assuntos que possam até serem transformadas em piada, mas de gosto duvidoso.

Pode até ser que ela conquiste o público desejado, mas as repercussões podem não ser as melhores para a sua marca, principalmente a curto e médio prazo.

Então, na hora de criar o seu material para uma campanha de marketing, o melhor é passar longe de temas polêmicos e apostar em assuntos um pouco menos complicados.

Isso não significa que uma empresa não deve defender causas que considere importantes, mas é fundamental ter cautela.

Aproveitar-se de situações negativas

Esse, na verdade, é um grande erro não apenas para campanhas virais, como para qualquer tipo de atitude. É preciso identificar e fugir de situações que, por mais que possam parecer, à primeira vista, uma boa ideia, acabam sendo grandes erros.

Um caso que vem ganhando muita força, principalmente com o auxílio das redes sociais, é o de campanhas sexistas que vem se perpetuando na publicidade através dos anos.

Um case que vem gerado muito buzz (e muita negatividade) é o Bic for Women. A fabricante de canetas lançou, em 2012, um modelo especificamente voltado para as mulheres. Só que o tiro saiu pela culatra.

A maioria dos internautas passou a se perguntar e fazer piadas, já que a marca acabou dando a entender que as outras canetas seriam feitas para uso dos homens. E virou uma bola de neve.

Inclusive, na versão norte-americana do site Buzzfeed, é possível ter acesso a uma compilação de resenhas criativas, engraçadas e ácidas a respeito do produto (em inglês)

Não pensar nas possíveis consequências

Bom, o case que apresentamos acima nos leva ao próximo erro a ser evitado no marketing viral. Nós imaginamos que a Bic não tenha pensado nas possíveis consequências do lançamento da caneta. Mas acabou ficando uma ótima lição para as suas campanhas: avaliar e planejar.

Outro grande case de marketing viral que se virou contra o feiticeiro foi o “Free Iced Coffee”, do Starbucks nos EUA.

Eles ofereceram aos amigos e parentes dos funcionários da cadeia café gelado grátis, para ver se atraíam mais clientes. O resultado foi: o sucesso tão estrondoso, que eles não tiveram que cancelar a promoção.

Uma ótima ideia para evitar esses tipos de erros é realizar diferentes testes com grupos de pessoas para que elas deem suas opiniões a respeito da sua campanha.

Assim, você pode diminuir as chances de que pequenos erros gerem grandes dores de cabeça.

Focar na publicidade 

Uma peça de marketing deve ter como foco principal promover a marca para aumentar as vendas, certo? Certo. E isso quer dizer que a grande estrela deve ser o logo e a mensagem de marketing, correto? Não.

Na verdade, o viral tem uma questão bem específica, no que diz respeito à forma de lidar com o próprio caráter publicitário.

Ele deve estar presente, mas não de forma direta e forte.

A aposta aqui deve ser mais na história a ser contada e como funciona a integração entre o que é oferecido (serviços e produtos).

Geralmente a sutileza se torna um aspecto-chave, o grande diferencial, algo que inclusive pode auxiliar na construção e aplicação do elemento-surpresa (sobre o qual falamos no item anterior).

Não pensar no público-alvo 

Esse é um erro que, infelizmente, acontece muito mais vezes do que gostaríamos de pensar. E quase nunca é algo que acontece de forma planejada (afinal, quem investe para perder?).

A questão de atingi-lo é o seu foco principal e, portanto, você e sua equipe não podem nunca perdê-lo de vista.

Quer uma dica maravilhosa e super simples para se colocar em prática?

Pode parecer brincadeira, mas é sério: transforme a frase “E o que isso tem a ver com o meu público?” em parceira constante.

Use notas auto-adesivas para materiais impressos, comentários em arquivos digitais… enfim, transforme esse momento para a prática de empatia em um verdadeiro mantra.

Dessa forma você sempre vai trazer para tudo o que fizer e pensar, em relação à campanha ou ação viral específica, essa visão essencial e fundamental para o sucesso do projeto de marketing.

Fazer sem ter um propósito 

Se abordamos aqui que a qualidade do material para o marketing viral é fundamental, é lógico que fazer sem ter um objetivo muito específico em mente é perda de tempo e trabalho.

O investimento precisa ser sempre embasado dentro de um planejamento estratégico, para que não se perca. Mesmo que o material seja super interessante, engraçado e cativante, ele deve servir a um propósito para a marca.

Se você se identificou com algum deles, não precisa perder a calma.

Lembre-se de que o primeiro passo para a melhoria é saber o que não está certo e buscar formas de consertar o trajeto para o futuro. Até porque nada é perfeito, mas a excelência está em buscar a melhoria constante

Achar que o marketing viral, sozinho, é suficiente

Muito cuidado com esse erro! O marketing viral é ótimo, ele populariza sua marca, te dá margem para conquistar mais leads, ampliar a clientela e fidelizar a base. Mas ele só vale a pena se for parte de um grande e contínuo esforço em diferentes frentes do marketing.

Na verdade, por melhor que seja uma campanha viral, ela é efêmera. Por isso, é preciso que ela faça parte de um plano maior de acordo com os objetivos da sua empresa.

Continue seus esforços nas redes sociais, na produção de conteúdo, nas mídias televisivas, radiofônicas…

O fundamental é pensar nas ações e campanhas como em uma engrenagem: se uma das peças for tirada ou não funcionar bem, ela acaba comprometendo todo o sistema.

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Top 9: os 9 melhores exemplos de marketing viral

Passamos, então, aos estudos de cases de sucesso. Separamos abaixo 5 grandes exemplos de marketing viral para você conhecer e se inspirar:

9º lugarA Bruxa de Blair 

Um filme de 1999 que tinha muito para ser apenas mais um terror, voltado para os apaixonados pelo gênero, que acabou se destacando através do uso esperto da filmagem em baixa qualidade e do trailer, criando um mockumentary (gíria em inglês para documentário falsos):

O filme virou sensação em um universo que começava a reconhecer o poder da internet.

Infelizmente, por conta disso, fica difícil calcular o retorno de views, cliques e compartilhamentos, mas ficam alguns números: foram por volta de 60 mil dólares para produzir o filme e 1,5 milhão de dólares ganhos no final de semana de estreia.

8º #IceBucketChallenge – O Desafio do Balde de Gelo

Uma doença sem cura rendeu uma campanha que fez com que famosos e desconhecidos postassem vídeos tomando um banho com um balde de água com gelo ou água gelada.

O Ice Bucket Challenge foi uma iniciativa da ALS Association, como forma de promover a conscientização sobre a esclerose lateral amiotrófica e incentivar doações para a pesquisa de uma cura para ela.

Tudo começou com uma postagem do jogador de beisebol Pete Frates, portador da doença, que em vídeo faz um desafio aos amigos: um banho com um balde de gelo ou uma doação para a ALS Association.

A hashtag se espalhou. Foram milhões de participantes, entre Bill Gates, Fátima Bernardes, Neymar Jr., pessoas que não apenas se dispuseram a postar seus vídeos levando um banho, mas como também doaram para a causa. O resultado? Mais de R$ 200 mil apenas para as entidades brasileiras em poucos meses.

7º lugar – #LikeAGirl 

A marca de absorvente femininos Always criou uma série de vídeos com a hashtag #LikeAGirl, fortalecendo o combate ao preconceito contra as mulheres.

O resultado: mais de 60 milhões de visualizações apenas no primeiro vídeo da série.

6º Eduardo e Mônica

A popular canção da banda Legião Urbana é daquelas que mesmo quem não participou da história do trio de Brasília sabe cantar. E essa é uma das razões pelas quais a Vivo foi tão bem sucedida com o seu vídeo (e querida homenagem) para a música, que completava na época 25 anos de lançamento.

Muita gente, no início, nem se deu conta de que o clipe fazia parte de uma ação de marketing da marca, mas, mesmo assim, se renderam na multiplicação de likes, compartilhamentos, visualizações…

Vale apontar como a inserção dos serviços foram executadas com enorme perfeição. O resultado pode ser visto aqui:

“E quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração?” – trecho da letra da música que já fez parte da playlist de muitos casais…

5º A Última Selfie

Uma das campanhas que emocionaram internautas em 2015. A ideia da WWF (World Wildlife Fund) foi simples e objetiva: usar o Snapchat para mostrar fotos de animais que correm perigo de extinção, entre o urso panda, o gorila, o urso polar e o Tigre de Bengala.

A sacada de usar o Snapchat como formato principal de divulgação para a campanha #thelastselfie foi fundamental para o seu sucesso. Nessa rede impera a captação de um momento, sem guardar para o futuro.

Nele, as imagens postadas somem em apenas 10 segundos. Ao subverter a proposta da rede, a WWF acabou mostrando – e conscientizando – como pode ser assustadoramente rápido o processo de desaparecimento de uma espécie do planeta. E, é lógico, as consequências são muito mais sérias.

Não apenas a campanha viralizou, como também acabou sendo um dos vencedores do Webby Awards de 2015.

4º lugar – Dove, Beauty Sketches 

A Dove já é conhecida entre profissionais de marketing no mundo inteiro por criar campanhas virais que emocionam até mesmo quem não é cliente da marca.

Esse vídeo em questão é o mais visto no canal oficial da Dove US, com 66 milhões de views.

O objetivo é mostrar a pressão por atingir ideais de beleza e como eles acabam por passar por cima da beleza real de cada um.

3º A Selfie – Ellen de Degeneres no Oscar

O post mais replicado no Twitter no ano de 2014 foi uma foto. Uma simples selfie, tirada com o celular, sem filtros, meio espremida, que trazia um grupo de amigos se divertindo numa festa. Até aí, nada demais, é até bem provável que você já tenha postado algumas dessas nas suas redes sociais.

Só que a foto foi postada no perfil do Twitter da atriz, comediante e apresentadora norte-americana Ellen de Degeneres (hoje, com meros 55,7 milhões de seguidores) e a ‘festinha’ era nada menos do que 86ª cerimônia de entrega do Oscar. O autor do clique foi o ator Bradley Cooper, indicado naquele ano como melhor ator coadjuvante por Trapaça (American Hustle).

Ah, como se não bastasse, o grupinho clicado era formado por: Angelina Jolie, Brad Pitt, Jared Leto, Jennifer Lawrence, Meryl Streep, Lupita Nyong’o, Channing Tatum, Kevin Spacey e o irmão de Lupita, Peter Nyong’o.

Acabou que a foto fechou o ano com 3,3 milhões de compartilhamentos, além de ter servido de material para muitos memes que varreram a internet durante aquele ano. E, é lógico, só fez somar a popularidade de Ellen, além de modernizar a imagem – um pouco empoeirada – do Oscar.

Ficou curioso? Clique aqui!

2º lugar – Love has no Labels, da AdCouncil dos EUA 

Uma campanha do conselho de publicidade dos Estados Unidos deu um show ao montar uma tela aonde pessoas ficavam atrás e compartilhavam beijos e abraços.

O público só via seus esqueletos, para serem surpreendidos ao reparar que, no fundo, todo mundo é igual.

Um tema atual defendido sem uma palavra. Fica mais uma hashtag: #LoveWins. O amor vence. Sempre.

1º lugar – Gangnam Style 

Um cantor coreano fora dos tais ‘padrões de beleza’, cantando em uma língua que muitos não conhecem, que consegue, simplesmente, mais de 2 bilhões de visualizações no Youtube.

Muitos são os artistas que postam na internet materiais de trabalho para se destacar, mas ele conseguiu o impensável e se transformou em estrela internacional.

Tudo bem, foi um daqueles casos de artista de uma só obra, mas, ainda assim, impossível não mencionar esse caso de marketing viral de uma marca que foi curtida e compartilhada à exaustão. Pode confessar, você já se pegou cantando o refrão-chiclete.

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Aprenda com os mestres: as melhores referências no assunto

Bom, agora que você já conseguiu saber o que é, como funciona, principais itens a se levar em consideração, maiores erros e um top 5 de campanhas matadoras na mais diversas áreas, é chegada a hora de abrir mais janelas no seu navegador para já começar a pesquisar por fontes de saber na área:

purple cow de seth godin

Purple Cow, livro de Seth Godin – o passo principal para poder pensar em viralizar qualquer campanha é ter uma marca memorável. E Godin vai a fundo para explicar como fazer o seu produto ou serviço se destacar.

o ponto da virada

O ponto de virada, livro de Malcolm Gladwell – fala principalmente sobre os fenômenos sociais.

unleashing the ideavirus

Unleashing the Ideavirus, livro de Seth Godin – o segundo título indicado do autor fala especificamente sobre o marketing viral. Leitura imperdível!

Viral Blog – outro blog que aborda todo o universo de marketing viral. Embora em língua inglesa, vale a pena fazer o esforço para checar as – constantes – novidades.

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Conclusão

Bom, já deu para perceber que, embora tenha um nome assustador, o conceito de marketing viral não é tão feio assim.

E quando percebemos como ele já está à nossa volta há tanto tempo, fica ainda mais fácil aceitar que essa é uma ferramenta poderosa para qualquer marca que esteja buscando o destaque e o sucesso.

Arrisque-se! O mínimo que você vai conseguir é um material matador para promover a sua marca, pronto para mostrar aos seus clientes que sua equipe busca sempre oferecer o melhor.

 
Autor(a)

Escrito por: Redator Rock Content Este artigo foi produzido por um dos mais de 5000 redatores da base da Rock Content. Quer conteúdo legal assim no seu blog? Fale com um consultor!



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