neuromarketing

Neuromarketing e Marketing de Conteúdo: o poder dessa combinação

Sabemos que entender o público é parte fundamental das estratégias de marketing.

Mas será que realizar pesquisas de mercado e utilizar gerador de personas é suficiente para alcançar esse entendimento?

Hoje em dia, o ato de consumir não é mais passivo e sem reflexão.

O consumo está atrelado à diversas características da nossa personalidade, tem toda uma psicologia por trás e está mais associado à valores e crenças do que o status de possuir um determinado produto.

Por isso, o marketing está mudando.

Existe uma vertente de estudos — que está mais para ciência! — e que contribui para compreender ainda mais profundamente quem as marcas pretendem atingir.

Estamos falando do neuromarketing!

Continue lendo e saiba como ele funciona e como aplicá-lo junto com o marketing de conteúdo!

O que é neuromarketing?

Neuromarketing é a união do marketing com a ciência, que procura entender melhor o comportamento do consumidor.

Seus estudos se iniciaram em grandes universidades, como Harvard, com a ideia de utilizar aparelhos de ressonância para observar a reação das pessoas aos estímulos de propagandas.

O neuromarketing utiliza exames como ressonância magnética, eletrocardiograma, eye-tracking (acompanhamento dos movimentos dos olhos) e pupilometria para medir as reações inconscientes do corpo e entender como o cérebro se comporta durante a experiência de consumo.

Impressionante, não?

Além disso, o neuromarketing parte do princípio de que o cérebro é dividido em 3 partes:

  1. Racional;
  2. Emocional;
  3. Primitivo.

A primeira parte é responsável pela lógica, a segunda pelas emoções, e a terceira pelos estímulos inconscientes. É muito simples!

O estudo do neuromarketing tem como objetivo entender essa terceira parte do cérebro — para, posteriormente, criar estratégias para atingi-lo.

Para isso, é preciso ir atrás de respostas como entender o que motiva o consumidor a comprar, como ele toma suas decisões de compra e como seu cérebro reage aos estímulos que recebe.

Por meio de pesquisas de mercado, conseguimos entender porque um consumidor compraria um produto, suas motivações e ambições ligadas à ele, mas o motivo realmente instintivo da compra ainda está escondido.

Não sabemos explicar porque somos atraídos por determinadas cores, sons e formas em detrimento de outras, não é mesmo?

E você concorda que entender como funciona essa atração seria uma informação muito valiosa para ser usada em estratégias de marketing?

Por isto, o neuromarketing é ouro!

Compreender os anseios dos consumidores, como eles reagem à propagandas e o que realmente os motiva a consumir é o foco dos estudos de neuromarketing.

Já parou pra pensar sobre quantas informações sobre marcas você tem gravado na mente?

A logo da Coca-Cola, seu status de concorrente da Pepsi, as propagandas na TV da Nike e o estilo consolidado da Converse não foram memorizados por nós à toa.

Todo um trabalho para construir um conjunto de valores, o branding e identidade visual, quando associado ao neuromarketing, tem resultados impressionantes na memória do público — algo que pode até perdurar por anos!

Gostou dessa ideia? Acompanhe a leitura e descubra mais detalhes sobre como o neuromarketing funciona.

Como ele funciona?

O neuromarketing busca compreender os desejos, motivações, e os impulsos e reações dos consumidores.

Colocando dessa forma, parece até que é uma ciência feita para colocar as vendas de uma empresa no piloto automático, não é mesmo?

Contudo, não é ideal colocar esse tipo de pesquisa como uma ciência exata.

Nossos desejos e motivações são parte indissociável do que nos torna humanos — e é esse tipo de comunicação que o neuromarketing quer promover!

Ao invés de realizar campanhas de marketing e publicidade voltadas para falar sobre todas as maravilhas de um produto, ou sobre como você, consumidor, pode ser alguém muito melhor com esse produto, é preciso realizar uma comunicação humanizada.

O neuromarketing vai ao completo encontro do marketing de experiência e ao consumidor 3.0 dos dias de hoje. Atualmente, o consumo não é mais um ato passivo e inconsequente: o que se vende é muito mais do que um produto, ou status, mas sim uma experiência e um conjunto de valores.

Ao entender as reações primitivas do cérebro, é possível criar um ambiente muito mais agradável e favorável ao público, favorecendo o engajamento — inclusive, na prática, torna possível até experiências multi-sensoriais.

Um case de sucesso de aplicação do neuromarketing são as ações de brand experience no festival Lollapalooza.

A marca Axe, patrocinadora do festival, criou uma campanha voltada para a quebra de padrões — que com certeza foi fruto de uma ampla pesquisa de mercado, e o entendimento de que a consciência de público estava mudando.

Junto à isso, perto do palco que levava o nome da marca foi instalada uma plataforma de onde era possível saltar de até 12 metros de altura. Uma tradução literal do slogan Se Joga No Lolla da Axe, e um verdadeiro banquete para os sentidos!

Incrível, não?

Como vimos, os resultados de uma pesquisa de neuromarketing pode ser aplicado de inúmeras formas!

Ainda temos outros exemplos além do brand experience, como:

  • UX: entender como funciona nossa parte instintiva do cérebro e aplicar esse conhecimento à experiência do usuário na web, como em layouts responsivos, é garantia de sucesso!
  • Design de produto: criar um produto funcional, com design orgânico e simples, pode ser muito mais fácil quando temos acesso à informação de como somos responsivos à formas  aos ambientes.
  • Branding: quantas marcas estão gravadas na nossa cabeça? Suas cores, o logotipo, os sons que são marca registrada e os jingles. Tudo isso pode ser feito de forma certeira com o neuromarketing.

Você, que está lendo, pode ter pensado: puxa, mas e o neuromarketing com o marketing de conteúdo?

Veja a seguir todos os detalhes dessa combinação 😉

Como utilizá-lo no marketing de conteúdo?

Já sabemos dos principais pilares do marketing de conteúdo, certo?

Conteúdo de qualidade, persona definida, frequência de postagem, conteúdos multimídia. Já conseguiu pensar em como o neuromarketing consegue dialogar com essa estartégia?

Existem muitas formas de aplicar o neuromarketing numa estratégia de marketing de conteúdo.

Veja a seguir nossas principais dicas!

Transmita confiança

Ao transmitir confiança nos seus conteúdos, seus leitores sentirão confiança em você e nos seus produtos.

Nesse caso, é preciso escrever de forma positiva — textos positivos tem maior recepção do que negativos! — e de uma maneira que deixará o leitor confortável.

Explicar de forma didática, usar metáforas e apresentar números e estatísticas são algumas das estratégias que você pode usar para conseguir esse resultado.

Lembre-se da importância do design

Uma página de blog que tenha o design todo voltado para UX, fácil navegação e CTAs bem posicionados torna a leitura mais leve e agradável — o que é, como já falamos, o objetivo do neuromarketing.

Por isso, não ache que é perda de tempo pensar com cuidado nas cores ideais do seu site, nas fontes que transmitam o que você quer passar, no layout ideal e em boas imagens para blog posts.

Se colocados em prática, aguarde um bom retorno!

Estabeleça padrões

Padrões e rotinas bem definidas transmitem confiança e são agradáveis, concorda? Use isso a seu favor!

Ter uma rotina clara de postagens no blog, de presença nas redes sociais e de newsletters por e-mail contribui para cativar cada vez mais leitores.

Estabeleça uma frequência que funcione para você, esteja presente nas redes sociais todos os dias e promova seu conteúdo sempre que possível.

Pense em quem está do outro lado

Parte importante do marketing de conteúdo são as estratégias de SEO — ranqueamento de conteúdo, palavras-chave, meta descrição, link building… Várias tarefas que ficam bem automatizadas com o tempo, não é verdade?

Bom, apesar delas serem fundamentais para um blog, é preciso se lembrar sempre do leitor.

Por mais que o Google seja cheio de “robôs automáticos”, quem vai chegar até seu conteúdo é um humano, que tem objetivos, aspirações e emoções.

Escreva um conteúdo humanizado e tenha isso como seu diferencial. Só trará vantagens!

Entender o conceito principal do neuromarketing — que é compreender o que estimula o cérebro e promover uma comunicação humanizada — é um excelente direcionamento a se tomar para uma estratégia de marketing de conteúdo.

Mantenha isso em mente!

E então, gostou de saber mais sobre o neuromarketing?

É essencial que profissionais de marketing se mantenham atualizados das novidades da área e, mais do que nunca, entendam a maneira como a comunicação ocorre hoje em dia.

Muito se fala sobre o distanciamento das pessoas por causa da internet, mas o que é possível observar na prática é o contrário.

A produção de conteúdo já tornou todo tipo de assunto disponível a um clique de distância, e as rede sociais aproximam as relações de quem não está perto fisicamente.

É fundamental entendermos que, na internet, sempre terá um ser humano do outro lado, recebendo a mensagem e, com sorte, respondendo!

Uma produção de conteúdo humanizada, voltada para esse tipo de consciência, tornará o ambiente em que vivemos mais agradável e favorável a boas ideias.

Aproveite para se aprofundar no assunto de tendências do marketing e leia nosso artigo sobre Gamification: um marketing divertido!

Até mais!

 
Autor(a)

Escrito por: Raíssa Galvão Do time de Comunidade da Rock Content, relações públicas em formação, crítica musical de mesas de bar e aquariana mística louca por pugs.



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