Revisão de conteúdoerros de Português são capazes de minar a credibilidade de qualquer texto, portanto uma releitura no final é indispensável.

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Revisão de conteúdo: como evitar que os seus conteúdos percam a credibilidade por erros bobos

A revisão do conteúdo é um dos mais importantes pilares do Marketing de Conteúdo! Aprenda a evitar erros bobos.

Com certeza você conhece aquele ditado que diz “escreveu e não leu, o pau comeu”, certo? Aforismos à parte, sabemos que erros de Português são capazes de minar a credibilidade de qualquer texto, portanto uma releitura no final é indispensável.

Mesmo que tenha sido escrito com o maior cuidado, todo conteúdo precisa ser revisto, relido e reavaliado antes de chegar aos olhos do leitor. Dessa forma, conseguimos entregar um texto claro, pertinente e relevante.

Por essa razão a revisão é essencial em uma estratégia eficiente de Marketing de Conteúdo.

Tem dúvidas de como revisar um texto de maneira eficaz e deixá-lo nos trinques? Neste post vamos apresentar um passo a passo detalhado para você fazer uma revisão de conteúdo bem caprichada e não deixar nenhum errinho bobo passar.

Acompanhe!

Antes da revisão

Para que o texto saia perfeito no fim, algumas providências podem ser tomadas ainda durante a escrita. Afinal, a revisão não opera nenhum milagre! Veja neste tópico o que você pode fazer para tornar menos trabalhosa a etapa da releitura.

Se os textos forem escritos por outras pessoas do seu time, repasse essas orientações para elas e facilite a revisão de conteúdo!

Estruturar o texto

Criar um “esqueleto” do conteúdo antes de começar a escrever é essencial. Nessa etapa, o autor determina o que quer dizer e em qual ordem, ou seja, já desenha a linha de raciocínio a ser seguida pelo leitor.

Esse pequeno hábito previne muitos problemas de coesão e de coerência, evitando que o conteúdo faça voltas desnecessárias, deixe algo sem explicação ou, o que é pior, seja redundante ou prolixo.

Escrever com cuidado

O pior costume ao escrever é deixar as palavras sem acento ou esquecer para trás um errinho de digitação, pensando que tudo pode ser consertado depois. Fica aqui um conselho de avó, mas que cabe muito bem: se não quer limpar, não suje!

É verdade que o cérebro trabalha muito mais rapidamente que as mãos — e não queremos deixar nenhuma ideia se perder, certo?

Mas se você viu um errinho acontecendo em tempo real, termine o raciocínio e volte naquela palavra antes de continuar escrevendo. No final das contas, esse cuidado ajuda muito a evitar a fadiga.

Esperar um tempo antes da revisão do conteúdo

Revisar o próprio texto já é desafiador, pois nessa situação temos dificuldades em detectar tanto deslizes de Português quanto problemas na coerência ou na coesão — uma vez que, na nossa cabeça, tudo está bem claro e compreensível.

Para evitar essa “cegueira”, uma atitude simples pode ajudar muito: aguarde algumas horas antes de começar a revisão. Dessa forma, você descansa, refresca a cabeça e consegue enxergar o texto com um olhar renovado, mais capaz de pescar os errinhos.

Essa dica é muito válida mesmo se o texto não for escrito por você. Como veremos no tópico a seguir, toda revisão necessita de mais de uma leitura, e aguardar um pouquinho antes de retomar ajuda bastante.

Já esperou um tempinho e está pronto para o próximo passo? Acompanhe abaixo o que fazer a seguir.

Durante a revisão

Você pode ser um excelente leitor e um ótimo revisor de textos, mas uma coisa é fato: é impossível fazer uma revisão impecável lendo o conteúdo uma vez só.

Um texto é um universo. São muitos aspectos de naturezas diferentes coexistindo, e todos eles precisam ser verificados: há as questões de coerência, de coesão, de gramática, de ortografia, de pontuação…

Não é possível assimilar todos esses pormenores de uma vez só. Outra máxima cai como uma luva aqui: a pressa é inimiga da perfeição.

Precisamos ser humildes: tentar prestar atenção à coerência ao mesmo tempo em que se investiga a grafia das palavras é a receita para deixar erros bobos para trás.

Veja abaixo como dividir sua revisão em etapas e torná-la mais eficiente.

Primeira leitura: verifique se o texto está compreensível

Aqui, o objetivo é ter a certeza de que o seu conteúdo faz sentido. Essa primeira leitura deve ser feita mais rapidamente, pois o raciocínio tende a se perder quando lemos muito devagar.

Nessa fase, é imprescindível colocar-se no lugar do leitor. Ele realmente vai conseguir entender o que o texto está tentando explicar? Será que existe uma maneira mais eficaz de transmitir aquela informação? A linguagem está adequada à sua persona? O conteúdo atende ao seu objetivo?

Não tenha medo de reescrever trechos inteiros e reformular sentenças: encare esse momento como uma etapa mista, que combina escrita e revisão.

Verifique se o esqueleto mencionado acima foi seguido. Se for um texto escrito sem esse cuidado prévio, certifique-se de que a linha de raciocínio está sendo construída de forma fluida e eficiente. Tenha certeza de que não ficou nenhuma ponta solta, nenhuma ambiguidade; observe se não restou nada sem explicação e se não há informações sobrando.

Outro ponto importante a verificar nessa hora é o tamanho das frases: evite as muito longas, pois podem ser confusas. Mas tenha cuidado, porque as pequenas demais também deixam o texto truncado e sem fluidez.

A pontuação existe para nos ajudar nisso, então faça bom uso das vírgulas e dos pontos finais.

O Yoast SEO é uma ferramenta que pode auxiliar em relação ao tamanhos das suas frases e parágrafos com a funcionalidade “readability“. Embora não seja tão otimizada para a língua portuguesa, ela pode servir como um alerta de que o seu conteúdo possui frases muito longas.

Nessa leitura, também é interessante verificar a organização das palavras na frase.  Em geral, é melhor priorizar a ordem direta, em que o sujeito aparece primeiro, seguido do predicado e dos complementos.

Isso ajuda na leitura e privilegia a clareza, além de diminuir a necessidade do uso de vírgula — que, quando em excesso, faz com que o texto fique “travando”. Observe um exemplo:

Há, porém, exceções, visto que, se o aluno tiver dificuldades não tratadas anteriormente, tal método de ensino não atinge sua máxima eficácia.

Mas há exceções, visto que tal método de ensino não atinge sua máxima eficácia se o aluno tiver dificuldades não tratadas anteriormente.

Viu como a segunda sentença é muito mais corrente, natural e de fácil entendimento? Expressar-se da forma mais simples possível é a melhor garantia de ser compreendido.

Segunda leitura: analise se a “forma” está correta

Essa é a hora em que a revisão deve ser mais paciente, atenta e cuidadosa. Não adianta nada fazer correndo, o ideal é mesmo ler palavra por palavra, letrinha por letrinha.

Pode parecer trabalhoso — e é —, mas vale a pena. Quando operamos duas leituras, cada uma com sua maneira peculiar de abordar o texto, enxergamos nuances diversas. À medida que realizamos uma leitura mais lenta, várias características do texto vão se revelando e os errinhos vão aparecendo.

Nesse momento, devemos verificar as concordâncias (é muito fácil esquecer um “s” na hora de digitar!), os acentos, a ortografia, a regência dos verbos, todos os aspectos “formais” do texto, prestando bastante atenção em cada detalhe.

Algumas palavras são muito parecidas entre si, tendo apenas um caractere de diferença. Deixar essas letrinhas trocadas é um dos erros mais bobos que podemos cometer. Um bom exemplo disso acontece entre as letras “d” e “t”. São muitos os textos que apresentam confusão entre “recorde” e “recorte”, entre “quando” e “quanto”, “atendo” e “atento”, “formato” e “formado”, “contato” e “contado”.

A troca entre “s” e “r” também é bastante frequente. “Acordar” e “acordas”, “atentar” e “atentas”, “calças” e “calçar”. Além disso, sempre acontece de alguém esquecer o “n” em “vem observando” ou colocá-lo em “tem observado” (ficando “vem observado” e “tem observando”).

Como não são erros de grafia propriamente ditos (porque todas essas palavras existem dicionarizadas das duas formas), é pouco provável que seu editor de texto aponte a confusão. O jeito é reler devagarinho, mesmo.

São detalhes que parecem inofensivos, mas que podem causar estranhamento no leitor e quebrar o ritmo de leitura, atrapalhando a assimilação do conteúdo. Isso pode comprometer a credibilidade do seu blog e afetar negativamente os seus resultados com o Marketing Digital.

É por isso que é muito importante investigar o texto com cuidado, dando a devida atenção para cada palavra.

Mantenha todas as ferramentas acessíveis

Ao revisar um texto, devemos ser desconfiados, curiosos e proativos. Teve a sensação de que determinada palavra está errada? Consultar um dicionário é a melhor forma de tirar a dúvida. Para que você não desanime nem se atrase, que tal já deixar uma aba do navegador aberta no dicionário de sua preferência?

Por exemplo: na revisão deste texto, descobri que tinha escrito “aforismas” em vez de “aforismos” no primeiro parágrafo. Mas veja só: enquanto “aforismo” significa “máxima”, “ditado”, “aforisma” significa “hematoma causado por ruptura de vasos”! Que gafe, hein?

Para que isso não aconteça com você, veja abaixo uma lista com algumas das melhores ferramentas para salvar nos favoritos e sempre ter por perto durante a revisão:

Criar o hábito de conferir a grafia e o significado das palavras é uma maneira excelente de aprender e de evitar erros nos textos futuros.

Depois da revisão

Já fez as duas leituras, cada uma focada em um aspecto diferente do texto? Acha que agora o conteúdo está perfeito e prontinho para o leitor?

Existem ainda algumas providências que você pode tomar para garantir que não ficou mesmo nenhum errinho bobo para trás.

Corretor automático

Todos nós sabemos que os corretores automáticos de programas como Word e LibreOffice não são assim tão confiáveis. Não podemos escrever um texto despreocupadamente e acreditar que eles resolverão todos os nossos problemas; a releitura humana é imprescindível.

Entretanto, também não devemos desprezar o potencial dessas ferramentas. Mesmo depois de duas leituras atentas, é possível que algum errinho tenha ficado para trás.

Os corretores automáticos são nossos aliados nessas horas, pois eles têm a precisão que só uma máquina pode oferecer. Imagina aquele termo que você não sabe que tem hífen, ou aquele acento que você não lembrava que foi abolido pelo novo Acordo Ortográfico. Pode ficar descansado, pois o corretor automático vai na mosca.

Mas lembre-se: não submeter o texto a um corretor ortográfico é contraprodutivo, mas sair aceitando tudo que ele sugerir também não é lá muito eficiente. Leia com atenção a recomendação e avalie se a correção é pertinente ou não. Volte aos dicionários se for preciso.

Contadores de palavras

Uma das coisas mais incômodas para o leitor de um texto é a repetição excessiva de termos.

Veja uma lista de palavras que costumam ser usadas frequentemente e fique atento a elas:

  • que (campeã absoluta no pódio das palavras repetidas);
  • você;
  • não;
  • pode / poder;
  • bem;
  • muito;
  • fazer;
  • saber;
  • conseguir;
  • melhor;
  • é necessário;
  • é possível;

Infelizmente, essas recorrências se camuflam muito bem no texto, e os corretores automáticos só pegam quando é uma repetição muito gritante (como “em benefício de de”).

As melhores ferramentas para evitar essas reincidências são os contadores de palavras, que costumam mostrar quais foram os termos mais frequentes no texto analisado.

São recomendáveis o contador da Insite, o WordCounter 360º e o Language Tool.

Depois de receber a lista gerada pelo site, basta dar um ctrl+F (ou ctrl+L, no Word) no texto, buscar pelas palavras mais usadas e conferir se elas estão muito perto umas das outras.

Use os dicionários de sinônimos, de antônimos, o Criativo e o Analógico mencionados acima para substituir os termos em excesso.

Checklist

Depois disso tudo, ainda é recomendável passar o seu texto por uma última “peneira”: a checklist.

Trata-se de uma listinha de palavras que devem ser conferidas no conteúdo, como prova derradeira da sua qualidade textual.

Aqui, é importante desenvolver autoconhecimento. Quais são os seus vícios de linguagem? Quais termos você tem o hábito de utilizar excessivamente?

Se o texto a ser revisado não for seu, se pergunte: você aprendeu alguma regra nova de gramática e ainda não a assimilou totalmente? Quais erros você costuma deixar passar? Quais são suas dificuldades?

Elabore uma lista com todos esses “deslizes” cotidianos e confira um por um com o ctrl+F (ou ctrl+L, caso você utilize o Microsoft Word).

Se você ainda não fez essa reflexão, veja a seguir um modelo de checklist que pode utilizar até formular a sua própria:

  • procure “mesm” para evitar o uso de “mesmo/mesma” como substituto de pronomes ou substantivos;
  • procure “ide” para evitar a confusão entre “ideias” e “ideais”;
  • procure “a” e “as” para verificar o uso de acento indicativo de crase. Uma dica é colocar um espaço antes e depois, porque a letra “a” é bastante comum na língua portuguesa, e sem os espaços você encontraria muitas palavras na busca;
  • procure “est” e “ess” para evitar o uso equivocado dos pronomes demonstrativos. Aqui, ao contrário do tópico acima, o ideal é procurar sem espaços para encontrar tanto “esse/este” quanto “essa/esta”, “neste/nesse” e “deste/desse”;
  • procure “porq” e “por q” para se certificar de que todos os “porquês” estão certinhos.

Se ficou com dúvidas sobre alguma dessas regras, este post pode ajudá-lo. Além disso, você pode incluir na checklist os termos mais frequentes mencionados no tópico sobre o contador de palavras.

Conteúdo pronto

Prontinho, seu texto está revisado de maneira cuidadosa e eficiente! Tenha sempre em mente que a revisão de conteúdo é um ato de consideração com o seu leitor, que terá acesso a um texto claro e relevante. Seguindo as dicas acima, pode ficar tranquilo: nenhum errinho bobo vai ficar para trás.

Lembrando que você não deve usar esse processo apenas para os posts do seu blog, mas para todo conteúdo que você ou sua empresa produzem, como:

Para dar mais um passo rumo ao conteúdo perfeito, que tal aprender como deixá-lo escaneável? Confira nosso post com 7 dicas de escaneabilidade!