Storytelling e marketing de conteúdo: uma forma simples para contar histórias que funcionam 1

Storytelling e marketing de conteúdo: uma forma simples para contar histórias que funcionam

Você com certeza já ouviu (ou vai ouvir!) muito sobre storytelling, esse é um termo que está se tornando cada dia mais comum. Muitos dizem que isso não passa de uma nova buzzword, entre tantas que se acumulam no vocabulário de quem trabalha com marketing. Mas a verdade é uma só: histórias são uma ferramenta poderosa de comunicação.

Os estudos sobre o tema são tão abundantes que precisaríamos de inúmeros posts para explicar o assunto. Mas eu sei que você é uma pessoa ocupada, e por isso, serei breve: histórias podem ajudar a cativar seus clientes e, por isso, vou ensinar uma estrutura narrativa simples, que sua empresa pode começar a usar imediatamente. Vamos começar pelo começo.

Era uma vez …

Histórias sempre foram usadas para educar, ensinar e transmitir valores. Nossos antepassados inventaram diversas narrativas com uma forma de entender melhor o mundo ao seu redor. Todas as culturas na terra possuem um mito fundador, ou seja, uma história de como chegamos aqui e qual é o nosso propósito na vida.

Enquanto algumas histórias tem o objetivo dar sentido ao mundo, outras servem para nos ensinar pequenos valores. Você provavelmente aprendeu sobre os problemas da mentira com o Menino que gritava lobo, a não julgar as pessoas pela aparência com a Bela e a Fera, ou a importância de uma casa do trabalho duro os Três Porquinhos. Pare para pensar e você verá que você já aprendeu muito com histórias. Podemos dizer que uma mensagem é sempre melhor entendida quando transmitida na forma de história.

Minha irmã, por exemplo, é uma profissional respeitada na área de recursos humanos. Ela trabalha com treinamentos internos em uma multinacional e seu objetivo é ensinar aos novos colaboradores da empresa a missão, a visão e os valores. Ela sempre foi uma profissional bem-sucedida, mas, nos últimos anos a qualidade dos treinamentos começou a cair. A medida que a empresa crescia, aumentavam também o número de contratados. A sua equipe tinha cada vez menos tempo, e os novos funcionários começavam o trabalho sem compreender muito bem sua função dentro da organização. As cobranças aumentaram e a diretoria estava preocupada, até que um dia a mensagem veio clara: ou ela melhora o treinamento ou ela podia dar adeus ao emprego.

Depois de pesquisar bastante ela descobriu que poderia usar pequenas histórias para exemplificar os valores da empresa. A equipe criou personagens e narrativas cativantes para cada um dos tópicos do treinamento. As histórias podiam ser contadas, escritas, filmadas, ou adaptadas de diferentes formas, sem perder a sua essência. Os resultados foram excelentes, os diretores ficaram satisfeitos e em poucos meses ele conseguiu a promoção que sempre sonhou.

Viu como é simples? As pessoas têm muito mais facilidade de aprender quando ouvem uma boa história. Mas não estamos falando de historinhas para crianças ou causos para amigos! Quem quiser usar isso como ferramenta de marketing precisa estar preparado para fazer direito, usando uma metodologia testada e aprovada.

Agora, que você já sabe que histórias são importantes, que elas podem ser usadas para transmitir sua mensagem e cativar seus clientes, você deve estar pensando: Como eu faço para contar a minha história? Fácil, hoje vou ensinar um uma estrutura narrativa bastante comum, tão comum que você talvez nunca tenha percebido que ela existe.

A estrutura em 3 atos

O esquema de três atos é uma das estruturas narrativas mais simples, basicamente a história é dividida em apresentação, desenvolvimento e resolução.

Na apresentação são apresentados o protagonista e o cenário. O objetivo aqui é criar uma situação com a qual o seu cliente se identifique. No desenvolvimento são apresentados os conflitos! O personagem principal passa por problemas que vão aumentando, até atingir o clímax. Na resolução o seu produto, ou serviço, chega para salvar o dia, resolve os problemas e garante o final feliz.

A grande vantagem deste modelo é que ele pode ser resumido em poucas palavras. Vamos usar o exemplo da Rock Content para você entender melhor.

Pedro é um programador talentoso. Após anos trabalhando numa grande empresa ele decidiu que era a hora de correr riscos e montar sua própria startup, um sistema inovador de CRM.

Pedro tinha poucos clientes, as dificuldades eram muitas, mas ele sabia que seu produto era bom e que se mais pessoas pudessem conhecer a solução o sucesso seria grande.

Os problemas começaram a aparecer. Fazer a divulgação do seu serviço, por meios tradicionais era caro demais e as grandes empresas do segmento possuíam um orçamento de marketing muito maior que o dele. A competição era forte, e se nada fosse feito, a empresa não iria durar nem três meses. Pedro começou a ficar preocupado, ele sabia que os riscos eram altos e se essa empresa falhasse ele teria sérios problemas financeiros.

Pedro tentou de tudo, sem sucesso. Até o dia em que ele conheceu a Rock Content, baixou o nosso ebook e decidiu montar uma estratégia de marketing de conteúdo. Em pouco tempo prospects começaram a visitar seu blog, leads começaram a baixar os seus ebooks, e clientes começaram a aparecer no seu e-mail. A sua empresa passou a ser referência em qualidade e inovação, e hoje é reconhecida como uma das melhores do ramo.

Gostou? Pois você pode fazer um agora mesmo!

Primeiro, você precisa apresentar o seu personagem principal, que será modelado a partir do seu cliente. Quem é ele? Aonde ele trabalha? Como é seu dia a dia? Quais são os principais desafios que ele enfrenta? Qual problema ele precisa resolver? O objetivo é fazer o seu (futuro) cliente se identificar imediatamente com o personagem criado.

No segundo momento começa o conflito. Como esses problemas afetam a empresa? O que ele está perdendo? O conflito deve aumentar gradativamente, até atingir o clímax, onde o personagem se encontra totalmente praticamente perdido. Lembre que “uma história é sobre eventos significativos e momentos memoráveis, e não sobre a passagem do tempo”. E nunca se esqueça da identificação, o seu cliente precisa se identificar dizer: eu também passo por isso.

Em seguida, apresente o seu produto e mostre como ele “salva o dia”. Se você fez tudo certo o cliente já está interessado. Faça seu pitch de vendas, sendo sempre claro e direto. Mostre para ele o final feliz que o aguarda, salve o seu protagonista.

Para que você entenda melhor, escolhemos alguns exemplos de vídeos que usam essa técnica. Perceba que, apesar de serem empresas de ramos diferentes, a estrutura da história permanece a mesma, com as três etapas bem definidas e um pitch de vendas claro e direto.

O assunto não acaba aqui! Existem diversas formas de se usar histórias na sua estratégia de marketing de conteúdo. Você talvez esteja querendo saber se existem outras estruturas narrativas, ou talvez você queira aprender a criar personagens cativantes. Quem sabe sua empresa queira transformar seus clientes em coautores da sua história? Esses, entretanto, são assuntos para um outro post.

 
Autor(a)

Escrito por: Guilherme Avelino Especialista em Branding e Marketing de Conteúdo. Acredito em pesquisa, planejamento e sprezzatura. Também fotografo nas horas vagas. Você pode me encontrar por aqui.



    Deixe um comentário

    Certificações em Marketing Digital - Universidade Rock Content
    Vagas em Marketing e Vendas - Rock Jobs
    Ebook Inbound Marketing - O Guia Definitivo

    A Rock Content é líder em marketing de conteúdo no Brasil. Ajudamos centenas de empresas a atingirem seus objetivos de marketing. Queremos ajudar você também!