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Storytelling: um guia para contar histórias envolventes

Você já parou para pensar sobre como nós, humanos com poucas vantagens competitivas, conseguimos dominar a cadeia alimentar?

É claro que não podemos responsabilizar apenas um fator, mas a comunicação foi um elemento fundamental neste processo.

Se não fosse a nossa capacidade de aprender e compartilhar este aprendizado, talvez pouco teríamos sobrevivido tendo que competir com a velocidade, as garras e os dentes dos grandes felinos.

E foi aí que o storytelling começou a fazer a diferença na nossa vida!

Storytelling nada mais é do que a capacidade de transmitir pensamentos, ideias e fatos através de uma narrativa fluida, relevante e coesa.

Resumindo, é tudo sobre “saber contar uma boa história”.

E engana-se quem pensa que o storytelling só serve para roteiristas de cinema, escritores de histórias infantis e jornalistas.

O desenvolvimento da capacidade de contar uma boa história pode ajudar a sua empresa a se conectar com os seus clientes de uma forma incrível.

Nós vamos te mostrar o porquê e como fazer isso!

Nós, da Rock Content, somos apaixonados pelos estudos e as aplicações de storytelling, e vamos te ensinar, agora, a contar histórias relevantes e envolventes!

Antes de começarmos a falar sobre as técnicas para se contar uma boa história, vamos te explicar o motivo de sermos tão impactados por uma narrativa incrível.

Você já reparou que nós nos lembramos das coisas mais facilmente quando elas estão em algum contexto?

Simon Sinnek, em uma apresentação incrível no TEDX, nos fala sobre como o consumidor se conecta a marcas.

Ele nos mostra que nós não compramos o que uma marca vende, mas porque ela vende.

Todos nós sabemos que nós compramos mais pela emoção do que pela razão.

Quando Martin Luther King liderou multidões, ele não disse que tinha uma ideia, ou que tinha um plano.

Ele disse que tinha um sonho.

E isso é o que conecta pessoas a projetos.

Quando a Apple faz a propaganda de um iPhone, ela não vende um telefone móvel com determinadas características.

Ela te mostra que trabalhou porque queria tornar a sua vida melhor te dando a possibilidade de fazer uma série de coisas que você sempre quis, mas nunca antes pôde.

Quando a Coca-Cola faz uma propaganda, ela não te pede para comprar uma garrafa, ela conta histórias de amizade, família, amor, aventura e velhinhos de barba branca no Polo Norte e fofos ursos polares que tornam a noite de Natal ainda mais mágica.

Entende a diferença que faz saber contar uma boa história?

De acordo com o psicólogo Jerome Bruner, uma coisa tem 20 vezes mais chance de ser lembrado se estiver ligado a uma história.

Além disso, uma boa história possui uma alta capacidade de inspirar, diferente de fatos ou informações isoladas.

Outro motivo: histórias aguçam a curiosidade, o que nos faz direcionar, a ela, a nossa atenção, tão disputada em meio a inúmeros posts em timelines rápidas e efêmeras.

E por último, mas não menos importante: a natureza da história faz com que ela seja altamente compartilhável. 

Receita de bolo para um bom storytelling

Bom, a verdade é que não existe.

Uma boa história é classificada pelo efeito que ela causa nas pessoas, e não por preencher uma lista de requisitos.

Ainda assim, observando narrativas bem sucedidas e trabalhos incríveis e emocionantes, é possível perceber alguns padrões que vão te ajudar a criar uma boa história!

Para começar, é legal responder algumas perguntas bem simples sobre a história que você quer contar:

O que você quer falar?

Com quem você quer falar?

Por que você quer falar?

Onde você quer falar?

Quando você quer falar?

Como você quer falar?

Essas perguntas respondidas serão o seu guia, o seu briefing.

Não adianta ter uma história fantástica para compartilhar se você não sabe onde fazer isso, ou escolher o momento errado que esteja desconectado ao restante da sua estratégia de marketing.

Além disso, é fundamental que você defina com quem exatamente você quer falar.

Lembre-se, histórias são construídas de pessoas para pessoas e você não pode imaginar o seu espectador como uma figura disforme, sem personalidade.

Para isso, você pode construir uma persona para te ajudar no processo.

Depois disso, você pode começar a pensar no seu roteiro.

Muitas histórias famosas e bem sucedidas seguem um tipo de padrão de sequências e elementos.

Da Bíblia ao Harry Potter, passando pelas fábulas, mitologia grega, Star Wars, contos de fadas e comédias contemporâneas, a Jornada do Herói parece ainda ser uma poderosa chave para se contar uma história envolvente.

A Jornada do Herói

Joseph Campbell, em seu livro “O Herói de Mil Faces”, nos apresenta a Jornada do Herói, ou Monomito, um estudo que mostra a presença de um padrão narrativo em histórias famosas e emocionantes.

É um excelente guia para estruturar a sua narrativa, mas é importante também adaptar os elementos ao seu produto e seu objetivo.

Nem sempre tudo será aplicado, mas é uma boa fórmula de orientação caso você precise se inspirar para criar a sua história.

De acordo com Campbell, todas as histórias giram em torno de um “herói”, que pode ser tanto um herói propriamente dito, como, por exemplo, Hércules, quanto um herói subjetivo.

Ele passa por uma série de situações, e é cercado por uma série de elementos, e essas situações são percebidas como padrões em muitas histórias.

Veja um exemplo aplicado da Jornada do Herói e tente encaixar outros contos que você conhece dentro deste ciclo (você ficará impressionado com o quanto as histórias parecem ser semelhantes!):

A importância da introdução

“Frodo era um hobbit que tinha uma vida tranquila no Condado”

A introdução é um elemento importante na estrutura da sua história.

Este é o momento de localizar o personagem, a locação, o ambiente e a situação em que ele se encontra antes de “algo” acontecer.

Aqui já se inicia o processo de gerar empatia no seu espectador.

Ele deve ser identificar com o seu “herói”.

Criar uma forte conexão é fundamental nessa etapa, pois é a identificação com o personagem que vai fazer o seu espectador se interessar pela sua história e continuar prestando atenção a ela.

Apresentando o problema

“Um dia, Frodo foi apresentado a um novo mundo, que continha um desafio que parecia ser impossível de ser superado”

A apresentação do problema deve vir logo em seguida da introdução.

Não se deve demorar muito entre um e outro, pois é a apresentação do problema que vai garantir que a curiosidade haja como elemento de ligação entre sua audiência e a sua história.

Este problema pode ser um milhão de coisas diferentes, como, por exemplo, um dragão a ser enfrentado ou uma situação de dor semelhante ao da sua persona.

Nem sempre precisamos de algo mirabolante com seres infernais e ditadores terríveis!

Por exemplo, não conseguir conciliar a vida corrida na empresa com uma dieta saudável.

Isso é um problema que pode causar empatia com o seu público e por isso saber com quem você está falando foi fundamental lá atrás! 🙂

Recusa ao chamado

“Frodo se recusou a ir, pois se achou fraco e impotente”

É importante que o problema não seja algo subestimado em sua história.

Por muitas vezes, o seu “herói” pensa em desistir, e possui diversos argumentos para acreditar que não conseguirá realizar tal tarefa, ou superar tal desafio.

Aqui você apresenta os impeditivos que seu herói possui e que podem desencorajá-lo a tentar conseguir a vitória.

Oferecendo ajuda

“Porém, Frodo tinha Gandalf, um mentor que iria o orientar e ajudar em sua jornada.

Além disso, ele teve a companhia de bons amigos e recebeu itens, como uma espada, que o ajudariam a superar as adversidades. Então ele decide ir.”

É neste momento que o seu “herói” encontra aquilo que vai ajudá-lo a cumprir seu objetivo.

Neste momento, quase sempre, temos a figura de um mentor, alguém que vai sempre protegê-lo e orientá-lo, transmitindo segurança e afago ao protagonista.

Talvez seja este o momento de apresentar a sua marca, como grande agente modificador que vai ajudar a sua persona a resolver aquele problema que, antes, parecia impossível.

A superação em etapas

“Frodo, então, deixa sua vida no Condado e parte rumo ao Desconhecido. No caminho, ele é testado em sua coragem por vilões poderosos, mas encontra cada vez mais força para superar cada etapa seguinte”

Mesmo tendo a ajuda de seus mentores e de seus itens poderosos, o seu “herói” não encontrará um caminho fácil pela frente.

Os desafios surgirão e, a cada nova etapa, são descobertas novas maneiras de se vencer o problema.

Tudo isso pode ser considerado um treino, um aperfeiçoamento, uma expurgação de seus medos.

E ele sente que, cada vez mais, ele se encontra mais preparado para lidar com seu grande desafio final. 

O desafio final

“Frodo, ao final de tudo, próximo de cumprir seu objetivo, passa por uma provação máxima de caráter e enfrenta seu inimigo mais poderoso: o seu próprio medo”

O desafio final, na verdade, não é aquilo que parece.

Em quase todas as histórias que seguem o padrão do monomito, o “herói” só consegue vencer seu último grande desafio ao superar seus próprios medos.

Transmitir a sua superação é o elemento catártico da história.

Este é o momento de inspirar confiança e fé no seu expectador.

Ele estará torcendo pela vitória de seu “herói” e vai acreditar que, com todos os elementos a seu alcance, basta a iniciativa de superar suas próprias barreiras para se livrar daquela situação.

Por exemplo, ele vai sentir que, basta ele ter a atitude de querer comprar o seu produto que ele será o elemento que o ajudará a resolver o seu grande problema.

Resolução e conclusão

“Frodo consegue se livrar do Um Anel, graças à ajuda de seus amigos, e finalmente derrota o mal. Depois de tudo, ele retorna ao seu lar, mas como um homem muito mais sábio do que antes.”

É neste momento que mostramos ao público o quanto superar aquele problema mudou a vida do nosso “herói” e o quanto ele se sente melhor, mais inteligente, mais maduro, mais poderoso e mais tranquilo após aceitar o desafio e provocar a mudança em sua própria vida.

Vamos começar?

E aí? Conseguiu perceber um padrão em diversas narrativas de sucesso?

Este padrão funciona muito bem pois trabalha com arquétipos que já estão enraizados em nosso inconsciente, e temos a tendência a nos simpatizar mais com histórias que contenham estes elementos de storytelling.

É claro que é possível desconstruir o monomito e criar novas estruturas narrativas, mas se a ideia é pisar em um solo mais firme, vale a pena tentar adaptá-lo à sua história!

Lembrando que é importante a sua história estar dentro de uma estratégia de marketing bem amarrada e ser sincera em sua proposta!

Que tal contar a história da sua marca?

Temos certeza de que é possível encontrar elementos emocionantes e gatilhos de sentimento que vão fazer com que o seu consumidor se sinta ainda mais próximo de você e se identifique com aquilo que você faz, ou melhor, com o motivo de você fazer aquilo que você faz (lembra do Simon Sinnek, lá em cima?)

Veja como a Hubspot apresenta seu crescimento de forma leve, atrativa e conectada com o leitor neste artigo.

Ela começa falando sobre seus sonhos, suas vontades, e como ela se conecta com seus públicos através de seus objetivos em comum.

Veja só, é possível transformar um relatório chato ou um “sobre a empresa” em verdadeiras histórias envolventes que conectam, com autenticidade e empatia, a sua marca aos seus consumidores!

Vamos lá, nós sabemos que você, nosso “herói”, precisa resolver um problema (no caso, aprender a contar uma história envolvente)

Nós, da Rock Content, pudemos agir como um “mentor”, te apresentamos diversas possibilidades e elementos para te ajudar na resolução do seu problema (materiais, links de referência, estudos de especialistas).

Nós sabemos que nem sempre é fácil dar o primeiro passo, mas sabemos que é possível superar o desafio caso você se disponha a colocar em prática tudo que aprendeu (todos os “níveis que você subiu” ao ler os materiais).

Temos a certeza de que você conseguirá escrever boas histórias e aplicar o storytelling às suas estratégias de marketing com muito mais assertividade!

Viu como é fácil?

Agora veja como transformar o storytelling em palavras e escrever textos incríveis! 

 
Autor(a)

Escrito por: Redator Rock Content Este artigo foi produzido por um dos mais de 5000 redatores da base da Rock Content. Quer conteúdo legal assim no seu blog? Fale com um consultor!



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