3 práticas de SEO que você continua fazendo e já não servem para nada

3 práticas de SEO que você continua fazendo e já não servem para nada

Por mais estranho que pareça, quase sempre que estou tendo alguma conversa sobre boas práticas de SEO me lembro imediatamente do casamento da Gisele Bundchen. Para quem não sabe, ela se casou com Tom Brady em 2009 em uma praia paradisíaca na Costa Rica.

Não, eu não sou leitor de Caras nem Contigo e fofocas de celebridades me interessam menos que um campeonato mundial de par ou ímpar! A parte realmente importante de toda a descrição do casamento é o ano em que ele ocorreu, em 2009, e uma conversa que tive com um amigo na época.

Ele tinha criado um gerador de páginas de fofoca, que cuspia milhares de páginas automaticamente, todas feitas com recortes de conteúdo de outras páginas ao redor de um tema. As páginas eram todas “originais” – o Google já penalizava conteúdo duplicado, por isso a necessidade do gerador – mas não faziam sentido nenhum. Na época isso não importava e lembro exatamente dele dizendo o quanto que o casamento da Gisele Bundchen foi lucrativo para ele:

“As pessoas procuram pelo casamento da Gisele Bundchen no Google, caem em alguma página qualquer, não lêem nada, clicam em um banner e acabam comprando uma geladeira”.  Era a frase que ele usou para exemplificar seu “modelo de negócio”.

Por um bom tempo ele ganhou bastante dinheiro com isso até, como já sabemos, o Google se tornar um pouco mais inteligente e tornar essa prática inválida. Hoje, depois de vários anos, é fácil ver como o Google era ineficiente, mas naquela época muita gente ainda demorou para entender que as velhas técnicas já não serviam mais.

Por incrivel que pareça, a mesma coisa continua acontecendo hoje. Os profissionais ainda demoram a aceitar que as práticas tradicionais já não funcionam mais e continuam insistindo nelas, afinal, velhos hábitos não morrem facilmente.

Por esse motivo separei algumas práticas de SEO que, daqui a 5 anos, também parecerão obviamente ridículas, mas ainda são amplamente utilizadas (e defendidas) e que já não possuem nenhum impacto positivo em seu posicionamento no Google, podendo até prejudicá-lo:

1. Guest blogging pelos motivos errados

 práticas de SEO

Eu não acho que o Guest Blogging morreu, mas escolhi essa imagem só para gerar impacto

Se você trabalha com SEO há um tempo provavelmente já recebeu (o enviou) um email assim:

“Olá Fulano, tudo bem? Gostei muito do seu blog e acho que posso contribuir bastante com ele, possuo uma empresa de XXXX e sempre produzimos artigos de alta qualidade em nosso blog corporativo. O que acha de eu te enviar um post 100% original para você publicar? Em troca, só preciso que você coloque um link para meu site, com o texto-âncora YYYYY. Que tal? Vai ser uma ótima parceria!”

Como todos sabemos, uma das melhores maneiras de aumentar seu pagerank é atrair vários links para seu site e, por causa disso, a prática de guest blogging se tornou bem comum! No início, claro, era uma prática interessante, mas aos poucos vários “profissionais de SEO” se tornaram máquinas de conseguir guest posts, independentemente da relevância do conteúdo.

O que aconteceu então? Muitas pessoas começaram a usar dessa tática de maneira completamente desvirtuada e, como sempre, o Google acabou com a brincadeira. O próprio Matt Cutts disse, no post em que anunciou que o Google não levaria mais em conta Guest Blogging como uma tática válida de SEO:  “This is why we can’t have nice things in the SEO space”. Ou seja, algo que começa de maneira legítima acaba se tornando uma ferramenta de spammers e pessoas tentando enganar o algoritmo em vez de produzirem conteúdo de qualidade.

Mas então o Google matou a prática de Guest Blogging? Se o seu foco é somente conseguir links, sim, mas isso não quer dizer que ainda não seja uma boa prática. Mas se seu objetivo for trazer valor para uma audiência de outro blog, que pode se beneficiar do seu conhecimento, então a prática ainda é muito válida.

Pense bem: independentemente do seu rankeamento no Google, se você conseguir capturar o interesse de uma nova audiência com seu conteúdo, estará criando uma reputação para você e sua empresa, atraindo novas pessoas para seu site, blog e lista de emails. A regra geral é: se for fazer guest blogging, encontre parceiros que possuam uma audiência que irá se beneficiar do seu conhecimento, independentemente de links.

2. Palavras-chave em excesso

Ah, o uso em excesso de palavras-chave, uma das práticas mais antigas de SEO que por algum motivo ainda está presente na cabeça das pessoas, mesmo anos e anos após o Google condenar essa prática! Se você ainda acha que usar excessivamente a mesma palavra-chave ainda irá te ajudar em alguma coisa, prepare-se: há muito mais chances de você ser penalizado do que ter algum benefício.

A prática, chamada em inglês de “keyword stuffing” (um termo que eu considero extremamente simpático) já não funciona há anos e ainda assim é frequente que clientes nossos insistam em ter “5% ou mais de densidade de palavra-chave” e coisas do gênero. Sério, em que ano estamos, 2009 de novo? A Gisele já casou?

Para quem não se lembra do famoso Panda, aqui está um gráfico do tráfego da Demand Media, empresa especializada em conteúdo “super otimizado” para buscadores. Dá para ver claramente o momento em que a mudança de algoritmo deu uma paulada nas visita do eHow, um dos sites deles:

 práticas de SEO

Aparentemente o texto “Como se recuperar de uma mudança de algoritmo” não funcionou bem.

Além do Panda, que puniu sites exageradamente otimizados a ponto do texto não ser natural, ainda tivemos a última grande atualização, o Hummingbird! Com essa atualização o Google deixou de interpretar palavras-chave como somente pedaços de texto isolados. Agora ele leva em conta contexto, sinônimos, intenção e milhares de outras coisas (o famoso Knowledge Graph). Ou seja, suas palavras-chave estão cada vez mais inúteis.

Mas então, o que fazer se a ideia é ser encontrado por alguma palavra-chave? Bem, o ideal agora é pensar em temas, ou seja, sobre o que você quer falar? Sobre a vida noturna em Belo Horizonte, por exemplo? Ok, escreva textos relevantes sobre o assunto, pensando no seu leitor, que as palavras-chave aparecerão naturalmente (Belo Horizonte, Bares em Belo Horizonte, etc) dentro do contexto.

E não se preocupe em usar a palavra-chave Belo Horizonte demais, ela é muito genérica e seu uso é normal em um texto sobre a cidade. Mas pelo amor de Deus, não crie frases tentando rankear para termos cauda longa como: “Você está buscando bares em Belo Horizonte? Veja nossa lista de Bares em Belo Horizonte que separamos com os melhores Bares em Belo Horizonte para você”. Isso me dá até arrepios (e no Google também). Para o Google os termos “bares em Belo Horizonte”, “bar em Belo Horizonte” e “boteco em Belo Horizonte” podem levar ao mesmo lugar, uma vez que é determinado pelo contexto e intenção da busca.

3. Super otimização de textos âncora

 práticas de SEO

Se você entende essa referência, eu te respeito!

Esse ponto está diretamente relacionado ao guest posting, afinal, antigamente  quando pedíamos um link para o site, o texto âncora tinha que ser para as palavras-chave pelas quais queríamos rankear. Bem, hoje em dia isso é perigoso, podendo levar a uma penalização por parte do Google, uma vez que é uma das práticas que tornam os textos “não naturais” para o leitor.

Em sua página de link schemes o Google cita um exemplo de parágrafo super otimizado e que é passível de penalidade (tradução livre da minha parte):

“Existem muitos tipos de aliança de casamento no mercado. Se você vai fazer um casamento, deve escolher o melhor anel. Também terá que comprar flores e um vestido de casamento.”

Dá para perceber nitidamente que o objetivo dos links no parágrafo acima não é fazer com que o leitor clique e se informe mais sobre o tema, mas é só uma tentativa de enganar o algoritmo do Google. Mas e agora, como fazer textos âncora que não correm o risco de serem penalizados? Neil Patel, o gênio por trás do Quicksprout dá alguns exemplos de tipos de âncoras que ele recomenda:

Concluindo: esqueça o Google, pense na audiência

Se existe algo que defendemos e tentamos ensinar à nossa audiência e clientes desde o dia em que abrimos a empresa é que se você pensar no Google antes de pensar em sua audiência, sua estratégia de marketing de conteúdo está destinada ao fracasso. Mesmo que hoje você ainda consiga algum ranking usando essa mentalidade (e alguma técnica nova), o Google possui a missão de fazer com que você não consiga enganá-lo. E, além disso, ele possui só um pouco mais de dinheiro que você.

Eu sempre defendo que o SEO já está morto (ou moribundo), pelo menos como uma competência do marketing, mas sempre que faço essa afirmação gero tanta discussão que vou explicá-la com mais calma em um post dedicado somente a esse meu ponto de vista. Independentemente de você concordar ou não comigo, daqui a 5 anos ter uma planilha contando a quantidade de backlinks que você conseguiu com uma determinada palavra-âncora vai soar tão ridículo quanto gerar textos automaticamente sobre o casamento da Gisele Bundchen.

A receita é simples: siga as regras, tenha uma boa estratégia, e continue criando conteúdos épicos! O retorno é garantido.

 
Autor(a)

Escrito por: Vitor Peçanha Co-fundador da Rock Content, profissional calejado de marketing digital e atleta radical amador quando não está trabalhando (o que não ocorre com muita frequência)



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