Conteúdo a comunicação que pede licença

Conteúdo: a comunicação que pede licença

O conteúdo atua de forma transformadora ao convidar e encantar o cliente para uma causa, empresa ou produto. Entenda um pouco mais sobre essa história!

Este texto foi originalmente publicado no LinkedIn Pulse.

Você leitor, assina algum tipo de serviço de conteúdo premium, como o Spotify e o Netflix? Aposto que a resposta é positiva pelo menos para um desses serviços e ainda sou capaz de imaginar o motivo: a ausência de propaganda e a facilidade para consumir o conteúdo oferecido por essas plataformas. Errei? Arrisco-me a dizer que não.

Hoje, as pessoas têm buscado fugir cada vez mais da “invasão” que a publicidade tradicional está acostumada. As agências têm repensado as estratégias para atingir determinados públicos e a comunicação de massa tem deixado de marcar tanta presença no dia a dia das pessoas.

Agora, ganha mais presença na mente dos consumidores a marca que se fizer presente nas rodas de conversa, nas mensagens do WhatsApp e nas menções em publicações online.

Mas, você deve se questionar: do ponto de vista da marca, qual é o caminho certo a seguir? Como ganhar um minuto da atenção de um possível consumidor? Como se fazer presente no dia a dia das pessoas de uma forma natural, quase que amigável? Não existe uma fórmula mágica que responde todos esses questionamentos, mas existe uma estratégia que pode te ajudar, que é o conteúdo.

Muito mais do que uma mensagem que indica ação, hoje as marcas precisam produzir uma comunicação que informa e educa o consumidor. A mensagem precisa fazer sentido pra quem está recebendo e não pode ser invasiva. Na era do “pular anúncio” após cinco segundos, ganhar a atenção das pessoas tem sido cada vez mais difícil. Mas algumas marcas têm conseguido fazer isso de forma admirável.

Um exemplo que gosto muito de citar é a Michelin. A empresa, referência em pneus para automóveis, utiliza a estratégia de conteúdo para atrair e encantar consumidores desde 1900, com o reconhecido Guia Michelin. Naquela época, poucas pessoas tinham carros e era preciso mostrar valor em se ter um.

Por isso, o guia trazia os melhores restaurantes para se visitar, os hotéis para se hospedar e os destinos mais indicados. E a lógica aí era simples: você vai usar seu carro para visitar esses locais, vai gastar os seus pneus e precisará de novos.

A Michelin se posicionou como referência em guias, entregou algo de valor ao usuário e ainda gerou novos negócios por meio de um conteúdo que ela produziu. E o melhor de tudo: ela é uma empresa que vende pneus. Isso comprova que, independente do seu negócio, a produção de conteúdo pode levar, sim, à um reconhecimento da sua marca de forma única e inovadora.

Sem precisar invadir ou pedir um minuto das pessoas, a Michelin conseguiu marcar presença no imaginário do seu público — o alvo e o que não era tão alvo assim — e se consolidar como referência no seu negócio. A comunicação da Michelin foi convidada a fazer parte do dia a dia das pessoas e conquistou lugar de destaque.

Para ficar mais fácil de visualizar o que estou dizendo, tem um outro exemplo que gosto de usar. Imagine uma vinícola.

Paralelamente às vendas de vinhos, o dono desse negócio pode criar um canal de vídeos com conteúdo especializado na bebida, sobre os vários tipos de uvas, as formas de harmonização e ainda criar um espaço para debates entre os consumidores.

Além de incentivar o consumo do produto e entrar na mente do cliente de uma outra forma, esse canal ainda pode se tornar uma segunda fonte de renda, caso a empresa queira vender esse conteúdo.

Independente se é para atrair e fidelizar clientes ou como uma fonte de renda extra, o conteúdo veio para transformar a forma como empresas e pessoas se comunicam e é preciso escolher um caminho: ser invasivo ou ser convidado para entrar nas rodas de conversa e imaginário das pessoas.