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Erros nas métricas de vídeos é a nova acusação contra o Facebook

Facebook é acusado de esconder erro nas métricas de vídeos. Entenda tudo sobre a acusação contra a rede social.

Definitivamente o ano de 2018 já ficou marcado na história do Facebook, e não foi de maneira gloriosa.

Com histórico de vazamento de dados, fotos do fundador Mark Zuckerberg com príncipe saudita polêmico, suspeita de uso indevido da rede social para interferências em eleições ao redor do mundo e milhares de processos se acumulando tomaram as manchetes de portais de notícias.

A pauta da vez agora é um erro no cálculo das visualizações de vídeos publicitários que, segundo o processo, não comunicado à época da descoberta.

A medição que exagerava erroneamente a contabilização de visualizações de vídeos na plataforma teria sido identificada por seus funcionários em janeiro de 2015, mas só noticiada aos seus usuários e corrigida em 2016.

O Facebook nega que tenha identificado a falha no ano anterior ao seu anúncio oficial, e diz não haver mérito no processo que foi aberto e é movido por um grupo de anunciantes intitulados como LLE One.

Facebook declarou que a sugestão de que haviam tentado esconder a falha era falsa, e que uma vez identificada, a mesma foi noticiada aos seus usuários corporativos, atualizando também seu Guia de Ajuda com a explicação do ocorrido.

Entenda como funciona a métrica de visualização de vídeos

Os usuários corporativos do Facebook usam os recursos de vídeos para promover seus anúncios com o objetivo de conquistar maiores alcances, envolvimento e conversões de seu público-alvo.

O processo de publicação é simples, intuitivo e muito semelhante ao de impulsionamento de imagens.

Uma audiência é definida para determinar quem serão os usuários que receberão o vídeo em sua timeline e o orçamento estipula como o valor total do investimento será distribuído as visualizações durante o período de divulgação.

Na otimização da campanha é possível determinar que a cobrança somente será feita se o usuário assistir mais de 3 ou 10 segundos do vídeo ou 97% de sua duração total, dependendo de seu tamanho.

Essa é a maneira de cobrança recomendada pelo próprio Facebook, inclusive. Assim, se um usuário interrompe a visualização do vídeo de um minuto nos primeiros 5 segundos, esse evento não será abatido no orçamento estipulado pela empresa.

A cobrança e contabilização das visualizações, no entanto, é realizada a partir de uma média que seria o equivalente ao tempo total gasto assistido dos vídeos dividido pelo número total de pessoas que reproduziram o conteúdo pelo tempo mínimo estipulado.

Como esse cálculo foi inflado?

E é exatamente nesse ponto que a métrica foi inflada. Segundo o próprio Mark Zuckerberg, em 2016 foi constatado que a programação da rede social superestimava a medição das visualizações dos vídeos em 60% e 80%.

Uma medida foi tomada na época para excluir as medições inferiores a 3 segundos, mas ainda assim, a métrica continuava a ser aumentada.

Segundo a acusação, o problema é que, em vez de considerar apenas as visualizações individuais que atingiam o tempo mínimo para ser cobrado, o cálculo incluía todo e qualquer evento, e que por isso, em alguns casos, a falha alcançou o patamar de 900% de inconsistência.

Saiba quais as consequências dos fatos das acusações para os anunciantes

Um dos agravantes da acusação é de que a rede social já conhecia o fato a mais de um ano, mas não o relatou antes para evitar que boa parte de seus anunciantes deixassem a plataforma.

Além disso, muitos críticos apontam que a omissão do Facebook se deve também ao fato de seus vídeos serem pouco visualizados, e que o problema colocaria em cheque sua eficiência como plataforma para anúncios e conversões se comparado ao Youtube, LinkedIn e Twitter.

Fato é que, com o erro de cálculo, o orçamento aplicado nos anúncios era mais rapidamente consumido sem necessariamente refletir o alcance esperado.

Em outras palavras, o valor pago referia-se a uma quantidade muito menor de potenciais compradores efetivamente sendo sensibilizados pelo conteúdo.

Marketing no Facebook

Números que explicam a importância dos vídeos nas redes sociais

Investir em anúncios de vídeo é uma aposta quem tem se mostrado relevante no mundo business, e por esse motivo, as empresas estão expandindo também nos formatos de seus conteúdos.

Estudos como o relatório anual Visual Networking Index Forecast (VNI) produzido pela Cisco apontam que até 2020, 75% do tráfego total dos vídeos estarão nos dispositivos móveis.

Já o relatório do quarto trimestre e anual do Facebook de 2017 comunicou que ajustes foram realizados para diminuir a oferta de vídeos virais na timeline de seus usuários para aumentar a qualidade de seus conteúdos e maior engajamento do público.

Com essa medida, o Facebook reduziu para 50 milhões de horas e tempo gasto pelo seu total de usuários na rede, o que segundo os executivos da maior rede social do mundo, proporcionou relações mais significativas entre a comunidade e as empresas que atuam dentro dela.

Então, sejam estimativas, sejam históricos, os dados mostram que as visualizações de vídeos no Facebook e demais redes sociais ainda serão uma importante fonte de renda para elas.

Falando mais especificamente sobre a acusação enfrentada pela rede social sob o comando de Mark Zuckerberg, se for julgada como procedente, o Facebook terá cometido uma fraude grave contra seus usuários e poderá ser duramente penalizado.

Seria mais uma consequência difícil de amargar. Nos últimos meses, a rede social relatou que um ataque hacker conseguiu acessar os dados de 29 milhões de usuários.

Além disso, viu os fundadores de ferramentas que incorporou como o Instagram e o Whatsapp deixarem em definitivo seu quadro de funcionários relatando preocupação com a segurança de dados de seus usuários.

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