Google Analytics

Google Analytics: um guia para usar essa ferramenta

Quer aprender a usar o Google Analytics de uma vez por todas? Confira nosso guia completo e tenha sucesso com suas métricas!

Antes de começarmos com a parte prática de como usar a ferramenta, é importante que você entenda melhor o que é o Google Analytics. O GA é uma plataforma de análise de dados online do Google que, a partir da instalação de um código nas páginas do site, coleta informações dos usuários e as transforma em relatórios.

É uma excelente ferramenta para entender melhor o público do seu site e mensurar os resultados de marketing, sendo uma das ferramentas primordiais de uma estratégia.

Ela permite acompanhar diversas informações sobre seu domínio, como o volume de visitas, o tempo que o usuário gasta nas páginas, os canais de origem e até mesmo as conversões.

Ou seja, você terá um prato cheio de dados para entender melhor quem são as suas personas e, assim, tornar as estratégias de marketing ainda mais efetivas!

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Importância do Google Analytics para estratégias de marketing

Como diz a famosa frase do estatístico William Edwards Deming “não se gerencia o que não se mede”. Quando o assunto é marketing digital, medir o resultado de campanhas e entender o comportamento dos visitantes que acessam o seu site é algo imprescindível.

Afinal, nos dias de hoje, qualquer tomada de decisão e a definição dos orçamentos de marketing passaram a estar diretamente condicionados a análise destes dados.

A preocupação em entender o comportamento dos usuários dentro de um site ou aplicativo é tão grande, que é possível encontrar uma enorme variedade de ferramentas de web analytics disponíveis por aí.

Existem ferramentas de análises super completas como Adobe Analytics e Mixpanel, aplicativos gratuitos para gerar mapas de calor como o Hotjar e Crazyegg e até softwares open source que podem ser instalados em seu próprio servidor como o Matomo (antigo PWIKI) e Open Web Analytics. Cada uma destas aplicações tem pontos positivos e funcionalidades específicas, mas sem dúvida nenhuma, o Google Analytics, é a ferramenta mais completa que você vai encontrar.

O Google Analytics é gratuito, tem interface amigável, de fácil integração com outros produtos do Google, altíssima capacidade de processamento de dados e permite extrair relatórios personalizados para diferentes necessidades. Das análises mais básicas aos relatórios mais complexos.

Neste artigo, vamos compartilhar algumas dicas básicas e relatórios interessantes para que você possa levar suas análises para um outro nível!

Como instalar o Google Analytics

Antes de qualquer coisa, o primeiro passo para começar a analisar e medir as interações dos usuários em seu site, é instalar o código de acompanhamento em todas as páginas do seu domínio.

Para realizar a configuração inicial do Google Analytics recomendamos que você utilize algum tutorial ou instruções detalhadas sobre como implementar o código de acordo com o seu grau de conhecimento, plataforma ou linguagem utilizada na programação do seu site.

Em todos os casos, independente da alternativa escolhida, você vai precisar ter uma Conta ativa no GA (Google Analytics), uma Propriedade configurada e obter o Código de Acompanhamento do Google Analytics, que chamaremos de UA.

Contas, Propriedades e Vistas de Propriedade

Antes de iniciar qualquer análise dentro do Google Analytics você precisa entender como ocorre a organização da ferramenta dentro dos 3 níveis hierárquicos de uma:

  • conta;
  • propriedade;
  • visitas de propriedade.

Conta

Na configuração de uma conta é onde tudo se inicia. Neste nível mais alto da organização do Google Analytics você pode gerenciar os usuários, definir condições de política de privacidade e, principalmente, criar propriedades.

Cada usuário do Google pode criar/gerenciar até 100 diferentes contas. No caso de uma agência de publicidade, por exemplo, pode-se criar uma conta diferente para cada cliente atendido.

Propriedades

Propriedades, assim como o próprio nome diz, podem ser representadas por sites ou aplicativos mobile que você deseja monitorar.

No nível de uma propriedade você tem acesso ao seu Código de Acompanhamento (UA), define qual o endereço padrão do seu site (URL do domínio) e também consegue definir alguns padrões para a coleta de dados. Quanto tempo dura uma sessão, criar dimensões personalizadas e vincular outros serviços do Google à sua conta (Adwords, Adsense, Search Console), por exemplo.

Cada conta no Google Analytics pode ter até 50 propriedades. Ou seja, até 50 Códigos de Acompanhamento (UA) para monitorar tráfego dentro de cada conta.

Na prática, pode-se criar uma PROPRIEDADE para monitorar o seu site principal, uma para monitorar exclusivamente o seu blog e outra para mensurar o comportamento de clientes dentro do seu sistema ou plataforma.

CONTEÚDOS RECOMENDADOS
👉 Como criar um blog
👉Como implementar um Sistema de Gestão de Conteúdos (CMS)

Vistas de Propriedade

Vistas de Propriedade são os pontos de acesso aos relatórios. Em outras palavras, é onde se define como os dados de uma propriedade serão visualizados.

Aqui, você pode criar metas para o seu site, definir URL específica para aquela Vista (caso seja um subdomínio ou subdiretório), determinar quais informações serão filtradas e salvar anotações.

Dica importante:
sempre que precisar configurar um filtro, faça isto em uma nova Vista de Propriedade, preservando a Vista original Todos os Dados de Website como backup.

Organizando suas contas e propriedades

Manter o seu Google Analytics bem organizado e seguir às boas práticas é algo fundamental para garantir que os dados cheguem corretamente e não comprometa seus relatórios.

Para não deixar dúvidas , fizemos uma simulação ilustrando uma possível situação de um usuário que deseja monitorar seus domínios:

Poderíamos imaginar o seguinte cenário ideal de organização da conta:

CONTASPROPRIEDADESVISTAS
  • Conta Profissional
  • rockcontent.com
  • Todos os dados do website
  • Apenas Domínio
  • Apenas Subdomínio (blog.)
  • marketingdecontenidos.com
  • Todos os dados do website
  • Apenas Tráfego Orgânico
  • Conta Pessoal
  • pecanha.me
  • Todos os dados do website

Dúvidas mais comuns ao implementar o código de acompanhamento

Separamos algumas das dúvidas mais comuns para ajudá-lo a fazer que tudo funcione direitinho:

Posso instalar mais de um Código do Acompanhamento (UA) no meu site?

Sim! Você pode instalar várias instâncias do código de acompanhamento do Analytics em suas páginas da Web para enviar dados para várias propriedades em sua conta. Mas lembre-se que nem todas as configurações são suportadas. Este artigo mostra como realizar esta instalação de forma correta, sem causar imprecisões na coleta de dados.

Posso usar o mesmo Código de Acompanhamento em domínios diferentes?

Não é recomendado usar o mesmo Código de Acompanhamento para os domínios diferentes. Afinal, sempre que você cria uma nova Propriedade no Google Analytics, você define qual é a URL do domínio. Se você informar que a sua URL da Propriedade é xyz.com e recebe dados originados de abc.com.br, a coleta de dados será comprometida.

Mas se você for familiarizado com a linguagem HTML, JavaScript ou contar com a ajuda de um desenvolvedor da Web experiente, este artigo vai te ajudar a resolver o problema.

Então é melhor usar uma UA diferente para cada subdomínios?

Você pode facilmente usar um Código de Acompanhamento para o seu domínio principal (xyz.com.br) e outra UA para o subdomínio do blog (blog.xyz.com.br), por exemplo. Mas desta forma, você pode acabar perdendo dados importantes dos usuários que navegam de um domínio para outro.

Para para monitorar o tráfego entre domínios e subdomínios com a mesma UA, você precisa:

1) Usar a última versão do Código de Acompanhamento.

2) Adicionar o seu domínio na Lista de Exclusão de Referência.

3) Criar uma Vista de Propriedade, com os devidos Filtros, para cada domínio/subdomínio.

Como eu sei se a UA foi instalada corretamente?

A melhor forma de verificar se está tudo certo com o código é usando a extensão Google Tag Assistant para o navegador Chrome. Você só precisa instalar a extensão e acessar o site que se deseja monitorar.

Todas as tags de produtos Google instalados no site serão exibidas na tela. Se tudo estiver correto, as tags instaladas aparecerão com o ícone verde. Se estiverem na cor azul, a tag pode estar funcionando, mas com alguma observação. Se alguma tag estiver vermelha, é porque há algo errado. Para saber como corrigir o erro, basta clicar na tag e ver qual ação é necessária.

Entendendo as principais métricas do Google Analytics

Diferença entre Visitantes, Sessões e Hits

A dúvidas mais comuns de qualquer proprietário de um site, é saber quantas pessoas visitaram o site em determinado período. E entender como o Google Analytics mensura as interações dos usuários, é o primeiro passo para criar qualquer tipo de relatório.

Já existem diversos artigos que explicam detalhadamente a diferença entre Sessões e Visitantes. Aqui, vamos explicar tudo de uma forma didática e simples, mas que te ajudará a entender como usar esta poderosa ferramenta.

Visitantes

A definição de visitante é a mais tranquila de se entender. Afinal, como o próprio nome diz, se refere literalmente a um usuário que acessa o seu site.

O grande ponto é lembrar que um Visitante pode visitar o seu site várias vezes dentro de um período, iniciar sua navegação por meio de diferentes canais (pesquisando no Google ou pelo Facebook, por exemplo) navegar por diferentes páginas e gastar mais ou menos tempo a cada uma destas interações.

Hits

Toda e qualquer interação de um visitante com um site, começa com um hit. Sempre que um Visitante acessa alguma página com o Código de Acompanhamento instalado, um novo hit é recebido pelo Google Analytics.

Este hit carrega, dentre várias outras informações:

  • IP;
  • data e hora do hit;
  • versão do navegador;
  • nome da página e URL.

A cada nova página acessada ou durante sua navegação, um usuário pode gerar vários hits. Este conjunto de dados enviados por um mesmo Visitante, são reunidos nos servidores do Google e agrupados em Sessões, que vamos explicar logo a seguir.

Sessão

Uma sessão pode ser entendida como um conjunto de hits gerados por um visitante ao navegar.

Quando o primeiro hit é gerado em uma página de destino, uma nova Sessão se inicia. E só acaba quando:

  • O visitante passa 30 minutos sem fazer nenhuma interação (nenhum novo hit);
  • Quando passa de meia-noite;
  • O usuário clique em alguma UTM (vamos explicar melhor a seguir);
  • O usuário navega entre diferentes subdomínios dentro de um mesmo site.

Importante: Quando o usuário acessa apenas uma página, sem atualizá-la ou sem ativar nenhum evento, o Analytics não recebe nenhum novo hit. Se nenhuma nova informação é enviada, o GA não consegue medir o tempo que o usuário passou ali, por exemplo. Logo, após 30 minutos de inatividade, o Analytics vai entender que ocorreu uma rejeição.

O que é uma taxa de rejeição

A taxa de rejeição é uma das métricas que mais confunde os usuários. Como o próprio nome nos leva a entender, uma “Rejeição” soa como um usuário que abandonou o site, rejeitando o seu conteúdo. Na verdade não é exatamente isso.

Esta métrica não leva em consideração um determinado número de segundos que o usuário passou em seu site, mas sim, uma Sessão em que o usuário visitou apenas uma única página e saiu, sem interagir com nenhuma outra página.

Tempo na página e duração da sessão

Uma terceira métrica bastante importante para suas análises é o tempo de duração de uma sessão. Esta é a métrica que ajuda os webmasters e proprietários de sites a mensurar quanto tempo o usuário dedica ao seu site, durante uma visita.

Para entender como esta informação é calculada você precisa retomar o conceito de hit apresentado anteriormente, aplicada no exemplo abaixo:

10h00: Um usuário acessa uma Home Page

10h02: O usuário clica em um link para a página de Serviços

10h05: O usuário fecha a tela do navegador saindo do site

Pergunta:
Quanto tempo durou a sessão?

  1. 5 minutos
  2. 0 segundos
  3. 2 minutos
  4. 7 minutos

Um analista de marketing desavisado pode pensar que a sessão acima teve duração de 5 minutos. Afinal, a primeira interação ocorreu às 10h e durou por 5 minutos até o usuário sair do site.

Se você também pensou desta forma, sinto em dizer que você também errou…

Lembre-se que o Analytics não sabe como o usuário está interagindo com o site até que uma nova interação ocorra. No exemplo acima, o GA registrou apenas 2 hits: um ás 10h e outro às 10h02.

Após 30 minutos de inatividade (às 10h32) o Analytics vai automaticamente encerrar a sessão. Neste caso, a resposta correta seria LETRA C, 2 minutos.
Mas o que acontece em uma sessão com rejeição?Toda sessão com Rejeição, onde o usuário acessa só uma página, é documentada no Analytics como uma sessão de 0 segundos de duração.

Para calcular a duração Média de Duração da Sessão, o Analytics soma o Tempo de Duração de cada sessão durante o período que você especificar e divide essa soma pelo número Total de Sessões.

Diferença entre Canal, Origem e Mídia

Algo que nem todo analista de marketing se preocupa ao fazer um relatório de canais de aquisição de um site, é justamente entender perfeitamente quais as diferenças entre Canal, Origem e Mídia. E este é um conceito básico para poder criar relatórios corretos a respeito da aquisição de usuários.

Vamos explicar, a seguir, qual a diferença entre estas 3 dimensões e te ajudar a obter insights relevantes.

Canais

Saber se um usuário chegou até o seu site através da pesquisa orgânica do Google, digitando a URL diretamente no navegador ou clicando em um anúncio no Facebook, por exemplo, pode ser determinante para entender a sua presença digital.

O Google Analytics é um grande aliado nesta hora e consegue registrar facilmente as informações sobre o Canal de origem de determinado usuário. Os principais Canais observados nos relatórios são:

  • Direct: Quando a URL é acessada diretamente do navegador;
  • Organic Search: Google, Bing ou Yahoo!;
  • Social: Redes Sociais como o Instagram, Facebook ou LinkedIn;
  • Email: Newsletters, feed RSS;
  • Referral: Sites externos com links para o seu domínio;
  • Paid Search: Links Patrocinados do Adwords;
  • Display: Rede de Display do Adwords;
  • Others: Quando não pertence a nenhum dos outros canais padrão.

Origem e Mídia

Você já deve ter se perguntado como o Analytics consegue descobrir de onde veio um usuário para agrupá-lo em diferentes Canais.

Isso acontece por que toda Sessão iniciada e registrada no Google Analytics sempre carrega consigo 2 dimensões muito importantes: a Origem e Mídia daquela sessão (ou em inglês, Source e Medium).

Dependendo da combinação entre estas duas dimensões, o Analytics vai automaticamente agrupar a Sessão dentro de alguns dos Canais indicados anteriormente. Na prática funciona mais ou menos assim:

Se um usuário tem Origem e Mídia:Ele provavelmente pertencerá ao Canal:
m.fabecook.com / referralSocial
google.com / organicOrganic Search
google.com / cpcPaid Search

Ou seja, um Canal de aquisição não é necessariamente uma dimensão, como ocorre com Origem e Mídia. Mas sim uma forma de agrupar automaticamente o tráfego para facilitar as suas análises.

Neste artigo aqui você tem uma relação mais detalhada sobre os padrões do Analytics para agrupar as Sessões.

UTM’s

Já imaginou abrir um relatório do Analytics e descobrir detalhadamente quantos usuários vieram da campanha do Facebook Ads, do popup do blog, ou através de um link em um site parceiro?

Com o uso de UTM’s, ou URL parametrizadas, isto se torna possível e relativamente fácil de se configurar.

Estes parâmetros são adicionados a uma URL que modificam as dimensões Origem e Mídia, por exemplo, permitindo o rastreamento toda vez que houver algum clique nelas.

Em outras palavras, você pode modificar a Origem/Mídia de uma Sessão para medir o tráfego recebido por uma campanha divulgada no Facebook e outra pelo Whatsapp, por exemplo.

Você pode modificar até 5 parâmetros de uma Sessão através de uma UTM:

  1. Origem
  2. Mídia
  3. Nome da Campanha
  4. Termo
  5. Conteúdo

Vamos mostrar como isto pode funcionar na prática com alguns exemplos:

Exemplo 1: Disparo de Email Marketing

O gestor de marketing da empresa XYZ quer disparar um Email Marketing para sua base de contatos. Para saber exatamente quantos usuários clicaram no link do e-mail e acessaram o site, ele cria uma UTM exclusiva para o e-mail:

https://www.xyz.com.br/?utm_source=E-mail&utm_medium=Disparo

Desta forma, cada Sessão iniciada pelo e-mail, aparecerá no Analytics da seguinte maneira:

Canal: E-mail
Origem: E-mail
Mídia: Disparo

Exemplo 2: Campanhas no Facebook

O gestor de marketing da empresa XYZ quer medir qual banner recebe mais cliques em uma campanha no Facebook.

Ele, então, cria 2 UTM’s diferentes para os anúncios da seguinte forma:

https://www.xyz.com.br/?utm_source=Facebook&utm_medium=Banner&utm_campaign=Vermelho

https://www.xyz.com.br/?utm_source=Facebook&utm_medium=Banner&utm_campaign=Verde

Desta forma, cada Sessão iniciada pelos links poderão ser facilmente visualizadas no relatório de Aquisição do Analytics da seguinte maneira:

Canal: Social
Origem: Facebook
Mídia: Banner
Campanha: Vermelho ou Verde (dependendo de qual banner o usuário clicou).

IMPORTANTE
Quando se utiliza UTM’s, nem sempre o Analytics vai agrupar as dimensões de Origem e Mídia dentro dos Canais corretos. Quando isso acontecer, as sessões serão agrupadas dentro do canal OTHERS.

Não existe um padrão para criação de UTM’s, mas recomendamos sempre respeitar as boas práticas disponíveis neste artigo. Sabendo utilizar UTM’s ao seu favor, você conseguirá extrair informações precisa sobre a performance de seus diferentes canais de aquisição e fundamentar melhor suas decisões.

CONTEÚDO RECOMENDADO
👉Guia completo de parametrização de URL.

Mas atrair e medir corretamente a origem dos usuários cheguem ao seu site, não é garantia de que eles estão se transformando em receita para sua empresa. Também é fundamental entender se estes usuários estão realmente executando as ações esperadas através dos relatórios de Conversão do Analytics.

Usar o recursos de Conversão do Analytics pode ser algo extremamente estratégico para qualquer gestor de marketing. Vamos dar algumas dicas importantes para você entender isso melhor.

Metas e Conversões no Analytics

Uma conversão ocorre sempre que um visitante do seu site realiza uma ação desejada em seu website. Isso pode ser feito por meio do preenchimento de um formulário, da conclusão de uma compra ou da simples exibição de alguma página específica.

Definição dos objetivos

O primeiro passo para começar a trabalhar com conversões é definir qual o seu objetivo de marketing e jornada do cliente dentro do seu site.

Por exemplo, se você tem um ecommerce, você deseja acompanhar as finalizações do carrinho de compras. No caso de uma consultoria, a quantidade de usuários que solicitam contato comercial e no caso de um blog, quantos usuários assinaram a newsletter.

É importante entender que, dependendo da jornada do cliente estabelecida para o seu negócio, nem sempre será possível registrar quantas vendas ocorreram pelo do site. Afinal, se o processo de compra se inicia no ambiente digital e termina offline, o Analytics não vai conseguir documentar todo o processo.

Vamos pensar, por exemplo, o que ocorre no caso de uma Universidade. Muitas vezes o processo de cadastro no vestibular ocorre dentro do site, mas a efetivação da matrícula somente acontece após um processo seletivo presencial.

Neste caso, só é possível mensurar, com a ajuda do Analytics, o volume de usuários que realizaram o cadastro no site e não o volume de matrículas efetivadas. Diferente do que ocorre em uma loja virtual, onde a compra pode ocorrer integralmente no ambiente virtual.

Como as metas funcionam no Analytics

As metas do Analytics são configuradas no nível de Vista de Propriedade. Podem ser aplicadas a páginas ou telas específicas que seus usuários visitam, quantas páginas / telas visualizam em uma sessão, quanto tempo permanecem em seu site ou aplicativo e os eventos que acionam enquanto estão lá.

Cada meta pode ter um valor monetário, para que você possa ver quanto essa conversão vale para sua empresa. O uso de valores para metas permite que você se concentre nas conversões de valor mais alto, como transações com um valor mínimo de compra.

Quando um visitante do seu site ou usuário do seu aplicativo realiza uma ação definida como meta, o Google Analytics registra isso como uma conversão. Existem 5 diferentes tipos de conversão no Analytics:

TipoDescriçãoExemplo
DestinoUma página é abertaO usuário abre a página “Obrigado por se cadastrar”
DuraçãoQuando a sessão dura por um tempo específicoUm usuário passou 5 minutos no site.
Páginas por SessãoQuando um usuário abre um determinado número de páginas.Mais de 3 hits de página em uma única sessão.
EventosQuando um evento é disparado.Cliques em um botão

Ainda existe um modelo de conversão específico para acompanhar os resultados em lojas virtuais. Assim, o Google Analytics pode calcular as métricas de receita e de ROI das compras no seu site.

Para acompanhar estas transações, é necessário adicionar o código de acompanhamento de comércio eletrônico ao seu carrinho de compras. Por se um procedimento um pouco mais complexo, recomendamos contar com a ajuda de desenvolvedores específicos ou com o suporte da sua plataforma de ecommerce.

Guia Completo do Google Analytics

Se você chegou até aqui, pode-se dizer que agora que você é um especialista em Google Analytics! Tenha certeza que conhecendo os detalhes e todos os recursos disponíveis na ferramenta, vai te ajudar e muito a fundamentar melhor suas decisões de marketing.

Se você quiser ajuda para criar análises ainda mais detalhadas, separamos alguns painéis que não podem faltar em seus relatórios. Espero que goste e boa análise!

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