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Neuromarketing e Marketing de Conteúdo: o poder dessa combinação

Aprenda como usar aliar técnicas de Neuromarketing ao Marketing de Conteúdo e obter resultados impressionantes para sua empresa!

O marketing digital é tão intenso que, a cada momento, surgem conceitos e estratégias buscando atenção e validação como as “novas fórmulas para o sucesso”.

Ao passo que ficamos atentos a diversas metodologias enganosas e promessas falsas, não podemos deixar de admirar e aplicar as táticas realmente úteis, como o marketing de conteúdo.

Um novo termo que tem ganhado espaço em meio à transformação digital é o neuromarketing.

Você já ouviu falar no assunto?

Trata-se de uma nova forma de entender e abordar os potenciais consumidores com a ajuda da ciência.

Pode parecer complicado demais, mas você vai ver como o neuromarketing funciona e, mais importante, de que formas é possível aplicá-lo desde já no seu negócio para conquistar melhores resultados.

Preparado?

O que é neuromarketing?

Neuromarketing nada mais é que a junção entre neurociência e marketing.

O princípio por trás da neurociência é entender como o cérebro humano funciona.

Sendo assim, neuromarketing significa usar as descobertas científicas sobre como as pessoas reagem a diferentes estímulos para criar estratégias de marketing mais inteligentes e eficazes.

A tomada de decisões, que muitas vezes julgamos ser lógica, na verdade é fruto de uma série de reações químicas do cérebro, que só fazem sentido quando analisadas de forma científica.

Em outras palavras, o que consideramos como escolhas conscientes pode ser apenas resultado da manipulação de nossos sentidos. Não é à toa que o marketing sensorial está fazendo tanto sucesso por aí.

Na prática, a ciência pode ajudar a determinar por que os consumidores preferem uma marca em relação à outra ou de que forma faz mais sentido agir para estimular a fidelização de clientes.

Então, por que não fazer uso de mais esse recurso na busca pela atenção do seu público?

Veja agora algumas formas simples de fazer isso:

9 formas de aplicar o neuromarketing no seu negócio

Existem muitas formas de aplicar o neuromarketing sem dificuldade no seu negócio.

É muito importante se lembrar disso, porque geralmente lembramos de cálculos complicados e análises complexas quando pensamos em ciência.

Aqui o caso é exatamente oposto.

Veja como algumas mudanças na forma de se comunicar e posicionar a sua marca pode alterar completamente a percepção dos consumidores a respeito dela:

1. Use a psicologia das cores

Acredite: a psicologia das cores não é besteira.

Pode parecer que não tem nada a ver a paleta de cores da sua marca com a percepção das pessoas a respeito dela, mas essa é a mais pura verdade.

O que acontece é que temos o costume de associar certas cores com sentimentos. Por conta disso, faz sentido estudar bem o que cada tom significa e usá-lo de acordo com seu objetivo para a página ou o material em questão.

As grandes marcas consideram cuidadosamente o efeito de cada cor em suas embalagens, materiais promocionais etc., e vale a pena fazer o mesmo no seu negócio.

2. Aposte em gatilhos mentais

Gatilhos mentais são fatores que nos levam a tomar decisões de forma “automática”, uma forma que o nosso cérebro encontra para se manter são em meio a tantas decisões com que nos confrontamos.

Ou seja, diante de certos estímulos, o cérebro entende que você precisa agir rapidamente.

Esses estímulos, quando usados no marketing, normalmente levam à conversão.

Alguns dos principais são:

  • prova social: mostrar quantas pessoas visitam seu blog ou já compraram seu produto vai motivar quem chegou agora a fazer o mesmo. Afinal, temos a tendência de seguir a maioria;
  • escassez: edições limitadas são o exemplo perfeito de como criar um efeito de escassez pode ser positivo. O cérebro entende que precisa agir rápido para não perder a oportunidade;
  • urgência: seguindo o mesmo princípio da escassez, a urgência leva a pessoa a agir por impulso. Será que funciona? A Black Friday prova que sim;
  • exclusividade: as pessoas amam fazer parte de grupos seletos ou ganhar acesso antecipado a produtos e serviços, pois a sensação de exclusividade as faz sentir importantes.

3. Faça testes A/B

Até agora já falamos sobre o uso das cores e de gatilhos mentais. Mas como saber se as cores e os gatilhos escolhidos por você são realmente os que mais convertem?

Por fazer comparações entre eles, e é justamente aí que entram os testes A/B.

O objetivo é criar diferentes versões da mesma página, com alterações mínimas, e ver qual delas traz melhores resultados.

Por exemplo: você pode mudar a imagem de fundo de uma landing page ou a cor de um botão de CTA.

O público será automaticamente dividido entre as 2 versões e, no fim, a que gerar melhores resultados permanece.

4. Aplique a ancoragem de preços

O nosso cérebro tem grande dificuldade de pensar no preço com base no valor isolado de um produto, ou seja, pelo que ele realmente faz por nós.

Em vez disso, é mais fácil tomar por base os preços para produtos similares e observar se a oferta em questão está cara ou barata.

Dessa forma, o preço de um celular é considerado alto ou baixo mais pelo preço dos concorrentes que oferecem as mesmas funções e configuração do que pelos benefícios que vai trazer ao dono.

O exemplo mais famoso vem das feiras e mercados, com o famoso “2 por 1” e “5 por 3”.

Talvez o consumidor não precise de 3 itens, mas ele considera uma “economia”, já que se comprasse os 3 de forma separada, pagaria mais.

5. Ofereça valor antes de realizar um pedido

Como manda o manual de boas práticas do inbound marketing, é preciso tentar ajudar antes de tentar vender. O que isso significa?

Em vez de chegar empurrando seu produto ou serviço para qualquer pessoa que mostre o mínimo de interesse, mostre-se pronto para ajudar.

Isso pode ser feito por tirar dúvidas, oferecer conselhos práticos de como agir e dar sugestões de que produto funcionaria melhor para a pessoa.

Faça isso mesmo que não seja o mais vantajoso para você ou que o produto em questão nem faça parte do seu catálogo.

Se fizer isso, as pessoas terão confiança na sua marca, e o princípio da reciprocidade vai entrar em ação. O cliente vai ser mais propenso a retribuir a ajuda comprando de você.

6. Domine a arte do storytelling

A arte de contar histórias de modo cativante faz grande diferença na hora de conquistar clientes.

Todo mundo gosta de se entreter com conteúdo de qualidade, e isso cria uma relação mais próxima entre sua empresa e o público.

Além disso, o conteúdo bem produzido é mais persuasivo e tem um efeito poderoso em gerar conversões, quer na hora de assinar uma simples newsletter ou de comprar a solução que o seu negócio oferece.

7. Repita ideias e conceitos de forma estratégica

“A repetição é a mãe da retenção.”

Esse ditado tem um lugar especial no coração de quem faz marketing, pode acreditar.

A repetição de ideias e conceitos de forma estratégica torna sua mensagem mais poderosa e persuasiva.

Com o tempo, mesmo alguém radicalmente oposto às suas ideias pode mudar de ideia se as ouvir por tempo suficiente.

8. Capriche no design

design do seu site, blog e até elementos impressos (como embalagem e cartão de visitas) têm que ser impecável e estar de acordo com os outros princípios que destacamos aqui.

Quanto melhor o design, mais vontade as pessoas terão de explorar o que o seu negócio pode fazer por elas, além de aumentar a confiança delas na sua capacidade de entregar o valor esperado.

Assim como uma pessoa limpa, cheirosa e bem-vestida causa uma impressão melhor do que alguém sujo e desleixado, o design agradável e fácil de entender é infinitamente superior a um sem forma e função.

9. Ofereça poucas opções de escolha

Por último, é muito importante entender que uma das funções do neuromarketing é nos ajudar não só a saber o que fazer, mas também o que deixar de lado.

Um erro muito comum que você deve evitar com base nas descobertas científicas têm a ver com a quantidade de opções que oferece para os seus clientes.

Sempre aprendemos que, quando se trata de oferecer um catálogo de produtos, quanto mais, melhor. Será mesmo?

De acordo com a neurociência, nem sempre essa afirmação é verdadeira.

Por quê?

Segundo estudo da Universidade Columbia, opções em excesso podem causar uma paralisia nos consumidores. Por não saber qual é a escolha certa, muitos acabam por evitar a decisão por completo.

A melhor saída é encontrar o equilíbrio, e apresentar as opções de forma que não tenham um efeito paralisante sobre os clientes. Nesse caso, vale outro dito popular: “menos é mais”.

Aplicar o neuromarketing na sua empresa não é algo fora da realidade. Como ficou claro pelas dicas mostradas aqui, é mais fácil do que parece.

Adotar princípios básicos de neurociência nos seus canais e ações digitais já vai ser suficiente para trazer resultados e encorajar ações positivas nos seus clientes.

Quer aprender mais sobre como a ciência pode ajudar a atrair e reter clientes? Então veja agora como o comportamento humano pode ser aliado à sua estratégia de inbound marketing!